Tudo sobre varizes

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), Ivanésio Merlo respondeu algumas perguntas sobre varizes especialmente para o blog para você tirar todas as dúvidas sobre o tema.

O que são varizes?
Varizes são veias permanentemente dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea, especialmente nos membros inferiores (pés, pernas e coxas)

Como elas se formam e como se desenvolvem?
As veias dos membros inferiores têm estruturas delicadas e resistentes, chamadas válvulas venosas, cuja função é segmentar a pressão exercida pelo sangue quando o indivíduo está de pé e direcionar o sangue para o coração. Problemas no funcionamento dessas válvulas e na constituição genética das paredes venosas estão entre as principais causas da formação das varizes. O componente hereditário é muito importante. Para quem nasce com propensão a varizes, alguns fatores podem desencadear o aparecimento da doença varicosa, tais como: ficar de pé ou sentado por períodos prolongados, obesidade, pés planos e gravidez

Quem tem varizes?
Geralmente o indivíduo nasce com predisposição à doença varicosa. Ou seja, filhos de pais varicosos têm mais chance de apresentar varizes. Entretanto, não há ainda medida percentual para esse fator hereditário. Na maioria dos estudos epidemiológicos, a mulher apresenta maior predisposição ao problema e isso pode ser atribuído aos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona, além da própria condição gestacional

Existe mais de um tipo?
As varizes podem ser divididas em três grupos principais: as microvarizes, as varizes de médio calibre e as de grosso calibre. Cada tipo varicoso exige um tratamento específico a ser definido pelo especialista

Quais os sintomas?
Na posição de pé as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis, o que costuma incomodar muito por razões estéticas. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes, tais como: presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele; agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes chamam de “pequenos rios e seus afluentes”; queimação nas pernas; inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia; prurido ou coceira; cansaço ou sensação de fadiga nas pernas; sensação de peso nas pernas; “pernas inquietas” e câimbras, muitas vezes noturnas

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de varizes, em muitos casos, pode ser feito por simples inspeção visual. Por meio de exame físico e de algumas manobras, o médico pode verificar quais as veias estão comprometidas e se as safenas estão normais. Também é utilizada a ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler para mapear todos os segmentos varicosos e complementar o diagnóstico

Se não cuidadas podem causar complicações? Quais?
Algumas vezes as varizes dos membros inferiores são assintomáticas. Mas dependendo da quantidade e tipo das varizes elas podem evoluir para doenças graves, decorrentes da insuficiência venosa crônica como: inchação, escurecimento, eczema e úlcera varicosa. Além disso, é frequente o aparecimento de tromboflebites que podem culminar com desprendimento de coágulos para os pulmões e a consequente embolia pulmonar – muitas vezes fatal

Quais os tratamentos disponíveis?
Os tratamentos disponíveis são: tratamento clínico com medicamentos via oral e meias elásticas, tratamento das microvarizes com injeções esclerosantes e laser transdérmico e tratamento das varizes maiores com cirurgia convencional e com laser (endolaser). Em qualquer caso, o tratamento deve ser feito sempre pelo angiologista e cirurgião vascular, médico especialista em doenças vasculares

Existe uma forma de prevenir?
Não existem medidas preventivas objetivas. Se o individuo tem predisposição genética fica difícil indicar formas de prevenção. Sabe-se que trabalhar de pé por muitas horas diariamente, para aqueles que têm predisposição, é um fator acelerador, assim como o número de gestações, obesidade, idade, etc. Não há evidências significativas para se dizer que sapatos de saltos altos provocam varizes

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Cuidar da flora intestinal evita a celulite

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

Informações do médico cirurgião do aparelho digestivo Carlos A. Sabbag (CRM-PR 9950)

Novo site sobre saúde da pele

A Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD-SP) está lançando seu portal na Internet. O novo site traz informações e orientações sobre as questões que envolvem a especialidade, tanto para o público leigo como para médicos.

O novo website também traz notícias (Dermatologia na Mídia), bem como agenda de eventos nacionais e internacionais, cursos na sede e um canal para busca do dermatologista, por nome ou cidade.

O endereço do novo site é www.sbd-sp.org.br.

10 perguntas e respostas sobre proteção solar

Com a chegada do verão, milhares de brasileiros correm para garantir o bronzeado e, em meio a praias e piscinas muitos esquecem que existe um vilão neste cenário: o câncer de pele.

Para driblar o problema sem deixar de curtir o sol, que oferece também benefícios à saúde, confira as respostas para as dúvidas mais comuns e os cuidados necessários para manter-se saudável durante e após o verão. As informações são da dermatologista Alessandra Nogueira

1. O que significa o valor do FPS?
FPS é a sigla para Fator de Proteção Solar e indica o grau de proteção da pele contra a queimadura solar. Um FPS 50, por exemplo, mostra que você está 50 vezes mais protegida contra os raios UVB, ou seja, precisa de 50 vezes mais radiação solar UVB para desencadear uma queimadura solar do que se não estivesse usando nada. Isso desde que seja aplicada a quantidade adequada de filtro solar.

