Drenagem linfática durante a gestação

grávidaDurante a gestação, alguns fatores como o útero pressionando as veias, o aumento da progesterona e o sedentarismo facilitam o excesso de acúmulo de líquido no organismo da mulher. Eles causam sintomas de cansaço, sensação de pernas pesadas e pés inchados. A drenagem linfática manual pode ajudar a reduzir esse acúmulo de líquidos.

Essa técnica ajuda na redução do excesso de líquido, eliminando também dejetos provenientes do metabolismo celular. Desta forma, a drenagem desintoxica o corpo da gestante.

Além do efeito drenante, que restabelece uma circulação correta, essa atividade também estimula o sistema imunológico, melhorando a defesa do organismo.

É muito importante ressaltar que a drenagem deve ser realizada por um fisioterapeuta ou por um profissional com conhecimentos da anatomia e fisiologia, pois se realizada de forma errada, além de não surtir efeito, pode provocar hematomas e piorar o inchaço do corpo.

As informações são da Dra. Tânia Antonialli, especialista em fisioterapia dermato-funcional pelo Conselho Brasileiro Cultural e Cientifico de Fisioterapia (CBF), e em saúde da mulher no climatério pela USP.

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Atividades gratuitas e mamografia no Ibirapuera

ibirapueraNo dia 18 de outubro a campanha Avon Contra o Câncer de Mama estará no Parque Ibirapuera, em São Paulo, promovendo diversas atividades para as mulheres, como aulas de maquiagem, ioga, alongamento, pilates, reflexologia e shiatsu.

O evento ainda contará com palestras de nutrição e espaço kids, para que as mães tenham onde deixar seus filhos para participar da mobilização.

O mais importante: mulheres com mais de 40 anos sairão do parque com data marcada para posterior realização de mamografia via SUS.

Psicoterapia gratuita para pessoas de luto

O Programa de Intervenção e Estudos sobre Perda e Luto da Unidade de Intervenção à Família e Comunidade (UNIFAC) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) está com vagas abertas para sessões terapêuticas, por meio de psicoterapia em grupo, para viúvas e viúvos, irmãos, pais e filhos enlutados.

Também há vagas para psicoterapia com famílias enlutadas e familiares em processo de cuidados paliativos. Os encontros acontecem num período de seis a oito meses, com duração de uma hora por semana, com início em novembro.

O serviço é gratuito e aberto a toda a comunidade. É indispensável agendar horário para uma entrevista inicial pelo telefone (11) 5084-4698, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com Cristina, ou por e-mail: familiaunifesp@hotmail.com

A UNIFAC está localizada na Rua Leandro Dupret, 166, na Vila Clementino, próximo ao Metrô Santa Cruz.

Tudo sobre varizes

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Ivanésio Merlo respondeu algumas perguntas sobre varizes especialmente para o blog para você tirar todas as dúvidas sobre o tema.

O que são varizes?
Varizes são veias permanentemente dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea, especialmente nos membros inferiores (pés, pernas e coxas)

Como elas se formam e como se desenvolvem?
As veias dos membros inferiores têm estruturas delicadas e resistentes, chamadas válvulas venosas, cuja função é segmentar a pressão exercida pelo sangue quando o indivíduo está de pé e direcionar o sangue para o coração. Problemas no funcionamento dessas válvulas e na constituição genética das paredes venosas estão entre as principais causas da formação das varizes. O componente hereditário é muito importante. Para quem nasce com propensão a varizes, alguns fatores podem desencadear o aparecimento da doença varicosa, tais como: ficar de pé ou sentado por períodos prolongados, obesidade, pés planos e gravidez

Quem tem varizes?
Geralmente o indivíduo nasce com predisposição à doença varicosa. Ou seja, filhos de pais varicosos têm mais chance de apresentar varizes. Entretanto, não há ainda medida percentual para esse fator hereditário. Na maioria dos estudos epidemiológicos, a mulher apresenta maior predisposição ao problema e isso pode ser atribuído aos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, além da própria condição gestacional

