Drenagem linfática durante a gestação

grávidaDurante a gestação, alguns fatores como o útero pressionando as veias, o aumento da progesterona e o sedentarismo facilitam o excesso de acúmulo de líquido no organismo da mulher. Eles causam sintomas de cansaço, sensação de pernas pesadas e pés inchados. A drenagem linfática manual pode ajudar a reduzir esse acúmulo de líquidos.

Essa técnica ajuda na redução do excesso de líquido, eliminando também dejetos provenientes do metabolismo celular. Desta forma, a drenagem desintoxica o corpo da gestante.

Além do efeito drenante, que restabelece uma circulação correta, essa atividade também estimula o sistema imunológico, melhorando a defesa do organismo.

É muito importante ressaltar que a drenagem deve ser realizada por um fisioterapeuta ou por um profissional com conhecimentos da anatomia e fisiologia, pois se realizada de forma errada, além de não surtir efeito, pode provocar hematomas e piorar o inchaço do corpo.

As informações são da Dra. Tânia Antonialli, especialista em fisioterapia dermato-funcional pelo Conselho Brasileiro Cultural e Cientifico de Fisioterapia (CBF), e em saúde da mulher no climatério pela USP.

Anúncios

Estudo aponta a mulher que pode desenvolver hipertensão gestacional

A mulher do novo milênio tem prioridades bem diferentes da mulher do passado. Primeiro se posiciona no mercado de trabalho para depois engravidar, na maioria das vezes, tardiamente, aumentando as chances da manifestação de alguns problemas de saúde.

Porém, as mulheres contam com recursos avançados e seguros que podem determinar a predisposição da hipertensão gestacional e com isso, preveni-la de forma eficaz, resultando em segura gravidez.

Isso tudo é parte da conclusão de uma pesquisa realizada no Hospital e Maternidade Santa Joana, a partir de um levantamento inédito com 35 gestantes com pré-eclâmpsia.

A pesquisa detectou marcadores bioquímicos maternos, encontrados na urina e no sangue, que podem prever se o quadro hipertensivo gestacional poderá evoluir para tal doença, cuja manifestação é silenciosa. Trata-se de uma das mais comuns intercorrências clínicas do período, que ocorre em cerca de 5 a 7% das gestações e contribui para a morbidade materna e fetal que quando não tratada leva a morte cerca de 20% das mulheres, segundo dados do DATASUS.

O objetivo do trabalho foi avaliar a associação de marcadores bioquímicos com qualquer estado clínico e funcional de pacientes com pré-eclâmpsia como forma de antever a doença em futuros casos. “Tal descoberta permite ao médico mudar o curso da gestação e adotar cuidados especiais como exames subsidiários da medicina fetal como restrição rígida para o controle de peso, dieta sem sal durante a gravidez, afastamento do trabalho nas últimas 6 semanas de gestação, exercícios adequados e maior atenção nutricional que possibilita evolução saudável da gravidez até o nascimento do bebê”, explica o ginecologista e obstetra Alberto D´Auria.

“É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão arterial na gravidez têm como causa a pré-eclampsia e a eclampsia. O maior risco de haver um agravamento da hipertensão com eliminação de proteína na urina que comumente acontece à partir da 20 semana. O fato de antever este tipo de ocorrência, faz muita diferença na adoção de uma conduta médica preventiva, segura e eficaz”, diz o especialista.

“Ainda não sabemos qual é o motivo do surgimento da pré-eclâmpsia, mas o futuro da medicina e das grávidas do terceiro milênio está amparado em marcadores. Com eles podemos prever complicações de saúde da mãe e do bebê muito antes que se tornem uma realidade. É o melhor caminho para garantir uma gestação tranqüila e segura”, completa o D´Auria.

O trabalho foi realizado com gestantes com pré-eclâmpsia de setembro de 2007 a agosto de 2008. No momento de admissão foram colhidas amostras de urina para medir as concentrações de 8 – isoprostane (prostaglandina), do fator de crescimento placentário (PlGF) e de amostras de plasma para análise bioquímica. A pré-eclâmpsia é definida como um aumento da pressão arterial após 20 semanas de gestação com presença de proteínas na urina. O quadro pode ser transitório, quando há a ausência das proteínas na urina e a pré-eclâmpsia passa a ser considerada com a manifestação do aumento da pressão arterial, acompanhada de sintomas clínicos (cefaléia, dor abdominal, escotomas, baixa de plaquetas ou de valores elevados de enzimas do fígado). Os pacientes foram estudados aleatoriamente em dois grupos de acordo com a duração da gravidez, com menos e mais de 34 semanas de gestação.