2. Qual a diferença entre UVB e UVA? Os dois fazem mal à saúde?
A radiação UVA penetra profundamente na pele, não costuma ter sua intensidade alterada conforme a época do ano ou altitude de cada região e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento. Já os raios UVB são os causadores das queimaduras solares e mudam de intensidade conforme a estação e altitude, ganhando força no verão, em especial entre as 10h e 15h. O UVB está diretamente relacionado ao desenvolvimento de câncer de pele nas áreas corporais fotoexpostas.

3. O FPS protege apenas contra os raios ultravioletas do tipo B?
Sim. O FPS indica apenas o fator de proteção contra os raios UVB. O ideal é usar filtros de amplo espectro, ou seja, que também tenham proteção UVA, que deve ser no mínimo 1/3 do valor do FPS, segundo recomendações da Diretiva Européia, publicada em 2006.

4. Como sei que fator é ideal para proteger minha pele?
Um dermatologista é a pessoa mais indicada para fazer esta indicação com segurança.

5. E como proteger a pele sensível ou com doenças específicas relacionadas à exposição solar?
Peles nestas condições precisam de cuidados específicos. A indústria farmacêutica tem evoluído muito neste sentido, com o desenvolvimento de produtos indicados especialmente para quem sofre de dermatoses (problemas de pele) agravadas ou induzidas pela exposição solar.

6. Ficar na sombra me protege dos raios solares?
Parcialmente. Mesmo na sombra estamos expostos à radiação UVA, principal responsável pela perda de elasticidade da pele, manchas, rugas finas e profundas, características do tão temido fotoenvelhecimento. Para se ter uma idéia da potência dos raios UVA, eles penetram profundamente na pele, atravessam vidros e não são amenizados de acordo com a altitude do lugar, hora do dia ou estação do ano.

7. Existe um horário apropriado para expor-se ao sol?
Sim. Na praia ou piscina, antes das 10h e depois das 15h. Fora desse período, a radiação UVB é mais intensa, causa facilmente queimadura solar, manifestada por vermelhidão, bolhas e descamação na pele. Além disso, está associada ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pele no futuro. Vale lembrar que a exposição ao sol no período apropriado não dispensa o uso do protetor solar.

8. Quando devo usar protetor solar?
Diariamente. Estudos atuais demonstram os benefícios da fotoproteção diária, com filtros solares de amplo espectro, os quais previnem agressões da pele causadas pelo sol. Além disso, alguns locais refletem luz solar e potencializa a ação do sol, como a água; a neve (85%); superfícies pintadas de branco e asfalto (70%) e; areia branca, (25%).

Nos períodos de exposição mais intensa, como o verão, é necessário aplicar o protetor até mesmo nas partes do corpo cobertas por roupa, pois a radiação UV penetra em tecidos com trama larga e cores claras. Uma camiseta de malha branca seca, por exemplo, oferece proteção entre UPF 5 a 9 apenas.

9. Qual quantidade de protetor solar devo usar?
Para obter uma proteção eficiente, use 35g por aplicação, o equivalente a duas colheres de sopa cheias. Lembrando que o produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a, pelo menos, cada duas horas.

10. É exagero tomar todos esses cuidados em dias nublados?
Não. Em dias nublados, 80% da radiação solar atinge a Terra, ainda que você não perceba a ação do sol no corpo. Por isso, proteger-se é necessário sempre e o uso do protetor solar é indispensável.

Dicas para curtir o carnaval hidratada

carnavalNo verão o corpo pede água e no Carnaval a ingestão de líquidos os cuidados com a pele devem ser redobrados. A exposição aos raios solares é grande e a chance de ter problemas com desidratação e queimaduras de pele aumenta.

A nutricionista funcional Daniela Jobst recomenda uma alimentação especial para o feriado mais animado do País. Veja abaixo quais as dicas para aproveitar sem prejuízos este Carnaval.

Cuidados com a pele
Conheça os benefícios de nutrientes que auxiliam no cuidado com a pele e em quais alimentos podem ser encontrados. A nutricionista ressalta a importância do uso de filtro solar “a alimentação e a proteção exterior se complementam em defesa do corpo e do organismo”, comenta a nutricionista.

1. Ácido alfa lipóico – fator antiinflamatório, menor vermelhidão da pele (PPL pós-sol) e menos cicatrizes.

Alimentos – carnes de aves, grãos e óleos.