Existe mais de um tipo?
As varizes podem ser divididas em três grupos principais: as microvarizes, as varizes de médio calibre e as de grosso calibre. Cada tipo varicoso exige um tratamento específico a ser definido pelo especialista

Quais os sintomas?
Na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis, o que costuma incomodar muito por razões estéticas. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes, tais como: presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele; agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes chamam de “pequenos rios e seus afluentes”; queimação nas pernas; inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia; prurido ou coceira; cansaço ou sensação de fadiga nas pernas; sensação de peso nas pernas; “pernas inquietas” e câimbras, muitas vezes noturnas

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de varizes, em muitos casos, pode ser feito por simples inspeção visual. Por meio de exame físico e de algumas manobras, o médico pode verificar quais as veias estão comprometidas e se as safenas estão normais. Também é utilizada a ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler para mapear todos os segmentos varicosos e complementar o diagnóstico

Se não cuidadas podem causar complicações? Quais?
Algumas vezes as varizes dos membros inferiores são assintomáticas. Mas dependendo da quantidade e tipo das varizes elas podem evoluir para doenças graves, decorrentes da insuficiência venosa crônica como: inchação, escurecimento, eczema e úlcera varicosa. Além disso, é frequente o aparecimento de tromboflebites que podem culminar com desprendimento de coágulos para os pulmões e a consequente embolia pulmonar – muitas vezes fatal

Quais os tratamentos disponíveis?
Os tratamentos disponíveis são: tratamento clínico com medicamentos via oral e meias elásticas, tratamento das microvarizes com injeções esclerosantes e laser transdérmico e tratamento das varizes maiores com cirurgia convencional e com laser (endolaser). Em qualquer caso, o tratamento deve ser feito sempre pelo angiologista e cirurgião vascular, médico especialista em doenças vasculares

Existe uma forma de prevenir?
Não existem medidas preventivas objetivas. Se o individuo tem predisposição genética fica difícil indicar formas de prevenção. Sabe-se que trabalhar de pé por muitas horas diariamente, para aqueles que têm predisposição, é um fator acelerador, assim como o número de gestações, obesidade, idade, etc. Não há evidências significativas para se dizer que sapatos de saltos altos provocam varizes

Uso frequente de salto alto pode provocar problemas de postura em adolescentes

salto altoAdolescentes do sexo feminino que usam com frequência calçados de salto alto podem sofrer comprometimento do alinhamento postural e da biomecânica normal da marcha. A conclusão é da dissertação de mestrado da fisioterapeuta Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação da Profa. Dra. Silvia Maria Amado João.

O objetivo do estudo foi analisar a influência dos calçados de salto alto, do tipo anabella, na postura e na marcha de jovens entre 13 e 20 anos de idade. Foram analisadas 50 usuárias e 50 não-usuárias desse tipo de calçado. O estudo mostrou que o uso do salto alto influencia de forma negativa tanto a postura da coluna lombar, pelve e membros inferiores, quanto a marcha das meninas em fase de crescimento.

“Qualquer uso de salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas, em qualquer idade. Mas se as adolescentes já começam cedo a fazer uso prolongado do salto alto, podem terminar a fase de crescimento – ósseo e muscular – já com alterações na postura e na marcha. Essas alterações, ao longo do tempo, podem gerar dores, um desequilíbrio muscular muito grande, estresse articular e até degeneração das articulações”, alerta a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que é professora do curso de Fisioterapia da PUC-MG, de Poços de Caldas.

Em relação aos ângulos posturais, o estudo da FMUSP concluiu que o uso prolongado do salto alto, desde a adolescência, causa aumento da lordose lombar (curva acentuada na base da coluna) e posiciona a pelve em anteversão (o chamado “bumbum empinado”).

Outra consequência, em relação à postura, é a aproximação dos joelhos (“joelho valgo”) e o afastamento dos pés, deixando as pernas no formato de um “x”. “Ao colocar calçado de salto alto, tanto o anabella quanto o agulha, o seu peso é projetado para frente, mantendo o centro de gravidade na parte anterior do pé. Ao longo do tempo, isso provoca adaptações posturais que fazem com que as usuárias, mesmo quando não estão com o calçado, mantenham a anteriorização do centro de gravidade e permaneçam com o ângulo tíbio társico menor que 90°”, revela Pezzan.