“A mulher do terceiro milênio prioriza outras necessidades como realização profissional e estabilidade financeira antes de engravidar e se programa para que sua primeira gestação aconteça com idade média de 35 anos.

A maior incidência da doença acontece em mulheres que engravidam com idade mais avançada, além de histórico familiar de diabetes e pressão alta. Porém, as mulheres que têm pressão normal e sem histórico também podem ser acometidas”, esclarece D´Auria..

É importante que toda gestante faça o pré-natal completo e que o especialista possa acompanhar de perto o caso de cada paciente e indicar a realização do exame para diagnóstico precoce, caso necessário. A detecção de qualquer risco implicaria atenção especializada, com exame/avaliação e seguimentos adicionais e, se necessário, a referência da atenção básica para um serviço de nível mais complexo.

Importante destacar que o risco e a necessidade de referência para centros mais especializados deverão ser constantemente avaliados. Na ausência de risco, o acompanhamento pré-natal deverá seguir as recomendações para a atenção básica na assistência pré-natal.

O que é pré-elâmpsia?
Pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas. Os especialistas acreditam que seja causado por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero, além de fatores genéticos , dietéticos ou imunológicos. Se a pré-eclâmpsia for detectada, a gestante precisará medir a pressão arterial com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína e de sangue. Outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se a pressão subir muito, é recomendável a internação e administração de remédios para controlar a pressão (que não prejudicarão o bebê). O bebê também será monitorado, e a qualquer sinal de que ele não esteja crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda que o estado da mãe piore, o médico optará pela realização do parto. Após o nascimento do bebê o quadro de saúde da mulher é naturalmente normalizado.

Mitos e verdades sobre infertilidade

garota pensandoSegundo a European Society of Human Reproduction and Embriology (E.S.H.R.E.) a definição geral de infertilidade é a diminuição da capacidade de conceber em relação à população geral.

Especialistas revelam que a infertilidade conjugal é uma situação que atinge cerca de 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Para se ter dimensão do problema, isso significa que um a cada 5 ou 6 casais vai ter dificuldade para engravidar. Mas atualmente é possível reverter vários destes casos com os recursos avançados disponíveis nos Centros de Reprodução Humana.

O especialista em Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana dr. José Geraldo Caldeira relata que grande parte dos casais ainda chega com muitas dúvidas sobre infertilidade no consultório e esclarece os principais mitos:

Tratamentos contra infertilidade sempre geram gêmeos?
Mito. A taxa de gemelares acontece em 20% dos casos.

Mulher com útero invertido tem mais dificuldade para engravidar?
Mito. Não se trata de uma anormalidade, mas sim uma característica natural, já que a grande maioria das mulheres não apresenta sintoma/problema algum., o que ajuda muito nessa situação, é a orientação do ginecologista para adotar mudanças de posição após as relações com o objetivo de evitar perda do semem , o que pode reduzir as chances de engravidar.

Existem casos em que mesmo com os tratamentos adequados a mulher não consegue engravidar?
Verdade. Pesquisas mostram que 10% dos casos de infertilidade são indeterminadas e em alguns casos, não é possível gerar um bebê.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

Relações sexuais nos dias da ovulação resultam sempre em gestação?
Mito. Mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, apenas 20% das mulheres irão engravidar. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

É preciso ter os dois ovários e as duas trompas para engravidar?
Mito. É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa.

Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter maior dificuldade de engravidar?
Verdade. Atletas de alta performance que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de períodos menstruais. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter a menstruação regularmente. A experiência aconselha, de todo modo, que as mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados.

Mulheres que possuem ovário policístico não conseguem engravidar?
Mito. As mulheres com ovário policístico não ovulam todo mês (têm dificuldade de ovulação), por isso é mais difícil engravidar. No entanto, não é impossível como essa disfunção está ligada ao metabolismo, o médico sugere que as mulheres com esse problema tentem ajustar seu peso com dietas e práticas de exercícios físicos. Existe ainda a opção por medicamento.

Durante o tratamento contra a infertilidade, sexo deve ser evitado ou controlado?
Falso. O contato íntimo entre o casal está liberado, levar uma vida afetiva normal ajuda a relaxar e alcançar com maior tranqüilidade o objetivo da maternidade. O sexo deve ser suspenso apenas caso o médico prescreva formalmente.

Mulheres com idade avançada têm mais dificuldade para engravidar?
Verdade. Há um aumento na probabilidade de síndromes genéticas como por exemplo, Síndrome de Down. Chegada aos 37 anos a mulher inicia uma nova etapa cronológica em sua vida e a produção da quantidade e qualidade dos óvulos cai. Por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos. Mulheres com idade acima da citada devem tentar engravidar por um pouco mais de tempo que as mais jovens, por volta de 1 ano e 6 meses, caso isso não ocorra espontaneamente é recomendável que a mulher procure um Centro de Reprodução Humana para realizar uma investigação mais detalhada.

