Atividades gratuitas e mamografia no Ibirapuera

ibirapueraNo dia 18 de outubro a campanha Avon Contra o Câncer de Mama estará no Parque Ibirapuera, em São Paulo, promovendo diversas atividades para as mulheres, como aulas de maquiagem, ioga, alongamento, pilates, reflexologia e shiatsu.

O evento ainda contará com palestras de nutrição e espaço kids, para que as mães tenham onde deixar seus filhos para participar da mobilização.

O mais importante: mulheres com mais de 40 anos sairão do parque com data marcada para posterior realização de mamografia via SUS.

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Tudo sobre varizes

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Ivanésio Merlo respondeu algumas perguntas sobre varizes especialmente para o blog para você tirar todas as dúvidas sobre o tema.

O que são varizes?
Varizes são veias permanentemente dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea, especialmente nos membros inferiores (pés, pernas e coxas)

Como elas se formam e como se desenvolvem?
As veias dos membros inferiores têm estruturas delicadas e resistentes, chamadas válvulas venosas, cuja função é segmentar a pressão exercida pelo sangue quando o indivíduo está de pé e direcionar o sangue para o coração. Problemas no funcionamento dessas válvulas e na constituição genética das paredes venosas estão entre as principais causas da formação das varizes. O componente hereditário é muito importante. Para quem nasce com propensão a varizes, alguns fatores podem desencadear o aparecimento da doença varicosa, tais como: ficar de pé ou sentado por períodos prolongados, obesidade, pés planos e gravidez

Quem tem varizes?
Geralmente o indivíduo nasce com predisposição à doença varicosa. Ou seja, filhos de pais varicosos têm mais chance de apresentar varizes. Entretanto, não há ainda medida percentual para esse fator hereditário. Na maioria dos estudos epidemiológicos, a mulher apresenta maior predisposição ao problema e isso pode ser atribuído aos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, além da própria condição gestacional

Existe mais de um tipo?
As varizes podem ser divididas em três grupos principais: as microvarizes, as varizes de médio calibre e as de grosso calibre. Cada tipo varicoso exige um tratamento específico a ser definido pelo especialista

Quais os sintomas?
Na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis, o que costuma incomodar muito por razões estéticas. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes, tais como: presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele; agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes chamam de “pequenos rios e seus afluentes”; queimação nas pernas; inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia; prurido ou coceira; cansaço ou sensação de fadiga nas pernas; sensação de peso nas pernas; “pernas inquietas” e câimbras, muitas vezes noturnas

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de varizes, em muitos casos, pode ser feito por simples inspeção visual. Por meio de exame físico e de algumas manobras, o médico pode verificar quais as veias estão comprometidas e se as safenas estão normais. Também é utilizada a ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler para mapear todos os segmentos varicosos e complementar o diagnóstico

Se não cuidadas podem causar complicações? Quais?
Algumas vezes as varizes dos membros inferiores são assintomáticas. Mas dependendo da quantidade e tipo das varizes elas podem evoluir para doenças graves, decorrentes da insuficiência venosa crônica como: inchação, escurecimento, eczema e úlcera varicosa. Além disso, é frequente o aparecimento de tromboflebites que podem culminar com desprendimento de coágulos para os pulmões e a consequente embolia pulmonar – muitas vezes fatal

Quais os tratamentos disponíveis?
Os tratamentos disponíveis são: tratamento clínico com medicamentos via oral e meias elásticas, tratamento das microvarizes com injeções esclerosantes e laser transdérmico e tratamento das varizes maiores com cirurgia convencional e com laser (endolaser). Em qualquer caso, o tratamento deve ser feito sempre pelo angiologista e cirurgião vascular, médico especialista em doenças vasculares

Existe uma forma de prevenir?
Não existem medidas preventivas objetivas. Se o individuo tem predisposição genética fica difícil indicar formas de prevenção. Sabe-se que trabalhar de pé por muitas horas diariamente, para aqueles que têm predisposição, é um fator acelerador, assim como o número de gestações, obesidade, idade, etc. Não há evidências significativas para se dizer que sapatos de saltos altos provocam varizes

Cuidar da flora intestinal evita a celulite

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

Informações do médico cirurgião do aparelho digestivo Carlos A. Sabbag (CRM-PR 9950)

Uso frequente de salto alto pode provocar problemas de postura em adolescentes

salto altoAdolescentes do sexo feminino que usam com frequência calçados de salto alto podem sofrer comprometimento do alinhamento postural e da biomecânica normal da marcha. A conclusão é da dissertação de mestrado da fisioterapeuta Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação da Profa. Dra. Silvia Maria Amado João.