O uso crônico do salto alto causa, ainda, postura de varo em retropé ou “pé varo”. De acordo com a fisioterapeuta, nesse caso há um posicionamento irregular do calcâneo, ou seja, o salto alto faz com que a usuária descarregue o peso do corpo na porção lateral dos pés, provocando uma torção no calcanhar, que o inclina para fora. “Por isso, que as pessoas gastam mais o sapato do lado de fora. Essa inclinação, a gente chama de ‘pé varo'”, explica Patrícia Pezzan.

Em relação à marcha, o estudo revelou que o tempo de apoio total, que a gente fica com o pé no chão durante o caminhar, foi mais rápido nas usuárias de salto alto. “O contato com o calcanhar e o tirar o pé do chão, esse impulso fica comprometido em função do salto alto e acaba exigindo muito mais trabalho muscular da marcha”, analisa a autora da dissertação. Já em relação à impressão plantar, o trabalho concluiu que não houve alterações. Os pés das usuárias de salto alto apresentaram um arco longitudinal medial normal.

Apesar do estudo ter sido feito com salto alto tipo anabella, a fisioterapeuta Patrícia Pezzan sugere que o salto agulha, por ter sua base de sustentação mais estreita, deve resultar em alterações mais expressivas, tanto na postura quanto na marcha. “Quanto mais você diminui a largura do salto, maior será a instabilidade causada e mais problemas devem aparecer. O salto agulha é pior, porque a instabilidade é maior”, justifica.

As regras são claras para plástica no pós-parto

mulher - praiaTer o corpo de antes da gestação, e quem sabe melhor, é o desejo da maior parte das mulheres. Para aquelas que tem na genética uma aliada e que levam a sério as orientações nutricionais durante a gravidez – em especial a de engordar 1 quilo por mês, a recuperação da silhueta ocorre em um período de 3 a 6 meses, especialmente quando amamentam.

Mas, para a maioria, o processo pode ser um pouco mais longo. “E comum receber pacientes que desejam lançar mão da plástica pouco tempo após o parto. Ocorre que nessa fase o corpo passa por importantes transformações hormonais e adaptações orgânicas”, explica Dr. Wandler de Pádua, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O especialista é emblemático: a cirurgia deve ser realizada, no mínimo, entre 8 e 12 meses do nascimento do bebê, mesmo assim, se a paciente já estiver dentro de um peso próximo do ideal. “Vale sempre lembrar que plástica não é recurso para emagrecimento, mas sim, para propiciar maior harmonia estética”, comenta o médico. “E mais: a demanda deve partir sempre da própria paciente e não, de terceiros, como companheiro ou amigas”, complementa.

Entre os procedimentos mais procurados no pós-parto está a correção da mama, que pode apresentar flacidez por conta do grande aumento e diminuição de tamanho em um curto espaço de tempo. Além de corrigir a incômoda sensação de “queda”, os cirurgiões recebem com freqüência mulheres que querem realizar implante de silicone após experimentar volume maior dos seios. Esse é o caso da apresentadora Xuxa e de várias outras celebridades. “A plástica de mama deverá ser realizada aproximadamente 3 meses após o termino da amamentação”, esclarece o médico.

No quesito abdome, as gordurinhas localizadas podem ser enxugadas com a lipoaspiração. Já a flacidez, demanda a abdominoplastia – seja a versão clássica ou a chamada “mini”. Dr. Wandler ressalta que ao optar por qualquer procedimento, a paciente deve estar preparada também para o período pós-cirúrgico. “Em alguns casos, ela vai necessitar de repouso e cuidados especiais, como drenagem linfática. Uma cirurgia de mama, por exemplo, pede de 6 a 8 semanas sem levantar peso. Com um bebê em casa, isso pode ser um desafio”, explica.