A mulher que provoca um aborto pode reduzir as chances de engravidar novamente?
Depende. Mito: se o aborto for realizado em condição de higiene e segurança com a presença de profissionais qualificados ele não provocará outros desdobramentos. Abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação não apresentam risco à mulher, já que a anatomia do útero permanece completa. Verdade: se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como por exemplo: lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

O uso de “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade feminina?
Mito. A pílula do dia seguinte não é 100% eficaz e a gravidez pode ocorrer mesmo após o seu uso. Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergências.

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade?
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.

Antidepressivos na gravidez podem causar problemas no coração do bebê

fetoUm estudo recém-publicado pelo British Medical Journal revela que o uso de antidepressivos na gravidez aumenta o risco de defeitos no coração no bebê. O estudo analisou 400 mil crianças dinamarquesas nascidas entre 1996 e 2003 e a relação entre a prevalência de malformações congênitas e o uso pela mãe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez. Os antidepressivos citalopram e sertralina na gravidez aumentaram a chance de defeitos no septo cardíaco, parede que separa o lado direito do lado esquerdo do coração. Esse efeito não foi observado entre outros antidepressivos da mesma classe como a fluoxetina e a paroxetina.

O risco desse tipo de malformação entre as crianças que não foram expostas à medicação foi de 0.5% comparado à chance de 0.9% das que foram expostas à medicação e de 2.2% no caso de exposição a mais de um tipo de antidepressivo. Pode-se dizer que uma em cada 246 crianças apresentará defeitos no septo cardíaco quando a mãe faz uso de antidepressivo na gravidez. Esse risco é quatro vezes maior quando o uso foi de mais de um tipo de antidepressivo: uma em cada 62 crianças é acometida.

Cerca de um quinto das mulheres apresenta depressão durante a gravidez e a decisão de tratamento com medicações deve ser pautada pelos potencias riscos de malformações no feto. Até o ano de 2005, uma série de estudos indicava que o uso de antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez não trazia riscos ao bebê. Entretanto, novos estudos têm demonstrado um discreto aumento da prevalência de malformações congênitas, sendo que o atual estudo revelou que esse risco só é aumentado no caso de defeitos do septo cardíaco. O risco absoluto é considerado baixo, mas deve ser visto como um importante fator na decisão do tratamento antidepressivo das mulheres grávidas. Devem também ser consideradas as conseqüências à mãe e ao feto de uma depressão não tratada.

*Por Dr. Ricardo Teixeira – Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico em saúde. É também titular do Blog “ConsCiência no Dia-a-Dia” – www.consciencianodiaadia.com

Gripe A: Gestantes devem ter cuidados especiais

Os infectologistas ainda não sabem ao certo por quais motivos as mulheres gestantes são mais vulneráveis ao vírus H1N1, causador da gripe A, porém este grupo populacional passa a exigir maior atenção das autoridades de saúde.

O governo de São Paulo vai limitar o trabalho das gestantes nas escolas e hospitais da rede pública do Estado por causa da gripe A , com o principal objetivo de restringir o contato delas com o público.

Para o setor privado esta medida é uma recomendação, e para auxiliar as pessoas que tem uma mulher gestante na família ou no trabalho, o Inbravisa – Instituto Brasleiro de Auditoria em Vigilância Sanitária recomenda que:

– Antes de ter qualquer contato com uma gestante lave as mãos e passe álcool em gel;

– As gestantes devem evitar locais de aglomeração e se forem a estes locais devem usar máscaras;

– Um frasco de álcool em gel passa a ser indispensável na bolsa de uma gestante;

– Caso a gestante apresente qualquer sintoma de gripe , deverá ser levada imediatamente ao serviço médico para avaliação.

Indicações para parto normal e cesariana

grávidaEssa dúvida é bastante comum para a maioria das mulheres grávidas: qual é o melhor parto? Atualmente, quase 85% dos partos na rede privada e 31% da rede pública são cesarianas. Mas quais são os benefícios e quando são indicados esses tipos de parto?

Ainda hoje, algumas mulheres optam pelo parto natural – que é basicamente quando o médico simplesmente acompanha o parto, sem intervenções – como anestesias, induções ou rompimento artificial da bolsa. Neste caso, o ritmo e o tempo da mulher e do bebê são respeitados e, para alívio das dores, são utilizadas técnicas de respiração e relaxamento. A principal desvantagem desse processo é que pode levar várias horas.