O objetivo do estudo foi analisar a influência dos calçados de salto alto, do tipo anabella, na postura e na marcha de jovens entre 13 e 20 anos de idade. Foram analisadas 50 usuárias e 50 não-usuárias desse tipo de calçado. O estudo mostrou que o uso do salto alto influencia de forma negativa tanto a postura da coluna lombar, pelve e membros inferiores, quanto a marcha das meninas em fase de crescimento.

“Qualquer uso de salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas, em qualquer idade. Mas se as adolescentes já começam cedo a fazer uso prolongado do salto alto, podem terminar a fase de crescimento – ósseo e muscular – já com alterações na postura e na marcha. Essas alterações, ao longo do tempo, podem gerar dores, um desequilíbrio muscular muito grande, estresse articular e até degeneração das articulações”, alerta a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que é professora do curso de Fisioterapia da PUC-MG, de Poços de Caldas.

Em relação aos ângulos posturais, o estudo da FMUSP concluiu que o uso prolongado do salto alto, desde a adolescência, causa aumento da lordose lombar (curva acentuada na base da coluna) e posiciona a pelve em anteversão (o chamado “bumbum empinado”).

Outra consequência, em relação à postura, é a aproximação dos joelhos (“joelho valgo”) e o afastamento dos pés, deixando as pernas no formato de um “x”. “Ao colocar calçado de salto alto, tanto o anabella quanto o agulha, o seu peso é projetado para frente, mantendo o centro de gravidade na parte anterior do pé. Ao longo do tempo, isso provoca adaptações posturais que fazem com que as usuárias, mesmo quando não estão com o calçado, mantenham a anteriorização do centro de gravidade e permaneçam com o ângulo tíbio társico menor que 90°”, revela Pezzan.

O uso crônico do salto alto causa, ainda, postura de varo em retropé ou “pé varo”. De acordo com a fisioterapeuta, nesse caso há um posicionamento irregular do calcâneo, ou seja, o salto alto faz com que a usuária descarregue o peso do corpo na porção lateral dos pés, provocando uma torção no calcanhar, que o inclina para fora. “Por isso, que as pessoas gastam mais o sapato do lado de fora. Essa inclinação, a gente chama de ‘pé varo'”, explica Patrícia Pezzan.

Em relação à marcha, o estudo revelou que o tempo de apoio total, que a gente fica com o pé no chão durante o caminhar, foi mais rápido nas usuárias de salto alto. “O contato com o calcanhar e o tirar o pé do chão, esse impulso fica comprometido em função do salto alto e acaba exigindo muito mais trabalho muscular da marcha”, analisa a autora da dissertação. Já em relação à impressão plantar, o trabalho concluiu que não houve alterações. Os pés das usuárias de salto alto apresentaram um arco longitudinal medial normal.

Apesar do estudo ter sido feito com salto alto tipo anabella, a fisioterapeuta Patrícia Pezzan sugere que o salto agulha, por ter sua base de sustentação mais estreita, deve resultar em alterações mais expressivas, tanto na postura quanto na marcha. “Quanto mais você diminui a largura do salto, maior será a instabilidade causada e mais problemas devem aparecer. O salto agulha é pior, porque a instabilidade é maior”, justifica.

Lipoaspiração deve ser encarada com seriedade

barriguinhaQuase sempre, quando ocorre alguma morte durante a lipoaspiração, é comum perguntar se que a cirurgia foi realizada em clínicas com condições de realizar o procedimento, se médico tinha qualificações e se a cirurgia é perigosa. “Costumo dizer que a cirurgia plástica é coisa séria. Os procedimentos de todas as cirurgias são minuciosos, envolvem riscos e precisam ser encarados de maneira profissional pelo médico e cautelosa pelo paciente”, diz Alexandre Piassi Passos, cirurgião plástico.

