Consultas e exames gratuitos para advogadas, estagiárias e esposas de advogados

ibirapueraA Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) dá início no dia 13 de outubro a mais uma edição da Campanha de Saúde da Advogada, que visa a prevenir doenças tipicamente femininas, como câncer de mama, câncer de colo do útero e osteoporose.

As advogadas poderão fazer exames de papanicolaou, papanicolaou, ce densitometria óssea; submeter-se a consulta com ginecologista e, se necessário, passar por exames complementares. A relação de médicos e laboratórios referenciados está sendo definida e será publicada no site da CAASP (www.caasp.org.br). As guias deverão ser retiradas na sede da CAASP,em suas Regionais e Espaços ou nas subseções da OAB-SP.

A exemplo das edições anteriores, a campanha será aberta a advogadas e estagiárias inscritas na OAB-SP e em dia com sua anuidade, bem como às esposas dos advogados nas mesmas condições. Os procedimentos serão parcialmente subsidiados pela Caixa de Assistência.

A todas as participantes será oferecido um pacote médico com os procedimentos adequados a cada faixa etária. Segundo o diretor da Área Médica da Caixa de Assistência, Jairo Haber, “o rol de exames disponibilizados, bem como sua aplicação por faixas etárias, segue rigorosa orientação de médicos ginecologistas”.

CALENDÁRIO
Exames laboratoriais: de 13 de outubro a 7 de novembro
Consultas: até 21 de novembro
Exames complementares: até 5 de dezembro

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Mitos e verdades sobre infertilidade

garota pensandoSegundo a European Society of Human Reproduction and Embriology (E.S.H.R.E.) a definição geral de infertilidade é a diminuição da capacidade de conceber em relação à população geral.

Especialistas revelam que a infertilidade conjugal é uma situação que atinge cerca de 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Para se ter dimensão do problema, isso significa que um a cada 5 ou 6 casais vai ter dificuldade para engravidar. Mas atualmente é possível reverter vários destes casos com os recursos avançados disponíveis nos Centros de Reprodução Humana.

O especialista em Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana dr. José Geraldo Caldeira relata que grande parte dos casais ainda chega com muitas dúvidas sobre infertilidade no consultório e esclarece os principais mitos:

Tratamentos contra infertilidade sempre geram gêmeos?
Mito. A taxa de gemelares acontece em 20% dos casos.

Mulher com útero invertido tem mais dificuldade para engravidar?
Mito. Não se trata de uma anormalidade, mas sim uma característica natural, já que a grande maioria das mulheres não apresenta sintoma/problema algum., o que ajuda muito nessa situação, é a orientação do ginecologista para adotar mudanças de posição após as relações com o objetivo de evitar perda do semem , o que pode reduzir as chances de engravidar.

Existem casos em que mesmo com os tratamentos adequados a mulher não consegue engravidar?
Verdade. Pesquisas mostram que 10% dos casos de infertilidade são indeterminadas e em alguns casos, não é possível gerar um bebê.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

Relações sexuais nos dias da ovulação resultam sempre em gestação?
Mito. Mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, apenas 20% das mulheres irão engravidar. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

É preciso ter os dois ovários e as duas trompas para engravidar?
Mito. É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa.

Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter maior dificuldade de engravidar?
Verdade. Atletas de alta performance que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de períodos menstruais. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter a menstruação regularmente. A experiência aconselha, de todo modo, que as mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados.

Mulheres que possuem ovário policístico não conseguem engravidar?
Mito. As mulheres com ovário policístico não ovulam todo mês (têm dificuldade de ovulação), por isso é mais difícil engravidar. No entanto, não é impossível como essa disfunção está ligada ao metabolismo, o médico sugere que as mulheres com esse problema tentem ajustar seu peso com dietas e práticas de exercícios físicos. Existe ainda a opção por medicamento.

Durante o tratamento contra a infertilidade, sexo deve ser evitado ou controlado?
Falso. O contato íntimo entre o casal está liberado, levar uma vida afetiva normal ajuda a relaxar e alcançar com maior tranqüilidade o objetivo da maternidade. O sexo deve ser suspenso apenas caso o médico prescreva formalmente.

Mulheres com idade avançada têm mais dificuldade para engravidar?
Verdade. Há um aumento na probabilidade de síndromes genéticas como por exemplo, Síndrome de Down. Chegada aos 37 anos a mulher inicia uma nova etapa cronológica em sua vida e a produção da quantidade e qualidade dos óvulos cai. Por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos. Mulheres com idade acima da citada devem tentar engravidar por um pouco mais de tempo que as mais jovens, por volta de 1 ano e 6 meses, caso isso não ocorra espontaneamente é recomendável que a mulher procure um Centro de Reprodução Humana para realizar uma investigação mais detalhada.

