Cirurgia recupera auto-estima e qualidade de vida de mulheres com hipertrofia dos pequenos lábios vaginais

blogVergonha e dor na hora das relações sexuais, baixa auto-estima e grande desconforto para realizar ações simples, como usar roupas justas e andar de bicicleta. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelas mulheres que sofrem de hipertrofia (crescimento excessivo) dos pequenos lábios vaginais. A patologia, que atinge aproximadamente uma em cada mil brasileiras, é responsável por um grande incômodo estético e emocional. O que pouco se divulga, no entanto, é que um número cada vez maior de mulheres se livra do problema e consegue um aumento significativo da qualidade de vida por meio de um procedimento cirúrgico simples e definitivo, com anestesia local e alta no mesmo dia.

A cirurgia de ninfoplastia, como é chamada, tem duração aproximada de 40 minutos, e a paciente recebe alta quatro horas após a operação. “É um procedimento bastante simples, que pode ser feito com anestesia local e sedação, com riscos mínimos e ótimos resultados”, explica o cirurgião plástico paulista André Colaneri, que realiza uma média de três cirurgias do tipo por semana. A maior parte das pacientes tem entre 18 e 35 anos, faixa etária em que a atividade sexual é maior, mas o especialista afirma não haver restrição de idade para a operação. “É preciso apenas que a mulher esteja com o corpo plenamente desenvolvido, o que, hoje em dia, já costuma acontecer por volta dos 15 anos”, diz.

O pós-operatório não costuma ser doloroso, com a prescrição de antiinflamatórios e analgésicos comuns. A volta ao trabalho pode ser realizada após três dias, mas as relações sexuais só podem voltar a acontecer pelo menos 30 dias após a operação, sem alterações na lubrificação nem no desejo sexual. A sensibilidade do clitóris também não é afetada, já que o local não é manipulado durante a operação. “E os pontos não precisam ser retirados, pois são feitos com material absorvível, caindo sozinhos”, acrescenta o Dr. André. Ele conta que, devido ao pequeno número de médicos que realizam esse tipo de intervenção no País, costuma receber pacientes de todo os Estados interessadas na cirurgia íntima. Como o procedimento e a recuperação são rápidos, muitas são operadas e voltam para suas cidades no mesmo dia, sem avisar para a família que passaram por uma operação.

“Isso acontece porque as alterações da região genital femininas, apesar de não serem raras, ainda são tratadas como um tabu pela sociedade. Muitas mulheres sofrem caladas com o problema e não conseguem falar sobre isso nem com a própria família. Mas a mudança após a cirurgia é incrível, as pacientes tornam-se muito mais auto-confiantes para o convívio social”, afirma o cirurgião plástico.

As vantagens trazidas pela cirurgia, no entanto, não se resumem ao aumento da auto-estima. De acordo com a ginecologista Maria Cecília Erthal, do Centro de Fertilidade da Rede D”Or, no Rio de Janeiro, a hipertrofia dos pequenos lábios vaginais pode favorecer o desenvolvimento de infecções extremamente incômodas, como a candidíase. “O atrito com a calcinha provoca assaduras e maior corrimento vaginal, que proporcionam um ambiente propício para o surgimento de infecções. Por isso, as mulheres que sofrem do problema devem atentar ainda mais para a higiene”, explica a médica. Ela lembra que é preciso cuidado extra também na hora da penetração sexual, pois o excesso de pele pode provocar dor e incômodo.

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