Atividades gratuitas e mamografia no Ibirapuera

ibirapueraNo dia 18 de outubro a campanha Avon Contra o Câncer de Mama estará no Parque Ibirapuera, em São Paulo, promovendo diversas atividades para as mulheres, como aulas de maquiagem, ioga, alongamento, pilates, reflexologia e shiatsu.

O evento ainda contará com palestras de nutrição e espaço kids, para que as mães tenham onde deixar seus filhos para participar da mobilização.

O mais importante: mulheres com mais de 40 anos sairão do parque com data marcada para posterior realização de mamografia via SUS.

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Consultas e exames gratuitos para advogadas, estagiárias e esposas de advogados

ibirapueraA Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) dá início no dia 13 de outubro a mais uma edição da Campanha de Saúde da Advogada, que visa a prevenir doenças tipicamente femininas, como câncer de mama, câncer de colo do útero e osteoporose.

As advogadas poderão fazer exames de papanicolaou, papanicolaou, ce densitometria óssea; submeter-se a consulta com ginecologista e, se necessário, passar por exames complementares. A relação de médicos e laboratórios referenciados está sendo definida e será publicada no site da CAASP (www.caasp.org.br). As guias deverão ser retiradas na sede da CAASP,em suas Regionais e Espaços ou nas subseções da OAB-SP.

A exemplo das edições anteriores, a campanha será aberta a advogadas e estagiárias inscritas na OAB-SP e em dia com sua anuidade, bem como às esposas dos advogados nas mesmas condições. Os procedimentos serão parcialmente subsidiados pela Caixa de Assistência.

A todas as participantes será oferecido um pacote médico com os procedimentos adequados a cada faixa etária. Segundo o diretor da Área Médica da Caixa de Assistência, Jairo Haber, “o rol de exames disponibilizados, bem como sua aplicação por faixas etárias, segue rigorosa orientação de médicos ginecologistas”.

CALENDÁRIO
Exames laboratoriais: de 13 de outubro a 7 de novembro
Consultas: até 21 de novembro
Exames complementares: até 5 de dezembro

Um terço das mulheres não fazem mamografia

autoexameSegundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, FEMAMA, 31% das mulheres não realiza periodicamente a mamografia, um exame preventivo para diagnóstico do câncer de mama. A estatística revela a necessidade urgente de conscientização da população.

A mamografia é uma ferramenta relevante para a descoberta precoce do câncer de mama e de outras alterações importantes, juntamente ao exame clínico, ao ultrassom e a ressonância magnética. Deve ser realizado com periodicidade de um ano a partir dos 40 anos de idade. Nos casos em que há histórico na família (alto risco), o início do rastreamento deve ser antecipado para os 35 anos.

A mamografia digital é um dos grandes avanços nesta área dos últimos tempos. Esta inovação tecnológica promove o diagnóstico de forma ainda mais rápida e eficaz.

O dr. Domingos Auricchio Petti, professor associado da Universidade de São Paulo alerta, no entanto, que não é indicado utilizar produtos de higiene pessoal; como perfumes, talcos e desodorantes antes da realização do exame.

“Os resíduos presentes nestes compostos são artefatos que podem interferir na interpretação do exame”.

Auto-exame da mama
O auto-exame da mama (AEM) é outra medida imprescindível, salienta o especialista. “É importante para o conhecimento do padrão das mamas e para identificar alterações. Se houver alguma disparidade, ela será identificada e não haverá atraso na procura por uma consulta médica, facilitando o diagnóstico precoce em caso de câncer. Podem ser nódulos, sangramentos e secreções pelo mamilo, endurecimentos, aumento da mama, retração da pele e áreas de inflamação ou infecção”.

Aliás, nunca é demais frisar, o diagnóstico precoce de alguma anomalia depende muito dos cuidados da mulher com a sua saúde. O AEM é uma das maneiras pelas quais se identificam as alterações. Este procedimento deve ser realizado mensalmente, a partir dos 18 anos e sempre no período pós-menstrual. Nas mulheres que não têm ciclo, deve ser feito sempre em uma mesma data, o primeiro ou último dia do mês, por exemplo.

Várias mulheres ainda não têm o hábito de realizar o AEM, atesta o dr. Petti, atribuindo a situação em parte ao receio da possibilidade de descobrir a doença.