Por outro lado, o parto normal pode ter intervenções do obstetra, acelerando o trabalho de parto e aliviando as dores com anestesia, mas sem prejudicar a mãe, o bebê ou a evolução do trabalho de parto. “A vantagem em relação à cesárea é a recuperação pós-parto é mais rápida”, explica o Dr. Edílson Ogeda, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano. Além disso, há menor chance de infecções e hemorragias.

Tanto o parto normal sem anestesia quanto o natural pode ser realizado na posição em que a mulher julgar mais confortável: em pé, de cócoras ou até mesmo dentro d’água.

Quando optar pela cesárea?
A cesárea deve ser uma opção sempre que o risco do parto vaginal for maior do que pela cesariana. “Isso pode ocorrer em situações clínicas ou obstétricas que aumentem o risco para a mãe ou bebê, como por exemplo, em caso de desproporção do tamanho do bebê em relação à pelve, infecções, gestantes diabéticas, hipertensas ou posição desfavorável do bebê”, diz o Dr. Ogeda.

Os médicos também podem optar pelo procedimento cirúrgico quando um trabalho de parto não progredir naturalmente. Nestes casos, as possibilidades de complicações são maiores, por se tratar de uma cirurgia de emergência.

A mulher normalmente recebe anestesia intradural – algumas vezes até geral. Em seguida, o médico fará um corte de aproximadamente 10 centímetros acima dos pêlos pubianos, por onde retirará o bebê e removerá a placenta. “Neste caso, a recuperação da mulher é mais lenta e a dor deve ser controlada com analgésicos. Além disso, há maior risco de infecção e de o bebê apresentar problemas transitórios”, conta o dr. Ogeda.

Importância do pré-natal
Um bom acompanhamento pré-natal permite que o médico saiba de antemão possíveis problemas que podem obrigar à realização de uma cesariana. Alguns exemplos são quando a mãe sofre de pressão alta ou se é diabética. “Vale frisar que o melhor parto é aquele que traz o maior benefício para a mãe e para o bebê”, diz o dr. Edílson Ogeda.

As regras são claras para plástica no pós-parto

mulher - praiaTer o corpo de antes da gestação, e quem sabe melhor, é o desejo da maior parte das mulheres. Para aquelas que tem na genética uma aliada e que levam a sério as orientações nutricionais durante a gravidez – em especial a de engordar 1 quilo por mês, a recuperação da silhueta ocorre em um período de 3 a 6 meses, especialmente quando amamentam.

Mas, para a maioria, o processo pode ser um pouco mais longo. “E comum receber pacientes que desejam lançar mão da plástica pouco tempo após o parto. Ocorre que nessa fase o corpo passa por importantes transformações hormonais e adaptações orgânicas”, explica Dr. Wandler de Pádua, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O especialista é emblemático: a cirurgia deve ser realizada, no mínimo, entre 8 e 12 meses do nascimento do bebê, mesmo assim, se a paciente já estiver dentro de um peso próximo do ideal. “Vale sempre lembrar que plástica não é recurso para emagrecimento, mas sim, para propiciar maior harmonia estética”, comenta o médico. “E mais: a demanda deve partir sempre da própria paciente e não, de terceiros, como companheiro ou amigas”, complementa.

Entre os procedimentos mais procurados no pós-parto está a correção da mama, que pode apresentar flacidez por conta do grande aumento e diminuição de tamanho em um curto espaço de tempo. Além de corrigir a incômoda sensação de “queda”, os cirurgiões recebem com freqüência mulheres que querem realizar implante de silicone após experimentar volume maior dos seios. Esse é o caso da apresentadora Xuxa e de várias outras celebridades. “A plástica de mama deverá ser realizada aproximadamente 3 meses após o termino da amamentação”, esclarece o médico.

No quesito abdome, as gordurinhas localizadas podem ser enxugadas com a lipoaspiração. Já a flacidez, demanda a abdominoplastia – seja a versão clássica ou a chamada “mini”. Dr. Wandler ressalta que ao optar por qualquer procedimento, a paciente deve estar preparada também para o período pós-cirúrgico. “Em alguns casos, ela vai necessitar de repouso e cuidados especiais, como drenagem linfática. Uma cirurgia de mama, por exemplo, pede de 6 a 8 semanas sem levantar peso. Com um bebê em casa, isso pode ser um desafio”, explica.

Na prática do dia-a-dia, o médico faz sempre questão de ressaltar que embora a imagem pessoal seja importante para o bem-estar da mulher, ela deve vivenciar intensamente os primeiros meses de vida da criança. “Mãe e bebê necessitam de convivência, interação e trocas – aspectos fundamentais para a saúde de ambos. Por vezes é melhor aguardar um pouco mais para cirurgia plástica”, aconselha.