Cuidado com as “pílulas da beleza”

Com o lançamento de pílulas compostas por nutrientes que prometem prevenir o envelhecimento da pele, torná-la mais firme e inibir rugas, muitas dúvidas surgem sobre a sua eficácia e indicação. A Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD RESP) reconhece o papel desses produtos, mas faz uma ressalva: “Os chamados nutracêuticos precisam de indicação médica, pois no caso de problemas de pele, unhas ou cabelos, só um médico poderá orientar o paciente, descartando doenças e eventualmente complementando o tratamento com outras medidas”, afirma a Dra. Flávia Addor, dermatologista e diretora da SBD RESP.

Para ela, é necessário ter cautela ao consumir esses produtos, porque muitas vezes são lançados e propagados como a “solução definitiva” ou “total”, mas geralmente são indicados como complemento de tratamentos. “Embora os produtos novos tenham sua eficácia, há nutracêuticos antigos excelentes e consagrados. A idéia de consumir nutrientes em doses terapêuticas ou de extratos de nutrientes com ação farmacologia é antiga, usada há mais de três décadas, sobretudo para desvios leves relacionados à pele e aos cabelos, como a queda de cabelo relacionada à dieta. O termo ‘nutracêutico’, sim, é relativamente novo”.

Segundo a médica, consumir nutrientes em cápsulas sem indicação médica pode levar à hipervitaminose ou à interação com drogas que o individuo esteja tomando, ou ainda à piora dos estados cutâneos. “A vitamina B12, por exemplo, piora a acne”, diz. E lembra que o médico dermatologista também está apto para diagnosticar outros problemas, descartar desnutrição e dizer se medidas nutricionais serão suficientes para melhorar a pele.

É importante salientar, portanto, que as chamadas “pílulas da beleza” não são milagrosas e seus resultados dependem também de uma boa alimentação, do uso contínuo de protetor solar e de uma boa qualidade de vida com exercícios e sem estresse. “O cuidado que está mais bem documentado por estudos científicos para prevenção do envelhecimento da pele é o uso constante de protetor solar. A exposição ao sol sem proteção pode levar à perda da elasticidade, ao ressecamento, ao aparecimento de manchas, rugas etc”, sentencia.

Estudos que comprovam sua eficácia são poucos, em que a única variável é o uso do nutracêutico. “Na prática, é bem difícil observar e quantificar a melhora, pois geralmente, associamos vários tratamentos, em que o nutracêutico é um complemento. Há inúmeras variáveis ambientais e dietéticas que influenciam no resultado dos nutracêuticos, como tabagismo, poluição, estresse emocional, doenças, medicamentos, alimentação mais ou menos calórica, gordurosa, com proteínas, presença de doenças como diabetes, problemas de tireóide ou absorção intestinal, entre outras”, explica a médica.

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Uma resposta

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