“Quanto mais cedo o tumor é descoberto, maior a probabilidade de cura. O primeiro passo é posicionar-se diante do espelho, desnuda até a cintura, com os braços ao longo do corpo. Em seguida, deve-se elevar os braços acima da cabeça, olhando para as mamas e axilas de frente e dos lados direito e esquerdo. A seguir, a palpação da mama, da axila e do colo deve ser feita com a ponta dos dedos ou a palma das mãos, comprimindo a mama contra as costelas. Esta palpação deve ser repetida com a mulher deitada”, ensina. “Se sentir alguma alteração como as descritas anteriormente, um médico deve ser procurado com rapidez”, salienta o dr. Petti.

Medo da morte e de perder a mama são principais fantasmas causados pelo câncer

mulher-seioA pesquisa Câncer de Mama – experiências e percepções, da Pfizer, revela que 68% das mulheres sentem medo e angústia ao receber o diagnóstico da doença. Após a descoberta do tumor, o principal medo é o da morte, apontado por 51% das pacientes entrevistadas. Já 51% das mulheres sadias temem em primeiro lugar a mutilação, seguida da morte, mencionada por 27% delas. “Antes de ter a doença a preocupação da mulher é com a aparência física, focando a preservação da mama, mas quando a doença aparece de fato o principal medo é o da morte”, destaca Sérgio Simon, coordenador da pesquisa e oncologista clínico do Hospital Albert Einstein de São Paulo. Entre as que realizaram a mastectomia, 58% não reconstituíram a mama.

O câncer de mama também provoca mudanças na vida afetiva das mulheres. Segundo a pesquisa, 37% das portadoras solteiras não tinham uma vida sexual antes do diagnóstico – número que salta para 53% depois do tratamento. Entre as casadas, esse índice aumenta de 5% para 8%. A qualidade e frequência do sexo também são prejudicadas pela doença. Enquanto 62% das portadoras consideravam a qualidade boa ou excelente antes do câncer, apenas 44% manteve a mesma opinião após a doença. Já a frequência, que era excelente ou boa para 53% das portadoras antes do surgimento do tumor, cai para 35% depois da doença. A pesquisa mostra ainda que durante o tratamento 45% das mulheres perderam a libido e 30% contou que o relacionamento afetivo esfriou nesse período.

Apesar do impacto na vida sexual, 88% das mulheres com câncer de mama encontram no parceiro (marido ou namorado), um apoio para todos os momentos. E mesmo os que não aceitaram a doença tentaram ajudar a esposa ou namorada – resposta de 36% das pacientes entrevistadas. Inclusive as portadoras solteiras concordam com esse apoio, pois 44% delas acreditam que um relacionamento as teria ajudado a passar melhor pelo tratamento.

Ainda em relação à rede de apoio das portadoras, para as solteiras, os amigos (45%) e parentes (41%) são mais fundamentais do que para as casadas (25% e 30%, respectivamente). Quando se trata de profissionais de saúde, as enfermeiras são mais relevantes no tratamento para as casadas (48%) do que para as solteiras (38%). Entre essas últimas, 34% contam mais coisas para os psicólogos do que as casadas (22%).

Compartilhar o problema é considerado um fator importante, já que 89% das mulheres com câncer de mama não esconderam a doença de ninguém. Contar o próprio caso pode ajudar outras pessoas com o mesmo problema na opinião de 91% das portadoras.

Na vida profissional, a doença permitiu que 62% das mulheres que trabalhavam antes do diagnóstico continuassem suas atividades (22% integralmente e 40% em ritmo diminuído), mas fez com que 39% das pacientes interrompessem o trabalho. Entre as que continuaram a trabalhar, a maioria pôde se ausentar quando necessário e contou com o apoio e a compreensão dos colegas, inclusive em relação aos efeitos colaterais do tratamento, por exemplo, o cansaço.

Curiosidades da pesquisa

As mulheres se consideram informadas sobre o câncer de mama

– 85% delas têm essa opinião

O estresse é considerado o principal fator de risco para a doença para

– 87% das portadoras

– 61% das mulheres sadias

43% das mulheres sadias acreditam que poderiam desenvolver o câncer de mama

Dessas, 47% acham que a causa seria emocional

As mulheres acreditam que não adianta prevenir, se o câncer tiver que aparecer, vai aparecer

– 65% das portadoras

– 35% das sadias

A maioria das mulheres costuma consultar um ginecologista ou mastologista ao menos uma vez ao ano

– 83% das portadoras

– 93% das sadias

Mas nem todas atendem ao pedido de mamografia feito pelo médico

– 29% das sadias

– 95% das portadoras

As sadias também não costumam realizar o ultrassom do seio como solicitado pelo médico

– 33% das sadias

– 94% das portadoras

As mulheres revelam o principal medo causado pelo diagnóstico do câncer de mama – ou possibilidade dele

