Risco: mulheres com infecção urinária se automedicam

Uma em cada três mulheres terá pelo menos um episódio de infecção do trato urinário (ITU), com necessidade de tratamento com antibiótico, até os 24 anos. Se o parâmetro for o das mulheres de todas as idades, cerca de 50% delas terão ao menos uma infecção urinária durante a vida, sendo que de 10% a 20% terão infecções recorrentes.

Escherichia coli (E.coli) é o nome da bactéria responsável por 80% das infecções urinárias, cujo tratamento é feito com antibióticos, sob orientação médica. A realidade, porém, é que após alguns episódios de infecção urinária, a mulher se automedica, tendo como agravante o fato de que a exposição rotineira aos antibióticos causa resistência bacteriana e não previne o problema. Ao mesmo tempo, o tratamento só funciona enquanto a paciente está sob efeito de remédios e a infecção pode voltar pouco tempo depois de terminado o tratamento.

Estudos clínicos demonstram que, após terminado o tratamento “preventivo” com antibióticos, cerca de 60% das pacientes tem um novo episódio num período de 3 a 4 meses.

Segundo dados do Ministério da Saúde/ Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINTOX, no Brasil a automedicação é considerada um problema de saúde pública, sendo que 26,9% do total de intoxicações registradas no país foram provocadas pelo uso indiscriminado de medicamentos.

As mulheres estão mais expostas ao problema, devido à própria anatomia da região genital – uretra mais curta que a do homem e a localização mais próxima ao ânus. A infecção urinária é a segunda causa de infecções entre idosos não hospitalizados e 25% de todas as infecções.

As ITUs são consideradas causas importantes de morbidade e mortalidade em idosos; que em homens idosos são consideradas sempre complicadas; e em mulheres são complicadas quando: recorrentes, devido a anormalidades, cateteres, cálculos, retenção urinária e formação de abscesso, urosepses.

Por se deparar com um problema que normalmente volta a acontecer, a mulher brasileira acaba se automedicando e colocando a saúde em risco. Agora ela pode tirar muitas de suas dúvidas através do site www.prevenindoacistite.com.br, que acaba de ser lançado pelo laboratório Apsen. 

A cistite em números
Em todo o mundo, cerca de 150 milhões de infecções do trato urinário (ITU) acontecem anualmente, resultando em mais de US$ 6 bilhões os gastos decorrentes desta intercorrência.

Cerca de 1% a 6% das consultas médicas ocorrem devido à presença de ITUs

Uma em cada três mulheres terá um episódio de ITU – cistite com necessidade de tratamento com antibiótico até os 24 anos de idade;

Cerca de 50% de todas as mulheres terão ao menos uma ITU durante a vida

10% a 20% das mulheres terão ITUs recorrentes

30% de todas as mulheres jovens e saudáveis que sofrem uma 1ª ITU terão uma 2ª em até 6 meses

20% a 30% das mulheres sofrem recorrência de uma ITU prévia no intervalo de 3-4 meses

A E.coli é a bactéria responsável por 80% das ITUs

ITUs são a segunda causa de infecções entre idosos não hospitalizados e 25% de todas as infecções

Quando suspenso o tratamento preventivo da cistite com antibióticos, cerca de 60% das pacientes apresentam recidiva num período de 3 a 4 meses

Fonte: Universidade de Washington (EUA) e Divisão de Doenças Infecciosas da Universidade de Land, Suécia

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