Na prática do dia-a-dia, o médico faz sempre questão de ressaltar que embora a imagem pessoal seja importante para o bem-estar da mulher, ela deve vivenciar intensamente os primeiros meses de vida da criança. “Mãe e bebê necessitam de convivência, interação e trocas – aspectos fundamentais para a saúde de ambos. Por vezes é melhor aguardar um pouco mais para cirurgia plástica”, aconselha.

Depressão compromete vida sexual feminina

toqueMetade das mulheres que procuram o ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, sofre de baixo desejo sexual. Entre elas, 40% estão ou já estiveram em tratamento para depressão.

 Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Nova geração de medicamento para depressão pode reverter o quadro de baixa adesão.

O Estudo Mosaico Brasil, realizado em 2008, avaliou o comportamento afetivo-sexual de mais de 8.200 brasileiros, 49% do sexo feminino. Comparando as mulheres participantes na faixa etária de 41 a 50 anos em tratamento para depressão com aquelas que não estavam em tratamento, observou-se que havia 22,6% delas com inibição de excitação sexual entre as que estavam em tratamento, contra 15,4% entre as que não estavam.

“A depressão causa desânimo e desinteresse geral, além de afetar a produção e a liberação de hormônios sexuais, o que interfere diretamente sobre a libido feminina”, afirma a Dra. Carmita Abdo, que estuda o comportamento e os problemas sexuais em homens e mulheres há mais de três décadas.

Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Estudos demonstram que a disfunção sexual atinge de 30% a 70% dos pacientes que tomam antidepressivos, sendo uma das causas de abandono ao tratamento e ao medicamento já a partir do primeiro mês*.

“Há uma nova geração de medicamentos que minimiza esse efeito indesejável, o que pode contribuir para aumentar a adesão ao tratamento”, afirma a psiquiatra. “Isso significa um grande avanço, pois a interrupção prematura da medicação pode levar a um aumento de casos de recorrência dos quadros depressivos”, afirma.

Depressão e mulher
Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham depressão no Brasil, ou seja, 10% da população. O problema é mais prevalente entre as mulheres. Estatísticas mundiais apontam que elas sofrem duas vezes mais com o problema do que os homens. Uma das razões são as flutuações hormonais, mais pronunciadas na fase reprodutiva das mulheres.

Segundo a psiquiatra, os períodos de oscilação dos hormônios, como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa coincidem com os picos de incidência de depressão nas mulheres.

“A depressão, quando não tratada, pode comprometer vários aspectos da vida, tais como o profissional, o emocional, os relacionamentos e até a vida a dois”, afirma. “Por isso a relevância do diagnóstico seguro e da adesão total do paciente ao tratamento adequado”, destaca a especialista.

Sintomas funcionais
Pesquisa Ibope realizada com 1.100 mulheres em oito cidades da América Latina aponta que os aspectos funcionais da depressão são subestimados. Em 78% das entrevistadas, tristeza, melancolia e desânimo são os sintomas mais associados à depressão. Alterações no sono e perda do desejo sexual aparecem no outro extremo, cada qual com 3% das citações.

“As pessoas relacionam depressão à sensação de tristeza ou angústia. Entretanto, a depressão pode ser a causa da pouca vontade de fazer sexo ou do isolamento afetivo e social”, afirma a psiquiatra, destacando a importância de estar atento também para os sintomas funcionais da depressão.

Entenda a depressão
A depressão é um transtorno mental comum, que é diferente de “sentir-se triste”, e não é algo que as pessoas conseguem simplesmente “superar”.

A doença, que tem como base a alteração de substâncias químicas no cérebro, é caracterizada por sintomas persistentes, como humor depressivo e/ou deprimido, alterações de apetite e/ou de peso, baixo desejo sexual, alterações dos padrões do sono, agitação ou retardamento psicomotor, fadiga ou falta de energia, sentimentos de inutilidade ou culpa sem nenhum motivo consistente, dificuldade de raciocinar ou de se concentrar, pensamentos de morte ou suicídio.

A depressão tem forte impacto social e econômico na vida dos pacientes e familiares, especialmente se considerado o pico de incidência: entre 35 e 44 anos, período mais produtivo de homens e mulheres.