A mulher que provoca um aborto pode reduzir as chances de engravidar novamente?
Depende. Mito: se o aborto for realizado em condição de higiene e segurança com a presença de profissionais qualificados ele não provocará outros desdobramentos. Abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação não apresentam risco à mulher, já que a anatomia do útero permanece completa. Verdade: se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como por exemplo: lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

O uso de “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade feminina?
Mito. A pílula do dia seguinte não é 100% eficaz e a gravidez pode ocorrer mesmo após o seu uso. Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergências.

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade?
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.

Indicações para parto normal e cesariana

grávidaEssa dúvida é bastante comum para a maioria das mulheres grávidas: qual é o melhor parto? Atualmente, quase 85% dos partos na rede privada e 31% da rede pública são cesarianas. Mas quais são os benefícios e quando são indicados esses tipos de parto?

Ainda hoje, algumas mulheres optam pelo parto natural – que é basicamente quando o médico simplesmente acompanha o parto, sem intervenções – como anestesias, induções ou rompimento artificial da bolsa. Neste caso, o ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e, para alívio das dores, são utilizadas técnicas de respiração e relaxamento. A principal desvantagem desse processo é que pode levar várias horas.

Por outro lado, o parto normal pode ter intervenções do obstetra, acelerando o trabalho de parto e aliviando as dores com anestesia, mas sem prejudicar a mãe, o bebê ou a evolução do trabalho de parto. “A vantagem em relação à cesárea é a recuperação pós-parto é mais rápida”, explica o Dr. Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano. Além disso, há menor chance de infecções e hemorragias.

Tanto o parto normal sem anestesia quanto o natural pode ser realizado na posição em que a mulher julgar mais confortável: em pé, de cócoras ou até mesmo dentro d’água.

Quando optar pela cesárea?
A cesárea deve ser uma opção sempre que o risco do parto vaginal for maior do que pela cesariana. “Isso pode ocorrer em situações clínicas ou obstétricas que aumentem o risco para a mãe ou bebê, como por exemplo, em caso de desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecções, gestantes diabéticas, hipertensas ou posição desfavorável do bebê”, diz o Dr. Ogeda.

Os médicos também podem optar pelo procedimento cirúrgico quando um trabalho de parto não progredir naturalmente. Nestes casos, as possibilidades de complicações são maiores, por se tratar de uma cirurgia de emergência.

A mulher normalmente recebe anestesia intradural – algumas vezes até geral. Em seguida, o médico fará um corte de aproximadamente 10 centímetros acima dos pêlos pubianos, por onde retirará o bebê e removerá a placenta. “Neste caso, a recuperação da mulher é mais lenta e a dor deve ser controlada com analgésicos. Além disso, há maior risco de infecção e de o bebê apresentar problemas transitórios”, conta o dr. Ogeda.

Importância do pré-natal
Um bom acompanhamento pré-natal permite que o médico saiba de antemão possíveis problemas que podem obrigar à realização de uma cesariana. Alguns exemplos são quando a mãe sofre de pressão alta ou se é diabética. “Vale frisar que o melhor parto é aquele que traz o maior benefício para a mãe e para o bebê”, diz o dr. Edílson Ogeda.

Papanicolau e mamografia rápidos e gratuitos até amanhã

Até 17 de junho (quarta-feira), uma carreta do Hospital do Câncer de Barretos realizará exames gratuitos de papanicolau (para mulheres acima de 14 anos) e mamografia (para mulheres acima de 40 anos), das 8 às 17 horas, no Estádio do Morumbi – acesso pelo portão 1, das 8 h às 17 h.

Para realizar os exames é necessário apresentar RG, CPF e, se houver, comprovante de residência. O resultado será enviado por correio no prazo de 15 a 20 dias.

A ação faz parte de uma parceria entre o Hospital de Câncer de Barretos e o São Paulo Futebol Clube para uma campanha de prevenção contra o HPV, responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero, doença que atinge principalmente mulheres entre 15 e 25 anos.

O acordo possibilitará também arrecadar fundos para o Hospital de Câncer de Barretos. As camisas usadas pela equipe do SPFC no jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, no dia 18 de junho, no Morumbi, serão leiloadas, logo após a partida e toda renda arrecadada irá para a instituição.

