Faculdade recruta pacientes com doenças inflamatórias intestinais

A Disciplina de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina do ABC inicia em 1º de outubro (próxima quarta-feira) seleção de voluntários em estudo sobre novo medicamento para tratamento de doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Podem participar portadores das doenças maiores de 18 anos, que não tenham boa resposta à medicação atual ou sem resposta satisfatória em tratamentos anteriores. Gestantes, pacientes que estão bem controlados ou que já passaram por cirurgia estão excluídos da pesquisa.Interessados devem entrar em contato por telefone de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h ou das 14h às 17h, para marcação de consulta de triagem. Outras informações e agendamento no (11)4993-5416. O tratamento é totalmente gratuito e o trabalho multicêntrico será desenvolvido em mais seis centros de referência no Brasil e em diversos outros pelo mundo.

Inflamações intestinais: A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são inflamações intestinais crônicas relativamente freqüentes e de difícil diagnóstico. Segundo o professor Titular de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Wilson Roberto Catapani, não há dados nacionais corretos sobre a prevalência das doenças, mas em uma região de aproximadamente 3 milhões de habitantes – como a do Grande ABC -, podem existir até 2 mil portadores.

Tanto Crohn como a retocolite não têm cura e necessitam de supervisão médica constante. A maior incidência normalmente ocorre em jovens de 18 a 28 anos. Os principais sintomas na retocolite são dores abdominais e diarréia com sangramento. A doença de Crohn pode ter diagnóstico mais difícil por apresentar maior variedade de sintomas, geralmente associados ao emagrecimento e à dor abdominal. A principal diferença entre as patologias é que a retocolite atinge apenas a região do intestino grosso. Já Crohn aparece em qualquer setor do aparelho digestivo, podendo causar em alguns casos obstrução intestinal.

As duas doenças decorrem de uma alteração no sistema imunológico do intestino, que tem como conseqüência a inflamação. As origens são desconhecidas, mas pesquisas apontam que fatores hereditários potencializam o desenvolvimento. “Há algum tempo pensava-se que problemas psicológicos e estresse eram fatores diretamente causadores das doenças inflamatórias intestinais, mas hoje sabemos que são apenas exacerbadores dos sintomas”, esclarece Dr. Wilson Catapani, que explica as opções de tratamento: “A opção entre o tratamento clínico e o cirúrgico depende da análise individual do paciente, pois nem sempre a mesma doença tem a mesma gravidade”.

O tratamento clínico é à base de medicamentos, que varia conforme a extensão do comprometimento da doença. O manejo das drogas requer habilidade e especialização médica, pois a falta desses requisitos resulta em terapias inadequadas, muitas vezes retificadas somente com intervenção cirúrgica. Já a operação pode ser necessária e benéfica em alguns casos, mas em geral não é a primeira opção de tratamento.

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2 Respostas

  1. Gostaria de saber se existe outros programas, principalmente aqui em Salvador, Sou portador de retocolite ulcerativa a nove anos.
    Obrigado pela atenção,
    Cordialmente Marco Antonio Machado

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