Drenagem linfática durante a gestação

grávidaDurante a gestação, alguns fatores como o útero pressionando as veias, o aumento da progesterona e o sedentarismo facilitam o excesso de acúmulo de líquido no organismo da mulher. Eles causam sintomas de cansaço, sensação de pernas pesadas e pés inchados. A drenagem linfática manual pode ajudar a reduzir esse acúmulo de líquidos.

Essa técnica ajuda na redução do excesso de líquido, eliminando também dejetos provenientes do metabolismo celular. Desta forma, a drenagem desintoxica o corpo da gestante.

Além do efeito drenante, que restabelece uma circulação correta, essa atividade também estimula o sistema imunológico, melhorando a defesa do organismo.

É muito importante ressaltar que a drenagem deve ser realizada por um fisioterapeuta ou por um profissional com conhecimentos da anatomia e fisiologia, pois se realizada de forma errada, além de não surtir efeito, pode provocar hematomas e piorar o inchaço do corpo.

As informações são da Dra. Tânia Antonialli, especialista em fisioterapia dermato-funcional pelo Conselho Brasileiro Cultural e Cientifico de Fisioterapia (CBF), e em saúde da mulher no climatério pela USP.

Atividades gratuitas e mamografia no Ibirapuera

ibirapueraNo dia 18 de outubro a campanha Avon Contra o Câncer de Mama estará no Parque Ibirapuera, em São Paulo, promovendo diversas atividades para as mulheres, como aulas de maquiagem, ioga, alongamento, pilates, reflexologia e shiatsu.

O evento ainda contará com palestras de nutrição e espaço kids, para que as mães tenham onde deixar seus filhos para participar da mobilização.

O mais importante: mulheres com mais de 40 anos sairão do parque com data marcada para posterior realização de mamografia via SUS.

Psicoterapia gratuita para pessoas de luto

O Programa de Intervenção e Estudos sobre Perda e Luto da Unidade de Intervenção à Família e Comunidade (UNIFAC) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) está com vagas abertas para sessões terapêuticas, por meio de psicoterapia em grupo, para viúvas e viúvos, irmãos, pais e filhos enlutados.

Também há vagas para psicoterapia com famílias enlutadas e familiares em processo de cuidados paliativos. Os encontros acontecem num período de seis a oito meses, com duração de uma hora por semana, com início em novembro.

O serviço é gratuito e aberto a toda a comunidade. É indispensável agendar horário para uma entrevista inicial pelo telefone (11) 5084-4698, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com Cristina, ou por e-mail: familiaunifesp@hotmail.com

A UNIFAC está localizada na Rua Leandro Dupret, 166, na Vila Clementino, próximo ao Metrô Santa Cruz.

Consultas e exames gratuitos para advogadas, estagiárias e esposas de advogados

ibirapueraA Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) dá início no dia 13 de outubro a mais uma edição da Campanha de Saúde da Advogada, que visa a prevenir doenças tipicamente femininas, como câncer de mama, câncer de colo do útero e osteoporose.

As advogadas poderão fazer exames de papanicolaou, papanicolaou, ce densitometria óssea; submeter-se a consulta com ginecologista e, se necessário, passar por exames complementares. A relação de médicos e laboratórios referenciados está sendo definida e será publicada no site da CAASP (www.caasp.org.br). As guias deverão ser retiradas na sede da CAASP,em suas Regionais e Espaços ou nas subseções da OAB-SP.

A exemplo das edições anteriores, a campanha será aberta a advogadas e estagiárias inscritas na OAB-SP e em dia com sua anuidade, bem como às esposas dos advogados nas mesmas condições. Os procedimentos serão parcialmente subsidiados pela Caixa de Assistência.

A todas as participantes será oferecido um pacote médico com os procedimentos adequados a cada faixa etária. Segundo o diretor da Área Médica da Caixa de Assistência, Jairo Haber, “o rol de exames disponibilizados, bem como sua aplicação por faixas etárias, segue rigorosa orientação de médicos ginecologistas”.

CALENDÁRIO
Exames laboratoriais: de 13 de outubro a 7 de novembro
Consultas: até 21 de novembro
Exames complementares: até 5 de dezembro

Tudo sobre varizes

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Ivanésio Merlo respondeu algumas perguntas sobre varizes especialmente para o blog para você tirar todas as dúvidas sobre o tema.