– 51% das portadoras citam a morte

– 51% das sadias apontam a perda da mama

A vida sexual era similar para as sadias e para as portadoras antes da doença

– 62% das portadoras consideravam a qualidade excelente ou boa

– 63% das sadias tinham a mesma opinião

Após a doença, diminui o número de mulheres com qualidade da vida sexual excelente ou boa

– 44% das portadoras continuaram considerando a qualidade excelente ou boa

O companheiro tem papel importante para as pacientes na luta contra a doença

– 88% das portadoras apontam o marido ou namorado como um apoio para todos os momentos

– 44% das portadoras solteiras acreditam que um relacionamento teria ajudado a passar melhor pelo tratamento

Pará contra o câncer

O Pará vai destinar R$ 1.623.951,77 para melhorar o acesso das mulheres aos exames de colo do útero e ao controle de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos são do Ministério da Saúde que anunciou investimentos da ordem de R$ 94,5 milhões ao longo dos próximos três anos para a realização de exames de papanicolau e mamografias em todo Brasil.

Cresce incidência de câncer de colo de útero na Bahia

seta-subindoO câncer de colo de útero é o segundo tipo que mais atinge as mulheres na Bahia, seguido de perto para o tipo mais comum: o câncer de mama. Segundo estimativas do Instituto do Câncer (INCA), este ano cerca de 18 mil mulheres vão sofrer deste mal no Estado; sendo que a doença deve atingir 5.600 pacientes em Salvador.

Segundo a ginecologista Luciana Pitta, ginecologista da clínica CAM, embora a doença tenha vários fatores de risco – alguns dos principais estão associados às baixas condições sócio-econômicas, ao início precoce da atividade sexual, à multiplicidade de parceiros sexuais, ao tabagismo, à higiene íntima inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos orais -, esta é uma doença que tem 100% de cura, quando identificada precocemente.

A principal estratégia utilizada para detecção precoce do câncer no Brasil é através da realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (conhecido popularmente como exame de Papanicolaou).

A luta para levar a informação para um maior número de mulheres mobiliza o país no próximo dia 8 de abril, quando acontece o “Dia Mundial de Combate ao Câncer”. Em Salvador várias atividades estão programadas. 

 No dia 8, na sede da clínica CAM, no Itaigara, haverá uma palestra gratuita e aberta ao público sobre “Prevenção do câncer ginecológico e suas repercussões psicológicas”, proferida pelas médicas Luciana Pitta e Neide Scaldaferri.

Sobre a prevenção, Pitta alerta para o uso de preservativos, evitando assim, o contágio pelo vírus do papiloma humano (HPV), pois o vírus tem papel importante no desenvolvimento da neoplasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. Este vírus está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero.

O exame preventivo do câncer do colo do útero (exame de Papanicolaou) consiste na coleta de material citológico do colo do útero e as mulheres grávidas também podem realizar o exame. “Para não comprometer o resultado, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Além disto, o exame não deve ser feito no período menstrual”, alerta a especialista. As pessoas que desejam participar dos eventos da CAM devem ligar para o número (71)3183-3307 e procurar Daniele.

Quase um terço dos cânceres podem ser evitados com vida saudável

Cerca de 30% dos casos de câncer no Brasil poderia ser evitada. É o que afirma um estudo do World Cancer Research Fund International (WCRF International) – Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer – em parceria com o American Institute for Cancer Research (AICR) – Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer – divulgado hoje.

De acordo com a pesquisa, 11 tipos de cânceres seriam evitados se as pessoas  fizessem mais exercícios, controlassem o peso e tivessem uma dieta saudável. Os tipos de cânceres estudados foram: boca, laringe e faringe – considerado como uma única categoria -; esôfago, pulmão, estômago, pâncreas, vesícula biliar, cólon, fígado, mama, endométrio (mucosa uterina) e rim.

Ainda de acordo com os cientistas, o maior impacto de uma vida mais regrada e saudável seria na prevenção do câncer de mama, que é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, 49 mil novos casos de câncer de mama devem ser registrados no País neste ano. O que significa, conforme a pesquisa, que quase 14 mil casos poderiam ser prevenidos.

A mesma pesquisa afirma que o número de mortes por câncer deve dobrar nos próximos 40 anos e o principal motivo, segundo o WCRF, é a obesidade. “Estamos preocupados com o país (Grã-Bretanha), mas também com Egito, México, Brasil e países do Oriente Médio”, disse Michael Marmot, da University College London, ao jornal The Observer.

Os dados dos estudos foram publicados pela BBC Brasil. Confira as reportagens completas aqui e aqui.