Dr. Passos dá alguns conselhos para quem procura uma lipoaspiração ou qualquer outra cirurgia:

– O paciente precisa confiar plenamente em seu médico. Para isso, é preciso saber se ele é membro ativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), quais foram a universidade e a residência que cursou e, caso seja possível, é bom também recorrer à própria SBPC para buscar referências do médico.

– No Brasil e na Europa, qualquer médico pode fazer a lipoaspiração. Infelizmente, não é preciso ser cirurgião plástico e, muitas vezes, o procedimento é realizado por médicos de outras áreas. É preciso, portanto, tomar cuidado com as diversas propagandas na mídia e as facilidades dos planos de pagamento. O ideal é pedir a indicação a um médico de confiança (cardiologista, ginecologista, clínico geral, etc.), ou mesmo a alguém que tenha feito o procedimento.

– Qualquer cirurgia oferece riscos. Portanto, todas elas devem ser realizadas em hospitais preparados com UTI e equipes de plantão. Dessa maneira, pode-se evitar o óbito em diversos casos.

– Outro cuidado imprescindível tem de ser tomado tanto pela equipe médica quanto pelo paciente. Recentemente, a imprensa também noticiou a suspensão de uma série de procedimentos cirúrgicos de lipoaspiração e lipoenxertia em Vitória, capital do Espírito Santo. A decisão veio da Secretaria de Saúde do Estado e deu-se por conta da contaminação de pacientes por microbactéria da família da Tuberculose, chamada cientificamente de Mycobacterium abscessus do tipo 1.

Apesar de ser uma decisão regional, é importante alertar que as contaminações podem ocorrer em qualquer procedimento no qual os equipamentos cirúrgicos não sejam devidamente higienizados e esterilizados.

Essa bactéria pode trazer riscos irreversíveis à saúde e as cânulas ainda podem trazer outros problemas caso não sejam esterilizadas corretamente. Portanto, não custa nada ao paciente questionar e mostrar interesse por todos os procedimentos que serão realizados em sua cirurgia.

Sobre a lipoaspiração
A lipoaspiração é uma das cirurgias plásticas mais procuradas do mundo. No Brasil, está em primeiro lugar dentre os demais procedimentos. Segundo Dr. Piassi Passos, desde a sua invenção, em 1978, pelo médico francês Yves Gerard Illouz, a maior novidade foi a redução do diâmetro das cânulas, que na época chegava a 12 mm, e hoje é de apenas 5 mm. “Isso reduziu o risco de irregularidades e imperfeições simétricas e melhorou o pós-operatório”, comenta.

Passos contesta reportagens e peças de publicidade que divulgam “novas” técnicas. Ele cita a lipoaspiração precedida de um laser: “A idéia é que o laser entre na pessoa, agrida as células gordurosas e assim facilite a entrada da cânula. É interessante, porém pouco eficaz e ainda não tem comprovação de resultados”.

Outra técnica divulgada pelos meios de comunicação é o Ultra-Shape. Trata-se de um Ultra-Som Extra-Corpóreo, que promete dissolver a gordura sem cirurgia. “Esta e outras técnicas estão sendo estudadas e estão ainda em fase experimental”, alerta. “Elas não têm a indicação clínica de uma lipo convencional, que até hoje não encontrou procedimentos substitutos”.

O cirurgião plástico ressalta que a única técnica realmente nova atualmente utilizada é a Vibrolipoaspiração. “Nessa, a cânula é acoplada a um sistema de vibração. A única diferença do procedimento convencional é que um aparelho facilita os movimentos que o médico faz para aspirar a gordura. Ainda não adotei a técnica, mas não descarto a possibilidade de incluí-la no rol dos procedimentos”.

