Mulheres soropositivas podem usar contraceptivos hormonais

pillsApós revisão de alguns dos principais estudos científicos já publicados sobre o assunto, pesquisadores da Finlândia concluíram que todos os métodos contraceptivos reversíveis podem, em geral, ser utilizados por mulheres em risco de infecção pelo HIV e por mulheres já infectadas pelo vírus. Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, mais de 15 milhões de mulheres em idade reprodutiva foram infectadas pelo HIV até o final de 2007.

“O risco de infecção em mulheres com idade entre 15 e 24 anos é de 4 a 7 vezes maior do que entre os homens do mesmo grupo etário. Cerca de meio milhão de bebês já nascem infectados todos os anos”, alertam os autores do estudo Oskari Heikinheimo e Pekka Lähteenmäki, do departamento de obstetrícia e ginecologia da University of Helsinki (Finlândia), em artigo publicado na edição de março/abril do periódico científico Human Reproduction Update.

De acordo com o texto, disponibilizado integralmente na internet, a revisão teve como objetivo mostrar o efeito das escolhas contraceptivas sobre o risco de HIV e sobre o curso da doença em mulheres com HIV. Para tanto, os autores selecionaram as citações consideradas relevantes pelos autores após uma busca na base de dados do Medline através dos termos HIV, AIDS e contracepção.

Os resultados mostraram que a contracepção hormonal (pílula, por exemplo) pode aumentar o risco de infecção por HIV em mulheres com alto risco, como trabalhadores do sexo, mas não em mulheres com risco baixo. “Embora a contracepção hormonal não tenha afetado a progressão da doença em dois estudos de corte envolvendo 370 mulheres, um ensaio randomizado entre mulheres que não estavam recebendo medicação antiretroviral (utilizado em indivíduos com HIV), mostrou que a doença clínica se acelerou no grupo que tomava algum contraceptivo oral (13,2/100 mulheres-ano) comparado ao grupo utilizando dispositivos intrauterinos de cobre (8,6/100 mulheres-ano)”, afirmam os pesquisadores.

Com base nos dados, eles destacam que já está provado que o uso correto e constante de preservativo masculino reduz a transmissão horizontal do HIV em 80%, no caso de casais sorodiscordantes (em que apenas o homem ou a mulher tem o vírus).

Além disso, o estudo ressalta que, embora a contracepção hormonal não interfira na eficácia do antiretroviral, “são necessários mais estudos para investigar a segurança e a eficácia [do método contraceptivo] em mulheres vivendo com HIV/AIDS”.

Na opinião dos pesquisadores, o desenvolvimento e o fornecimento de contracepção segura, de custo acessível e aceitável para mulheres em risco de infecção pelo HIV e aquelas já vivendo com a doença é um dos principais desafios da medicina reprodutiva hoje.

“Atualmente, o uso regular e correto do preservativo masculino é o único meio comprovado capaz de reduzir o risco de transmissão do HIV no intercurso heterossexual”, dizem e concluem; “uma estratégia contraceptiva ideal para mulheres em risco deve propiciar proteção simultânea tanto contra a gravidez não desejada quanto para a infecção por HIV”.

 

Notícia da Agência Notisa

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