Quase tudo sobre a rubéola…

A rubéola é uma doença aguda (os sinais aparecem rapidamente) causada por um vírus muito contagioso, que se transmite com extrema facilidade. A pessoa contaminada geralmente apresenta febre baixa, manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastra para o tronco, pernas e braços. Ás vezes aparecem alguns sintomas gripais, dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza e tosse.

Porém, é importante saber que a metade dos casos de rubéola são assintomáticos: em 59% dos casos os sintomas não estão presentes, não são visíveis. O problema é que estes casos assintomáticos podem contagiar as pessoas desprotegidas, seja por não terem tido a doença, seja por não serem vacinadas.

Os vírus são transmitidos de uma pessoa infectada para outra por gotículas de secreções que saem do nariz e da boca da pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. A transmissão por meio de objetos contaminados também pode acontecer. Quando a grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta.

Neste caso a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto, além disso o bebê pode nascer com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida, como: deficiência auditiva, lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas), além de problemas neurológicos.

Atualmente não há indícios de que a vacina contra a rubéola possa causar SRC. Dados de 2006 mostram que de 24.924 mulheres vacinadas inadvertidamente contra a rubéola durante as campanhas de vacinação da Região das Américas, não se identificou nenhum caso de SRC.

Apesar disso, a campanha de vacinação não inclui as grávidas porque se acontecer um aborto ou se a criança nascer morta (casos que seriam apenas coincidências), as pessoas poderiam atribuir isso inadvertidamente à vacina. Já no pós-parto e puerpério a vacina está liberada.

A faixa etária escolhida pelo governo para receber a dose da vacina gratuitamente em quase todos os Estados do País é de 20 a 39 anos (em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rondônia e Maranhão é de 12 a 39 anos). Isso porque estudos demonstraram que as pessoas maiores de 40 anos já estão protegidas, pois adoeceram em algum momento de suas vidas. Além disso, a maior parte das pessoas que tiveram a doença tinham entre 12 a 39 anos, sendo a maior incidência de 20 a 29 anos.

Só quem fica de fora da vacinação são as pessoas com imunossupressão por doença (ex. Aids) ou terapêutica, com febre muito alta. Se você não se encaixa nesse quesito e ainda não se vacinou, corra! A campanha só vai até o dia 12 de setembro. Se está na capital de São Paulo, aproveite os postos de vacinação nos trens, metrôs e terminais de ônibus.

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