Passos cita, ainda, uma técnica que foi usada no Brasil durante um período, mas que não mostrou diferença de resultados. Trata-se da Lipo Ultra-Sônica, na qual utilizava-se o ultra-som para destruir a gordura, antes da intervenção. “Na realidade, chegou a causar complicações graves que não ocorrem na lipo convencional, como queimaduras e até necrose”.

Ainda hoje, a lipoaspiração é a prática clínica que mais complicações pode causar do ponto de vista do resultado. Por isso, o médico deve saber o que pode oferecer para o paciente.

Passos reforça que a lipoaspiração nunca tem indicação de emagrecimento, mas sim de promover um contorno corporal. Só deve ser feita nos seguintes casos:

>> Em pessoas magras com leve sobrepeso e gordura localizada – quando o resultado, com raras exceções, é totalmente satisfatório;
>> Em pacientes com sobrepeso maior e sem contorno corporal nenhum, que precisam de um estímulo para começar uma dieta ou praticar exercícios. “Nesses casos, a intervenção servirá como um pontapé para que ele se anime a mudar os hábitos de vida e emagrecer”, observa.

“Tirar gordura” não é difícil do ponto de vista mecânico, mas o importante é o médico ter noção técnica e artística: “Quanto mais gordura se tira, mais sangue sai e o risco aumenta. É preciso tirar essa gordura de forma adequada, e somente no lugar certo”.

Passos ressalta que é relativo o número de litros retirados: “O certo é tirar o necessário para dar o contorno adequado. Não importa o volume, e sim o resultado. Um eventual exagero pode deixar a pele irregular, com buracos, ondulações e nódulos. E o tratamento desses casos é extremamente difícil”.

As regras são claras para plástica no pós-parto

mulher - praiaTer o corpo de antes da gestação, e quem sabe melhor, é o desejo da maior parte das mulheres. Para aquelas que tem na genética uma aliada e que levam a sério as orientações nutricionais durante a gravidez – em especial a de engordar 1 quilo por mês, a recuperação da silhueta ocorre em um período de 3 a 6 meses, especialmente quando amamentam.

Mas, para a maioria, o processo pode ser um pouco mais longo. “E comum receber pacientes que desejam lançar mão da plástica pouco tempo após o parto. Ocorre que nessa fase o corpo passa por importantes transformações hormonais e adaptações orgânicas”, explica Dr. Wandler de Pádua, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O especialista é emblemático: a cirurgia deve ser realizada, no mínimo, entre 8 e 12 meses do nascimento do bebê, mesmo assim, se a paciente já estiver dentro de um peso próximo do ideal. “Vale sempre lembrar que plástica não é recurso para emagrecimento, mas sim, para propiciar maior harmonia estética”, comenta o médico. “E mais: a demanda deve partir sempre da própria paciente e não, de terceiros, como companheiro ou amigas”, complementa.

Entre os procedimentos mais procurados no pós-parto está a correção da mama, que pode apresentar flacidez por conta do grande aumento e diminuição de tamanho em um curto espaço de tempo. Além de corrigir a incômoda sensação de “queda”, os cirurgiões recebem com freqüência mulheres que querem realizar implante de silicone após experimentar volume maior dos seios. Esse é o caso da apresentadora Xuxa e de várias outras celebridades. “A plástica de mama deverá ser realizada aproximadamente 3 meses após o termino da amamentação”, esclarece o médico.

No quesito abdome, as gordurinhas localizadas podem ser enxugadas com a lipoaspiração. Já a flacidez, demanda a abdominoplastia – seja a versão clássica ou a chamada “mini”. Dr. Wandler ressalta que ao optar por qualquer procedimento, a paciente deve estar preparada também para o período pós-cirúrgico. “Em alguns casos, ela vai necessitar de repouso e cuidados especiais, como drenagem linfática. Uma cirurgia de mama, por exemplo, pede de 6 a 8 semanas sem levantar peso. Com um bebê em casa, isso pode ser um desafio”, explica.

Na prática do dia-a-dia, o médico faz sempre questão de ressaltar que embora a imagem pessoal seja importante para o bem-estar da mulher, ela deve vivenciar intensamente os primeiros meses de vida da criança. “Mãe e bebê necessitam de convivência, interação e trocas – aspectos fundamentais para a saúde de ambos. Por vezes é melhor aguardar um pouco mais para cirurgia plástica”, aconselha.