O que são varizes?
Varizes são veias permanentemente dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea, especialmente nos membros inferiores (pés, pernas e coxas)

Como elas se formam e como se desenvolvem?
As veias dos membros inferiores têm estruturas delicadas e resistentes, chamadas válvulas venosas, cuja função é segmentar a pressão exercida pelo sangue quando o indivíduo está de pé e direcionar o sangue para o coração. Problemas no funcionamento dessas válvulas e na constituição genética das paredes venosas estão entre as principais causas da formação das varizes. O componente hereditário é muito importante. Para quem nasce com propensão a varizes, alguns fatores podem desencadear o aparecimento da doença varicosa, tais como: ficar de pé ou sentado por períodos prolongados, obesidade, pés planos e gravidez

Quem tem varizes?
Geralmente o indivíduo nasce com predisposição à doença varicosa. Ou seja, filhos de pais varicosos têm mais chance de apresentar varizes. Entretanto, não há ainda medida percentual para esse fator hereditário. Na maioria dos estudos epidemiológicos, a mulher apresenta maior predisposição ao problema e isso pode ser atribuído aos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, além da própria condição gestacional

Existe mais de um tipo?
As varizes podem ser divididas em três grupos principais: as microvarizes, as varizes de médio calibre e as de grosso calibre. Cada tipo varicoso exige um tratamento específico a ser definido pelo especialista

Quais os sintomas?
Na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis, o que costuma incomodar muito por razões estéticas. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes, tais como: presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele; agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes chamam de “pequenos rios e seus afluentes”; queimação nas pernas; inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia; prurido ou coceira; cansaço ou sensação de fadiga nas pernas; sensação de peso nas pernas; “pernas inquietas” e câimbras, muitas vezes noturnas

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de varizes, em muitos casos, pode ser feito por simples inspeção visual. Por meio de exame físico e de algumas manobras, o médico pode verificar quais as veias estão comprometidas e se as safenas estão normais. Também é utilizada a ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler para mapear todos os segmentos varicosos e complementar o diagnóstico

Se não cuidadas podem causar complicações? Quais?
Algumas vezes as varizes dos membros inferiores são assintomáticas. Mas dependendo da quantidade e tipo das varizes elas podem evoluir para doenças graves, decorrentes da insuficiência venosa crônica como: inchação, escurecimento, eczema e úlcera varicosa. Além disso, é frequente o aparecimento de tromboflebites que podem culminar com desprendimento de coágulos para os pulmões e a consequente embolia pulmonar – muitas vezes fatal

Quais os tratamentos disponíveis?
Os tratamentos disponíveis são: tratamento clínico com medicamentos via oral e meias elásticas, tratamento das microvarizes com injeções esclerosantes e laser transdérmico e tratamento das varizes maiores com cirurgia convencional e com laser (endolaser). Em qualquer caso, o tratamento deve ser feito sempre pelo angiologista e cirurgião vascular, médico especialista em doenças vasculares

Existe uma forma de prevenir?
Não existem medidas preventivas objetivas. Se o individuo tem predisposição genética fica difícil indicar formas de prevenção. Sabe-se que trabalhar de pé por muitas horas diariamente, para aqueles que têm predisposição, é um fator acelerador, assim como o número de gestações, obesidade, idade, etc. Não há evidências significativas para se dizer que sapatos de saltos altos provocam varizes

Estudo aponta a mulher que pode desenvolver hipertensão gestacional

A mulher do novo milênio tem prioridades bem diferentes da mulher do passado. Primeiro se posiciona no mercado de trabalho para depois engravidar, na maioria das vezes, tardiamente, aumentando as chances da manifestação de alguns problemas de saúde.

Porém, as mulheres contam com recursos avançados e seguros que podem determinar a predisposição da hipertensão gestacional e com isso, preveni-la de forma eficaz, resultando em segura gravidez.

Isso tudo é parte da conclusão de uma pesquisa realizada no Hospital e Maternidade Santa Joana, a partir de um levantamento inédito com 35 gestantes com pré-eclâmpsia.

A pesquisa detectou marcadores bioquímicos maternos, encontrados na urina e no sangue, que podem prever se o quadro hipertensivo gestacional poderá evoluir para tal doença, cuja manifestação é silenciosa. Trata-se de uma das mais comuns intercorrências clínicas do período, que ocorre em cerca de 5 a 7% das gestações e contribui para a morbidade materna e fetal que quando não tratada leva a morte cerca de 20% das mulheres, segundo dados do DATASUS.

