Reposição hormonal aumenta risco de derrame

Mulheres que se submetem à reposição hormonal por longos anos têm até 40% mais chance de sofrer um acidente vascular cerebral, é o que revela o maior estudo sobre o tema já realizado no mundo, o WHI. “Nós cardiologistas sabemos da importância da terapia a base de hormônio para as mulheres que entram na menopausa, para aliviar os sintomas principalmente. Mas é preciso redobrar o cuidado na avaliação da real necessidade de utilizá-la”, explica a Dra. Lilia Nigro Maia, diretora da SOCESP e chefe da Unidade de Terapia Intensiva de Cardiologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Cardiologistas e ginecologistas analisaram juntos os resultados do WHI, feito com 16 mil mulheres de todo o mundo. Além do risco de derrame, o estudo mostrou também que a possibilidade das mulheres desenvolverem câncer de mama aumenta em até 26% e doenças coronárias em 29%. “Quanto mais idosa a mulher e mais tempo ela se submeter à terapia, maior a chance dela desenvolver alguma dessas doenças. Conseqüentemente, as mulheres mais jovens e que fazem a reposição por um período mais curto estão menos sujeitas a problemas futuros”, complementa Lilia.

Segundo a cardiologista, é preciso saber em que situações indicá-la. A mulher precisa ter acompanhamento médico constante, fazer exames regularmente. “A qualquer sinal de perigo, a terapia deve ser interrompida. “Chega um determinado ponto que os riscos superam os benefícios. É preciso saber reconhecer esse momento”, completa.

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