Especialistas explicam porque as mulheres sofrem mais com a hipertensão do que os homens

No próximo domingo, 26 de abril é o Dia Nacional de Combate a Hipertensão. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 35% da população brasileira acima de 40 anos apresentem hipertensão, o que representa cerca de 17 milhões de brasileiros. A prevalência da hipertensão arterial, aumenta com o avançar da idade, tendo ainda a mulher, um outro fator agravante, o início da menopausa. Cerca de 80% das mulheres, eventualmente, desenvolverão hipertensão arterial nesta fase .As doenças cardiovasculares já representam 1/3 de todas as causas de morte na mulher. “Estes dados mostram a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso da pressão arterial feminina e de outros fatores de risco cardiovascular, principalmente durante a menopausa”, explica a cardiologista Dra Andréia Loures Vale, presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia. “Ressalto que a menopausa não é uma doença, mas sim, uma fase na vida da mulher que merece cuidados especiais”, diz.

As manifestações clínicas da doença cardiovascular aparecem em média cerca de 10 a 15 anos mais tarde nas mulheres do que nos homens. “Poucas mulheres controlam os fatores de risco cardiovascular, sendo que a maioria desconhece esses fatores ou não fazem o controle de maneira adequada”, afirma Dra Andreia.

Um dos principais motivos que levam as mulheres a apresentarem mais problemas cardiovasculares do que os homens é a redução hormonal característica da menopausa. “Neste período, a mulher perde a proteção estrogênica (principal hormônio feminino que ajuda na proteção das artérias)”, explica o ginecologista Dr César Eduardo Fernandes, professor da Faculdade de Medicina do ABC, coordenador da I Diretriz Brasileira sobre prevenção cardiovascular em mulheres climatéricas e presidente do conselho científico da SOBRAC.

Em 2008, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira do Climatério publicaram uma diretriz específica para a prevenção do risco cardiovascular em mulheres na menopausa. O documento traz recomendações como: controlar a hipertensão arterial, o diabetes mellitus (Tipo 2) e o colesterol elevado, abandonar o cigarro, praticar atividade física (pelo menos 30 minutos de 3 a 6 dias por semana), buscar uma dieta equilibrada rica em frutas, verduras e vegetais, entre outros.

“O trabalho reconhece também que, diferentemente do que ainda preocupava alguns especialistas, a terapia de reposição hormonal não aumenta o risco de infarto do miocárdio e pode até trazer benefícios para a mulher”, afirma o ginecologista

A terapia hormonal tem indicações bastante definidas e aceitas consensualmente na literatura médica como alternativa para o alívio dos sintomas do climatério. O que difere as terapias entre si são os progestógenos (tipos de hormônios), pois cada um traz benefício diferente. O

O que é pressão alta
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra a parede dos vasos, as artérias. Quando esta força é maior do que o normal, chamamos de hipertensão arterial (pressão alta). O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos nas artérias de diversas partes do organismo. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores de 120x80mmHg correspondem à pressão arterial ótima. Valores pressóricos superiores a 140x90mmHg denotam hipertensão, quando encontrados em múltiplas medições, e em diferentes horários, posições e condições (em repouso, sentado ou deitado).

Tratamento
Em alguns casos, os medicamentos utilizados sob prescrição médica são a melhor forma de tratamento.

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