O objetivo do trabalho foi avaliar a associação de marcadores bioquímicos com qualquer estado clínico e funcional de pacientes com pré-eclâmpsia como forma de antever a doença em futuros casos. “Tal descoberta permite ao médico mudar o curso da gestação e adotar cuidados especiais como exames subsidiários da medicina fetal como restrição rígida para o controle de peso, dieta sem sal durante a gravidez, afastamento do trabalho nas últimas 6 semanas de gestação, exercícios adequados e maior atenção nutricional que possibilita evolução saudável da gravidez até o nascimento do bebê”, explica o ginecologista e obstetra Alberto D´Auria.

“É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão arterial na gravidez têm como causa a pré-eclampsia e a eclampsia. O maior risco de haver um agravamento da hipertensão com eliminação de proteína na urina que comumente acontece à partir da 20 semana. O fato de antever este tipo de ocorrência, faz muita diferença na adoção de uma conduta médica preventiva, segura e eficaz”, diz o especialista.

“Ainda não sabemos qual é o motivo do surgimento da pré-eclâmpsia, mas o futuro da medicina e das grávidas do terceiro milênio está amparado em marcadores. Com eles podemos prever complicações de saúde da mãe e do bebê muito antes que se tornem uma realidade. É o melhor caminho para garantir uma gestação tranqüila e segura”, completa o D´Auria.

O trabalho foi realizado com gestantes com pré-eclâmpsia de setembro de 2007 a agosto de 2008. No momento de admissão foram colhidas amostras de urina para medir as concentrações de 8 – isoprostane (prostaglandina), do fator de crescimento placentário (PlGF) e de amostras de plasma para análise bioquímica. A pré-eclâmpsia é definida como um aumento da pressão arterial após 20 semanas de gestação com presença de proteínas na urina. O quadro pode ser transitório, quando há a ausência das proteínas na urina e a pré-eclâmpsia passa a ser considerada com a manifestação do aumento da pressão arterial, acompanhada de sintomas clínicos (cefaléia, dor abdominal, escotomas, baixa de plaquetas ou de valores elevados de enzimas do fígado). Os pacientes foram estudados aleatoriamente em dois grupos de acordo com a duração da gravidez, com menos e mais de 34 semanas de gestação.

“A mulher do terceiro milênio prioriza outras necessidades como realização profissional e estabilidade financeira antes de engravidar e se programa para que sua primeira gestação aconteça com idade média de 35 anos.

A maior incidência da doença acontece em mulheres que engravidam com idade mais avançada, além de histórico familiar de diabetes e pressão alta. Porém, as mulheres que têm pressão normal e sem histórico também podem ser acometidas”, esclarece D´Auria..

É importante que toda gestante faça o pré-natal completo e que o especialista possa acompanhar de perto o caso de cada paciente e indicar a realização do exame para diagnóstico precoce, caso necessário. A detecção de qualquer risco implicaria atenção especializada, com exame/avaliação e seguimentos adicionais e, se necessário, a referência da atenção básica para um serviço de nível mais complexo.

Importante destacar que o risco e a necessidade de referência para centros mais especializados deverão ser constantemente avaliados. Na ausência de risco, o acompanhamento pré-natal deverá seguir as recomendações para a atenção básica na assistência pré-natal.

O que é pré-elâmpsia?
Pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas. Os especialistas acreditam que seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero, além de fatores genéticos , dietéticos ou imunológicos. Se a pré-eclâmpsia for detectada, a gestante precisará medir a pressão arterial com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína e de sangue. Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se a pressão subir muito, é recomendável a internação e administração de remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê). O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não esteja crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda que o estado da mãe piore, o médico optará pela realização do parto. Após o nascimento do bebê o quadro de saúde da mulher é naturalmente normalizado.

Câncer de cólo do útero mata seis vezes mais no Brasil

Em 2008, cerca de 18.680 mulheres receberam, no País, o diagnóstico de câncer de colo de útero – de acordo com o Inca. Embora seja passível de prevenção e detecção precoce, a doença mata 6 vezes mais no Brasil que em países desenvolvidos, como a Inglaterra e os Estados Unidos. Isso porque essas nações já implementaram programas competentes para rastreamento da patologia, com exame de citologia ou Papanicolau, e com tratamento precoce das lesões precursoras do câncer, o que diminuiu em até 70% a mortalidade.

Os médicos consideram a mortalidade por câncer de colo de útero um importante indicador de desenvolvimento social, comparável à mortalidade infantil. “As principais vítimas são mulheres pobres, em idade reprodutiva e que não têm acesso a serviços básicos de atenção à saúde ou que, quando realizam o exame, demoram a retornar ou jamais retornam para tratamento”, informa o oncologista João Nunes, do Centro de Câncer de Brasília. “No Distrito Federal, para se ter uma idéia, estudo mostrou que 18% das mulheres entre 25 e 59 anos não realizaram o exame Papanicolau nos últimos anos”, destaca o especialista.

