Menopausa aumenta os riscos para a saúde dos ossos

mulherNão há como evitar: todas as mulheres um dia chegam a uma fase da vida em que inevitavelmente terão que lidar com significativas mudanças físicas e psicológicas. Com maior ou menor intensidade, elas passam a sentir calores inesperados, mudanças recorrentes de humor, disfunções de sono e cansaço. Estes são alguns dos sinais mais evidentes da chegada da menopausa, época caracterizada pela última manifestação das funções ovarianas, ou seja, a última menstruação.

Para muitas mulheres o processo da menopausa começa silenciosamente depois dos 40, geralmente entre 45 e 55 anos. Nesta fase os níveis de estrógenos, hormônio feminino produzido no ovário, começam a diminuir e provocam mudanças no ciclo menstrual, até encerrar totalmente. O estrogênio começa a ser produzido na adolescência sendo o responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais na mulher, pela textura da pele feminina, pela distribuição de gordura e está relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue. Além disso, é ele que fixa o cálcio nos ossos. “A ausência do estrógeno no organismo faz com que as taxas de cálcio fiquem deficientes, o que gera um grave problema na pós-menpausa, a osteoporose”, explica o Dr.Nilson Roberto Melo Ginecologista, presidente da Federação Brasileira das Associações de ginecologia e Obstetrícia.

A doença é marcada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea e é nos cinco primeiros anos após a menopausa que essa perda acontece mais rapidamente. A osteoporose é a principal causa de fraturas por baixo impacto. “As principais lesões ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar a diversas complicações como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente”, diz o Dr. Nilson.

O diagnóstico é feito através da densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do corpo. “A densitometria pode ser feita a partir da menopausa, como uma das formas de prevenção”, diz o especialista.

Embora não tenha cura, o problema é tratável. “As fraturas podem ser evitadas com a combinação de mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos. Na terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já podem ser tomados a cada semana e até mensalmente, como o ibandronato de sódio”, diz o ginecologista e assistente de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Luciano Pompei.

A prevenção começa desde cedo. Ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão garantir uma “reserva óssea” para quando o corpo precisar. Quanto maior for essa “reserva”, menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose. “A mulher que está na menopausa ou já passou por ela deve ficar tranqüila e não temer as dificuldades. Com os cuidados certos é possível encarar uma nova fase da vida com bastante saúde”, diz Dr. Luciano Pompei.

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