Outono e inverno são os períodos mais propícios para a quda de cabelos

cabeloA Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo estima que a cada ano, a calvície feminina aumenta 10%. Normalmente caem, por dia, 100 fios. A anormalidade começa quando este número aumenta para 150. Este fato é comum principalmente nas pessoas que abusam do chuveiro com temperaturas mais quente nas duas estações mais geladas do ano.

“Todos os anos o fato se repete, com a queda da luminosidade e com a chegada do frio é comum perder mais fios. Nessa época, com a diminuição do número de horas de sol, uma menor estimulação dos melanócitos, células que produzem melanina, têm baixa estimulação também para seu crescimento.”, confirma Dr. Marcelo Bellini, médico dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

No último meeting São Francisco, EUA, deste ano foi apresentado que o uso freqüente de chuveiro ,muito quente pode levar a formar bolhas na estrutura dos fios, que fazem os cabelos ficarem mais frágeis e resultam em sua queda ou quebra. Além disso, causas como dieta mais gordurosa e calórica, perdem espaço para frutas, verduras e legumes que são fonte essencial de vitaminas e sais minerais tão importantes para manter os cabelos saudáveis, são grandes fatores de risco neste quadro.

Outros abusos são freqüentes, o aumento do uso de cremes e leave-in que podem causar descamação e irritação do couro cabeludo. A utilização de secadores muito quente ajudam a danificar ainda mais a estrutura capilar.

Pensando em todos esses fatores e a fim de recuperar, manter e até restaurar o volume dos fios, atualmente vários tratamentos combatem e reduzem essas perdas.

A avaliação detalhada detecta provável razão de queda e perda dos fios. Através de um exame detalhado, como de sangue para eliminar as causas externas como alteração da tireóide, infecções, carência de ferro , carência de nutrientes, ácidos fólico, zinco e cobre, até pessoas com dieta exemplar podem apresentar déficits desses elementos.

E também a avaliação detalhada para checar os hormônios femininos e masculinos para considerar a alopecia androgênica, que começa com rarefação dos fios na parte superior do couro cabeludo, geralmente poupando as laterais. Uma vez que descoberta a causa, inicia o tratamento corrigindo alterações nos exames ou em linhas gerais. As principais tecnologias disponíveis para evitar a calvície são:

– Suplementação vitamínica para estimular e fortalecer os fios geralmente mix de Exsynutriment, silício orgânico que é responsável pela estruturação do fio, alguns aminoanoácidos como cistina, cistina, piridoxina e metionina, vitaminas como biotina entre outros. Se existir alguma carência de nutrientes detectado nos exames e acrescentamos á formulação.

– Intradermoterapia: aplicações semanais num total de 6 a 8 sessões onde se aplicam silício, biotina D Pantenol, entre outros agentes, através de uma pequena agulha são feitas várias puncturas com aplicação de pequenas doses em cada ponto. No caso dos homens podemos utilizar ampolas de Finasterida com a intenção de potencializar o uso domiciliar do medicamento.

– LED (laser de baixa voltagem) são 3 tipos de luz vermelha que atuam reduzindo a inflamação do couro cabeludo e infra vermelho estimula e fortalece o crescimento do fio e a luz azul que tem o efeito de dimunuir a oleosidade.
Estes procedimentos são realizados em sessões de 1 a 2x por semana 8 a 10 sessões.

– Loções de uso domiciliar : são várias a base de 17 alpha estradiol , minoxidil, agora na forma de mouse ou espuma cosmeticamente mais agradável que podem ser utilizado durante o dia, extratos vegetais entre outros.

– Shampoos: Contribuem muito com casos de dermatite seborreica controlando a descamação do couro cabeludo, mas não tem efeito significativo na prevenção ou recuperação da queda, pois permanecem pouco tempo em contato com os fios e/ou couro cabeludo. O que eles promovem é melhora da textura, controle de oleosidade, melhora do ressecamento, da penteabilidade, ou seja melhora a cosmética do fio.