 Quando se aborda o câncer de colo de útero é inevitável falar do Papiloma Vírus Humano. “Cerca de 99% dos casos da doença estão relacionados ao vírus conhecido como HPV – mais especificamente a alguns subtipos considerados de alto risco”, explica Dr. Nunes.

Mais uma vez, o Papanicolau aparece como o caminho ideal para a identificação precoce. “Toda mulher deve obrigatoriamente realizar o exame uma vez por ano, desde o início da vida sexual. O intervalo entre um exame e outro pode ser reduzido dependendo de alguns aspectos, tais como: presença de lesões e determinados hábitos sexuais. Vale destacar que a maioria das infecções por HPV não apresenta sintomas (lesões ou verrugas)”, enfatiza o oncologista.

Para prevenção, o uso do preservativo é eficaz, uma vez que a transmissão se dá por via sexual. Outra importante forma de prevenção é a vacina anti-HPV. “Ela se destina a mulheres de 9 a 26 anos que não entraram em contato com os subtipos de alto-risco do vírus. Estamos otimistas, pois a expectativa é de que a vacina venha a evitar, no futuro, 70 % dos cânceres de colo uterino”, antecipa Dr. Nunes.

Cuidar da flora intestinal evita a celulite

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

Informações do médico cirurgião do aparelho digestivo Carlos A. Sabbag (CRM-PR 9950)

Mitos e verdades sobre infertilidade

garota pensandoSegundo a European Society of Human Reproduction and Embriology (E.S.H.R.E.) a definição geral de infertilidade é a diminuição da capacidade de conceber em relação à população geral.

Especialistas revelam que a infertilidade conjugal é uma situação que atinge cerca de 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Para se ter dimensão do problema, isso significa que um a cada 5 ou 6 casais vai ter dificuldade para engravidar. Mas atualmente é possível reverter vários destes casos com os recursos avançados disponíveis nos Centros de Reprodução Humana.

O especialista em Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana dr. José Geraldo Caldeira relata que grande parte dos casais ainda chega com muitas dúvidas sobre infertilidade no consultório e esclarece os principais mitos:

Tratamentos contra infertilidade sempre geram gêmeos?
Mito. A taxa de gemelares acontece em 20% dos casos.

Mulher com útero invertido tem mais dificuldade para engravidar?
Mito. Não se trata de uma anormalidade, mas sim uma característica natural, já que a grande maioria das mulheres não apresenta sintoma/problema algum., o que ajuda muito nessa situação, é a orientação do ginecologista para adotar mudanças de posição após as relações com o objetivo de evitar perda do semem , o que pode reduzir as chances de engravidar.

Existem casos em que mesmo com os tratamentos adequados a mulher não consegue engravidar?
Verdade. Pesquisas mostram que 10% dos casos de infertilidade são indeterminadas e em alguns casos, não é possível gerar um bebê.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

Relações sexuais nos dias da ovulação resultam sempre em gestação?
Mito. Mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, apenas 20% das mulheres irão engravidar. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

É preciso ter os dois ovários e as duas trompas para engravidar?
Mito. É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa.

Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter maior dificuldade de engravidar?
Verdade. Atletas de alta performance que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de períodos menstruais. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter a menstruação regularmente. A experiência aconselha, de todo modo, que as mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados.

Mulheres que possuem ovário policístico não conseguem engravidar?
Mito. As mulheres com ovário policístico não ovulam todo mês (têm dificuldade de ovulação), por isso é mais difícil engravidar. No entanto, não é impossível como essa disfunção está ligada ao metabolismo, o médico sugere que as mulheres com esse problema tentem ajustar seu peso com dietas e práticas de exercícios físicos. Existe ainda a opção por medicamento.

Durante o tratamento contra a infertilidade, sexo deve ser evitado ou controlado?
Falso. O contato íntimo entre o casal está liberado, levar uma vida afetiva normal ajuda a relaxar e alcançar com maior tranqüilidade o objetivo da maternidade. O sexo deve ser suspenso apenas caso o médico prescreva formalmente.

