Previna-se contra doenças típicas da primavera

Mesmo antes do final do inverno, começam a aparecer surtos de doenças típicas da primavera. Os especialistas recomendam a vacinação contra o sarampo, embora a doença esteja controlada no Brasil. “A população adulta que nunca teve a doença deve se vacinar, porque eventualmente surgem surtos provocados por casos ‘importados’ de outros países”, lembra a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai.

As vacinas contra varicela e sarampo possuem o poder de bloquear surtos desde que administradas até 72 horas após a pessoa se expor ao vírus. Apesar de não integrar o calendário oficial de imunização, a vacina contra varicela é recomendada pela SBIm e pela Sociedade Brasileira de Pediatria. “A varicela não é uma doença benigna como pensa boa parte das pessoas. Ela causa desconforto e provoca infecções na pele. Quando atinge uma mulher grávida pode causar malformações graves no feto, aborto e até a morte da criança”, revela Isabela Ballalai, da SBIm.

A doença pode provocar três tipos de complicações. As mais comuns são as lesões na pele, problemas no sistema nervoso e nas vias respiratórias. Em jovens e adultos, o número de lesões pode chegar a mil. Nos Estados Unidos, a principal complicação nesta faixa etária é a pneumonia secundária, responsável pela morte de 10 a 20% da população em geral e 45% das gestantes. A cerebelite (infecção no cerebelo, órgão responsável pelo equilíbrio) é a complicação neurológica mais comum e a encefalite (inflamação no cérebro) a mais grave.

Mesmo antes de saber que está doente, a pessoa começa a transmitir o vírus, porque os sintomas só se manifestam entre 14 a 21 dias após o contágio. Já o maior risco de transmissão ocorre 48 horas antes de surgirem os sintomas. Para se contrair a varicela, basta entrar em contato com as vesículas do doente ou as gotículas que ele expele pelo ar.

A elevação das temperaturas sinaliza que também é hora de se proteger contra a caxumba – doença que, no ano passado, provocou três mortes no Estado de São Paulo. Em 2007, o Centro de Vigilância Epidemiológica paulista contabilizou o aumento de mais de 400% de surtos em relação ao ano anterior.

Também conhecida por papeira, a caxumba é uma infecção viral das glândulas salivares, próximas aos ouvidos. A transmissão se dá pelo contato direto com saliva, espirro e tosse da pessoa infectada. Os sintomas surgem apenas entre 12 a 25 dias após o contágio. Além das glândulas inchadas, o quadro clássico é composto por dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, febre, calafrios e dor ao mastigar ou engolir.

Como a vacina contra caxumba, sarampo e rubéola só foi introduzida no calendário de rotina em 1992, as pessoas acima de 15 anos que não tiveram caxumba ainda estão desprotegidas. Até 2003, aplicava-se apenas uma dose da vacina. A partir do ano seguinte, o Ministério da Saúde adotou a dose de reforço entre 4 a 6 anos. Aqueles que chegaram a ser vacinados com apenas uma dose podem estar menos protegidos.

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