Endometriose atinge de 10% a 15% das mulheres

Sentir dor durante a relação sexual, sofrer mensalmente com fortes cólicas menstruais e ter dificuldade para engravidar são sintomas clássicos da endometriose – doença que afeta entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e que é caracterizada pela presença do tecido endometrial (aquele que reveste o útero) fora da cavidade uterina. Agora, sentir ardência e dificuldade na hora de urinar, vontade constante de ir ao banheiro e sensação de bexiga cheia podem parecer sintomas clássicos de uma infecção urinária comum, mas também podem indicar que a endometriose afetou as vias urinárias.

De acordo com o urologista Rafael Mamprin Stopiglia, membro do grupo de oncologia urológica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), as complicações das vias urinárias aparecem em cerca de 1% a 2% das mulheres que sofrem com endometriose. “Nesses casos, a doença deixa de ser tratada pelo ginecologista e passa a ser acompanhada pelo urologista”, afirmou Stopiglia.

Segundo Stopiglia, quando o tecido do endométrio migra para fora do útero ele costuma grudar em outros órgãos (como bexiga, intestino ou no alto da vagina). Quando a mulher menstrua, esse tecido sofre uma ação hormonal provocada pelo estrógeno (principal hormônio feminino) e fica inflamado, causando dores fortes no período. “A gente chama de metástase porque, nesses casos, a endometriose se comporta como uma metástase tumoral. Ela sai do local de origem e ofende o local em que se instala. Essa metástase não é maligna, mas se compara a um tumor”, afirma.

Entre o aparecimento dos primeiros sintomas da doença até o diagnóstico correto de endometriose podem passar anos e o problema ir se agravando. Há vários tipos de tratamento, entre eles estão o uso de anticoncepcional para regular a menstruação, o bloqueio dos hormônios femininos e, em casos mais graves, a cirurgia. Quanto mais cedo o problema é detectado, menos agressivo é o tratamento.

80% das adolescentes grávidas se alimentam mal

miojoUm levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos, indicou também que apenas 10% conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio.

Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os salgadinhos industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata frita.

Segundo Marta Del Porto Pereira, nutricionista do ambulatório, esses problemas alimentares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo até mesmo na sua formação e no ganho de peso”, disse.

De acordo com a nutricionista, é preocupante o fato de não ocorrerem mudanças na alimentação, apesar de toda a orientação que elas recebem durante o pré-natal. “As jovens de uma maneira geral não medem as consequências de que o que elas fazem hoje de errado vai refletir amanhã diretamente no bebê. Mudar esses hábitos e essa visão é uma tarefa muito complicada”, alertou.

A Secretaria da Saúde destaca que durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período.

Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.

Mais informações: http://www.saude.sp.gov.br/

Notícia públicada no site da Agência Fapesp

Muito exercício pode prejudicar fertilidade

fitnessQuando a mulher recorre ao tratamento de fertilização assistida, muitos aspectos da saúde são importantes para que haja sucesso. Porém, muitas são as que pensam somente no aspecto clínico do tratamento, como os exames a serem realizados. O que algumas mulheres esquecem é que o condicionamento físico e a boa forma são requisitos indispensáveis para o sucesso do tratamento.O exercício físico pode ser benéfico para a fertilidade caso a mulher esteja com sobrepeso; nesses casos é recomendada a prática de exercícios aeróbicos, como caminhadas, natação, dentre outros.

Em contrapartida, estar abaixo do peso ideal é fator comprometedor da fertilidade feminina; a recomendação então é a prática de exercícios anaeróbicos como a musculação.

Mesmo com peso ideal é preciso reforçar outros benefícios dos exercícios de um modo geral, como a proteção cardiovascular, prevenção da osteoporose, dentre outros.

O médico Vinícius Medina Lopes, especialista em reprodução humana, do Instituto Verhum, alerta as mulheres sobre os riscos do excesso de atividades físicas. “Realizar exercícios por um período prolongado, principalmente acima de quatro horas diárias, interfere na secreção de hormônios do sistema nervoso central, o que pode diminuir a fertilidade.”

Durante o tratamento de reprodução assistida, atividades físicas extenuantes não são recomendados, por provocarem um possível processo de torção. “Caso isso aconteça, a cirurgia é o método adequado, porém há casos em ocorre a necrose. Ocorrendo, poderá haver a necessidade de uma intervenção mais abrangente com a retirada dos ovários”, esclarece o médico.

Exercícios moderados e realizados de forma prazerosa são suficientes para um bom condicionamento físicos.