Mulheres com idade avançada têm mais dificuldade para engravidar?
Verdade. Há um aumento na probabilidade de síndromes genéticas como por exemplo, Síndrome de Down. Chegada aos 37 anos a mulher inicia uma nova etapa cronológica em sua vida e a produção da quantidade e qualidade dos óvulos cai. Por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos. Mulheres com idade acima da citada devem tentar engravidar por um pouco mais de tempo que as mais jovens, por volta de 1 ano e 6 meses, caso isso não ocorra espontaneamente é recomendável que a mulher procure um Centro de Reprodução Humana para realizar uma investigação mais detalhada.

A mulher que provoca um aborto pode reduzir as chances de engravidar novamente?
Depende. Mito: se o aborto for realizado em condição de higiene e segurança com a presença de profissionais qualificados ele não provocará outros desdobramentos. Abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação não apresentam risco à mulher, já que a anatomia do útero permanece completa. Verdade: se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como por exemplo: lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

O uso de “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade feminina?
Mito. A pílula do dia seguinte não é 100% eficaz e a gravidez pode ocorrer mesmo após o seu uso. Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergências.

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade?
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.

Uso frequente de salto alto pode provocar problemas de postura em adolescentes

salto altoAdolescentes do sexo feminino que usam com frequência calçados de salto alto podem sofrer comprometimento do alinhamento postural e da biomecânica normal da marcha. A conclusão é da dissertação de mestrado da fisioterapeuta Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação da Profa. Dra. Silvia Maria Amado João.

O objetivo do estudo foi analisar a influência dos calçados de salto alto, do tipo anabella, na postura e na marcha de jovens entre 13 e 20 anos de idade. Foram analisadas 50 usuárias e 50 não-usuárias desse tipo de calçado. O estudo mostrou que o uso do salto alto influencia de forma negativa tanto a postura da coluna lombar, pelve e membros inferiores, quanto a marcha das meninas em fase de crescimento.

“Qualquer uso de salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas, em qualquer idade. Mas se as adolescentes já começam cedo a fazer uso prolongado do salto alto, podem terminar a fase de crescimento – ósseo e muscular – já com alterações na postura e na marcha. Essas alterações, ao longo do tempo, podem gerar dores, um desequilíbrio muscular muito grande, estresse articular e até degeneração das articulações”, alerta a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que é professora do curso de Fisioterapia da PUC-MG, de Poços de Caldas.

Em relação aos ângulos posturais, o estudo da FMUSP concluiu que o uso prolongado do salto alto, desde a adolescência, causa aumento da lordose lombar (curva acentuada na base da coluna) e posiciona a pelve em anteversão (o chamado “bumbum empinado”).

Outra consequência, em relação à postura, é a aproximação dos joelhos (“joelho valgo”) e o afastamento dos pés, deixando as pernas no formato de um “x”. “Ao colocar calçado de salto alto, tanto o anabella quanto o agulha, o seu peso é projetado para frente, mantendo o centro de gravidade na parte anterior do pé. Ao longo do tempo, isso provoca adaptações posturais que fazem com que as usuárias, mesmo quando não estão com o calçado, mantenham a anteriorização do centro de gravidade e permaneçam com o ângulo tíbio társico menor que 90°”, revela Pezzan.

O uso crônico do salto alto causa, ainda, postura de varo em retropé ou “pé varo”. De acordo com a fisioterapeuta, nesse caso há um posicionamento irregular do calcâneo, ou seja, o salto alto faz com que a usuária descarregue o peso do corpo na porção lateral dos pés, provocando uma torção no calcanhar, que o inclina para fora. “Por isso, que as pessoas gastam mais o sapato do lado de fora. Essa inclinação, a gente chama de ‘pé varo’”, explica Patrícia Pezzan.

Em relação à marcha, o estudo revelou que o tempo de apoio total, que a gente fica com o pé no chão durante o caminhar, foi mais rápido nas usuárias de salto alto. “O contato com o calcanhar e o tirar o pé do chão, esse impulso fica comprometido em função do salto alto e acaba exigindo muito mais trabalho muscular da marcha”, analisa a autora da dissertação. Já em relação à impressão plantar, o trabalho concluiu que não houve alterações. Os pés das usuárias de salto alto apresentaram um arco longitudinal medial normal.

Apesar do estudo ter sido feito com salto alto tipo anabella, a fisioterapeuta Patrícia Pezzan sugere que o salto agulha, por ter sua base de sustentação mais estreita, deve resultar em alterações mais expressivas, tanto na postura quanto na marcha. “Quanto mais você diminui a largura do salto, maior será a instabilidade causada e mais problemas devem aparecer. O salto agulha é pior, porque a instabilidade é maior”, justifica.

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