Pesquisa alerta para os problemas causados pelo consumo do álcool na gravidez

bebidaO consumo de bebidas alcoólicas pelas mulheres, realizado com frequência e em quantidade cada vez maiores, tem despertado a atenção para a saúde física e a vida social da mulher. Diante deste contexto, a maternidade, que deveria ser um período especial, pode se transformar em uma época de preocupação com a saúde do bebê.

Pesquisas divulgadas pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, organização não governamental e uma das principais fontes de dados sobre o tema no País, apontam que o uso de álcool durante a gravidez pode trazer inúmeros problemas para a criança, como hiperatividade, déficits de atenção, aprendizado e memória.

De acordo com os estudos, diversos fatores podem contribuir para o surgimento de problemas no feto, como padrão de consumo de álcool, metabolismo materno, suscetibilidade genética, período da gestação em que o álcool foi consumido e vulnerabilidade das diferentes regiões cerebrais da criança.

De qualquer forma, sabe-se, atualmente, que os riscos para o feto aumentam com o nível de consumo e a frequência de uso. Em mulheres grávidas que bebem, a alcoolemia fetal é bastante similar à materna, uma vez que a placenta é totalmente permeável à passagem do álcool para o feto.

As mais graves consequências relacionadas ao consumo de álcool durante a gestação são a Síndrome Fetal Alcoólica (SFA) e os Efeitos Relacionados ao Álcool (ERA). A criança com SFA exibe algumas anomalias faciais e apresenta déficit intelectual, além de problemas cognitivos e comportamentais. Já no caso do ERA, existem três formas de manifestação:

– Parcial: crianças que apresentam algumas alterações faciais e comprometimentos neurológicos;

– Malformações congênitas: crianças que apresentam uma ou mais anormalidades congênitas, incluindo anormalidades cardíacas, auditivas, renais e esqueléticas;

– Desordem neuropsicomotoras: crianças que apresentam déficits em sua capacidade de aprendizado, especialmente em aritmética e em seu desenvolvimento sócio-emocional.

Outro motivo de preocupação é o consumo de álcool por mulheres no período pré-gestacional. Pesquisa divulgada pelo CISA indica que o uso de álcool na fase pré-gestacional, em padrão binge (ou seja, quatro ou mais doses alcoólicas em uma mesma ocasião), é forte indicador do consumo durante a gravidez. O estudo apontou que, em relação às mulheres que não bebiam, as gestantes que o fizeram em “binge” nos três meses anteriores à concepção foram oito vezes mais prováveis de beber e 36 vezes mais prováveis de beber em “binge” durante a gestação.

Também é válido reforçar que o etanol, presente nas bebidas alcoólicas, é transferido para o leite materno. Desta forma, o álcool eliminado na amamentação de crianças de alcoolistas pode causar efeitos adversos no sono da criança, no desenvolvimento neuromotor e, mais tarde, no aprendizado. A recomendação é para que a mãe que ingeriu bebida alcoólica se abstenha de amamentar nas horas seguintes à ingestão.

Portanto, para aproveitar o momento especial da maternidade e cuidar desde o início da saúde do bebê, a principal recomendação do CISA é que a bebida alcoólica seja evitada durante a gravidez.

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