Medo da morte e de perder a mama são principais fantasmas causados pelo câncer

mulher-seioA pesquisa Câncer de Mama – experiências e percepções, da Pfizer, revela que 68% das mulheres sentem medo e angústia ao receber o diagnóstico da doença. Após a descoberta do tumor, o principal medo é o da morte, apontado por 51% das pacientes entrevistadas. Já 51% das mulheres sadias temem em primeiro lugar a mutilação, seguida da morte, mencionada por 27% delas. “Antes de ter a doença a preocupação da mulher é com a aparência física, focando a preservação da mama, mas quando a doença aparece de fato o principal medo é o da morte”, destaca Sérgio Simon, coordenador da pesquisa e oncologista clínico do Hospital Albert Einstein de São Paulo. Entre as que realizaram a mastectomia, 58% não reconstituíram a mama.

O câncer de mama também provoca mudanças na vida afetiva das mulheres. Segundo a pesquisa, 37% das portadoras solteiras não tinham uma vida sexual antes do diagnóstico – número que salta para 53% depois do tratamento. Entre as casadas, esse índice aumenta de 5% para 8%. A qualidade e frequência do sexo também são prejudicadas pela doença. Enquanto 62% das portadoras consideravam a qualidade boa ou excelente antes do câncer, apenas 44% manteve a mesma opinião após a doença. Já a frequência, que era excelente ou boa para 53% das portadoras antes do surgimento do tumor, cai para 35% depois da doença. A pesquisa mostra ainda que durante o tratamento 45% das mulheres perderam a libido e 30% contou que o relacionamento afetivo esfriou nesse período.

Apesar do impacto na vida sexual, 88% das mulheres com câncer de mama encontram no parceiro (marido ou namorado), um apoio para todos os momentos. E mesmo os que não aceitaram a doença tentaram ajudar a esposa ou namorada – resposta de 36% das pacientes entrevistadas. Inclusive as portadoras solteiras concordam com esse apoio, pois 44% delas acreditam que um relacionamento as teria ajudado a passar melhor pelo tratamento.

Ainda em relação à rede de apoio das portadoras, para as solteiras, os amigos (45%) e parentes (41%) são mais fundamentais do que para as casadas (25% e 30%, respectivamente). Quando se trata de profissionais de saúde, as enfermeiras são mais relevantes no tratamento para as casadas (48%) do que para as solteiras (38%). Entre essas últimas, 34% contam mais coisas para os psicólogos do que as casadas (22%).

Compartilhar o problema é considerado um fator importante, já que 89% das mulheres com câncer de mama não esconderam a doença de ninguém. Contar o próprio caso pode ajudar outras pessoas com o mesmo problema na opinião de 91% das portadoras.

Na vida profissional, a doença permitiu que 62% das mulheres que trabalhavam antes do diagnóstico continuassem suas atividades (22% integralmente e 40% em ritmo diminuído), mas fez com que 39% das pacientes interrompessem o trabalho. Entre as que continuaram a trabalhar, a maioria pôde se ausentar quando necessário e contou com o apoio e a compreensão dos colegas, inclusive em relação aos efeitos colaterais do tratamento, por exemplo, o cansaço.

Curiosidades da pesquisa

As mulheres se consideram informadas sobre o câncer de mama

– 85% delas têm essa opinião

O estresse é considerado o principal fator de risco para a doença para

– 87% das portadoras

– 61% das mulheres sadias

43% das mulheres sadias acreditam que poderiam desenvolver o câncer de mama

Dessas, 47% acham que a causa seria emocional

As mulheres acreditam que não adianta prevenir, se o câncer tiver que aparecer, vai aparecer

– 65% das portadoras

– 35% das sadias

A maioria das mulheres costuma consultar um ginecologista ou mastologista ao menos uma vez ao ano

– 83% das portadoras

– 93% das sadias

Mas nem todas atendem ao pedido de mamografia feito pelo médico

– 29% das sadias

– 95% das portadoras

As sadias também não costumam realizar o ultrassom do seio como solicitado pelo médico

– 33% das sadias

– 94% das portadoras

As mulheres revelam o principal medo causado pelo diagnóstico do câncer de mama – ou possibilidade dele

– 51% das portadoras citam a morte

– 51% das sadias apontam a perda da mama

A vida sexual era similar para as sadias e para as portadoras antes da doença

– 62% das portadoras consideravam a qualidade excelente ou boa

– 63% das sadias tinham a mesma opinião

Após a doença, diminui o número de mulheres com qualidade da vida sexual excelente ou boa

– 44% das portadoras continuaram considerando a qualidade excelente ou boa

O companheiro tem papel importante para as pacientes na luta contra a doença

– 88% das portadoras apontam o marido ou namorado como um apoio para todos os momentos

– 44% das portadoras solteiras acreditam que um relacionamento teria ajudado a passar melhor pelo tratamento

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2 Respostas

  1. Eu acredito que hoje com o acompanhamento de um bom profissional a quimioterapia antes da cirurgia é a melhor escolha para a não perda da mama. Eu sou paciente e fiz 8 quimio antes da cirurgia e o tumor desparesceu nao precisando fazer a mastectomia. Preservando minha mama e fazendo a quadrectomia. E depois cirurgia e radio. O maior medo das pacientes eu acredito é um medo de uma metastase e a dor do tratamento radioterapico que fica. Um dorzinha chata mais que incomoda. Mas estando saldavel eu acredito que nao a nada melhor. O medo da morte, antes.durante e depois é algo presente. Mas com os exames provando que esta tudo bem é algo maravilhoso.

    • Olá, Livia! Obrigada pelo comentário e por incentivar outras mulheres a procurarem tratamento. Parabéns pela força e coragem!

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