Indicações para parto normal e cesariana

grávidaEssa dúvida é bastante comum para a maioria das mulheres grávidas: qual é o melhor parto? Atualmente, quase 85% dos partos na rede privada e 31% da rede pública são cesarianas. Mas quais são os benefícios e quando são indicados esses tipos de parto?

Ainda hoje, algumas mulheres optam pelo parto natural – que é basicamente quando o médico simplesmente acompanha o parto, sem intervenções – como anestesias, induções ou rompimento artificial da bolsa. Neste caso, o ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e, para alívio das dores, são utilizadas técnicas de respiração e relaxamento. A principal desvantagem desse processo é que pode levar várias horas.

Por outro lado, o parto normal pode ter intervenções do obstetra, acelerando o trabalho de parto e aliviando as dores com anestesia, mas sem prejudicar a mãe, o bebê ou a evolução do trabalho de parto. “A vantagem em relação à cesárea é a recuperação pós-parto é mais rápida”, explica o Dr. Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano. Além disso, há menor chance de infecções e hemorragias.

Tanto o parto normal sem anestesia quanto o natural pode ser realizado na posição em que a mulher julgar mais confortável: em pé, de cócoras ou até mesmo dentro d’água.

Quando optar pela cesárea?
A cesárea deve ser uma opção sempre que o risco do parto vaginal for maior do que pela cesariana. “Isso pode ocorrer em situações clínicas ou obstétricas que aumentem o risco para a mãe ou bebê, como por exemplo, em caso de desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecções, gestantes diabéticas, hipertensas ou posição desfavorável do bebê”, diz o Dr. Ogeda.

Os médicos também podem optar pelo procedimento cirúrgico quando um trabalho de parto não progredir naturalmente. Nestes casos, as possibilidades de complicações são maiores, por se tratar de uma cirurgia de emergência.

A mulher normalmente recebe anestesia intradural – algumas vezes até geral. Em seguida, o médico fará um corte de aproximadamente 10 centímetros acima dos pêlos pubianos, por onde retirará o bebê e removerá a placenta. “Neste caso, a recuperação da mulher é mais lenta e a dor deve ser controlada com analgésicos. Além disso, há maior risco de infecção e de o bebê apresentar problemas transitórios”, conta o dr. Ogeda.

Importância do pré-natal
Um bom acompanhamento pré-natal permite que o médico saiba de antemão possíveis problemas que podem obrigar à realização de uma cesariana. Alguns exemplos são quando a mãe sofre de pressão alta ou se é diabética. “Vale frisar que o melhor parto é aquele que traz o maior benefício para a mãe e para o bebê”, diz o dr. Edílson Ogeda.

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