2. Apegenina – diminui risco de câncer de pele.

Alimentos – frutas e ervas – cereja, limão, maçã, tomate e brócolis

3. Beta caroteno – antioxidante para a pele, evita manchas pós-sol.

Alimentos – vegetais e frutas de forte tom amarelo/laranja e os vegetais de folhas verdes escuras.

Vegetais amarelos/laranja – cenoura, batatas-doce, abóbora, beterraba.

Frutas amarelo/laranja – melão, papaia, manga, carambola, nectarina, pêssego.

Vegetais de folhas verdes escuras – espinafre, brócolis, endívia, couve, chicória, escarola e agrião.

Outras boas fontes vegetais e frutas – aspargo, ervilha e ameixa.

4. Cacau – possui flavonóides, foto proteção e melhora da superfície da pele e hidratação.

5. Chá verde – antioxidante/ foto protetor contra radiação ultravioleta.

6. Genisteína – anti-carcinogênica para pele, aumenta enzimas antioxidantes.

Alimentos – soja.

7. Licopeno – antioxidante que, quando absorvido pelo organismo, ajuda a impedir e reparar os danos às células causados pelos radicais livres.

Alimentos – tomate, melancia, beterraba, pimentão.

8. Luteína e Zeaxatina – maior hidratação cutânea/ foto protetor/ proteção ocular.

Alimentos – milho e derivados de milho.

9. Romã – menos flacidez, menos rugas, antioxidante e foto protetor (potencializa a ação do protetor solar).

10. Vitamina E – Ação de filtro solar

Alimentos – óleos vegetais (amendoim, soja, palma, milho, girassol, etc.) e o gérmen de trigo. As nozes, as sementes, grãos inteiros e os vegetais de folhas verdes também fornecem vitamina E.

Cuidados com hidratação
Carnaval e verão pedem a ingestão de muito líquido. Conheça os benefícios de cada um e as melhores opções.

1. Água – hidrata com zero calorias

2. Água de coco – hidrata e alimenta com poucas calorias.

3. Chá gelado – hidrata e é antioxidante. Tem substãncias  antienvelhecimento, causado principalmente por exposição aos raios solares. Deve ser tomado sem adoçante, ou pode-se adoçar com adoçantes não artificiais. Não misture com limão que além de manchar a pele no sol, diminui a propriedade das catequinas.

4. Frutas – algumas contêm significativa quantidade de líquido como melancia e melão. Deve-se ingerir três porções ao dia.

5. Isotônicos – se for pular na folia por mais de 2 horas vale a pena, se não opte por outros líquidos devido às calorias.

6. Sucos – os sucos podem também alimentar, assim como a água de coco, mas contem mais calorias. Dê preferência aos naturais aos artificiais.

A nutricionista ainda recomenda refeições leves, mas bem coloridas, desta maneira você garante a ingestão de todos os nutrientes e não perde o pique.

Sintomas e tratamento para hanseníase

Considerada um dos principais problemas de saúde pública do País, a hanseníase atinge 52 mil pessoas por ano. A enfermidade, também conhecida como lepra, forçou o isolamento de muitos pacientes durante séculos. Hoje, a hanseníase tem cura e a Secretaria de Saúde e Defesa Civil, através do Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária (Ieds – Curupaiti), auxilia no tratamento de hansenianos.

O Brasil é o segundo País em número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia. É um problema muito sério. A hanseníase ainda é estigmatizada. Continuamos a batalhar para que os doentes iniciem seus tratamentos e continuem com suas atividades de rotina”, explica o dermatologista do Curupaiti, Francisco Reis Vianna.

A doença infecciosa, causada pelo bacilo de Mycobacterium leprae, afeta os nervos e a pele. A hanseníase não é hereditária e sua transmissão é feita pelas vias aéreas. A infecção acontece através do contato íntimo e diário. O contágio ocorre em condições sanitárias deficientes e de subnutrição.

Redução ou perda de sensibilidade a temperaturas e à dor; aparecimento de manchas pálidas, esbranquiçadas ou avermelhadas; dormência no corpo; aparecimento de inchaços no rosto, orelhas, mãos e cotovelos; e entupimento constante no nariz são indícios de que a pessoa pode estar contaminada pela doença.

“A transmissão é muito fácil. Uma pessoa doente, sem tratamento, pode contaminar de 50 a 70 cidadãos com um simples espirro. Mas quem está em tratamento, não transmite a enfermidade. Em menos de uma semana após o tratamento, o hanseniano está esterilizado”, afirma Francisco Reis Vianna.

O tratamento contra a hanseníase é realizado de acordo com o tipo da doença. Quando a enfermidade apresentar poucos bacilos, a cura é mais rápida e o tratamento consiste na ingestão de um comprido diário e uma dose mensal de remédios durante seis meses. O tipo do mal que possui muitos bacilos é tratado através do consumo de 12 doses do medicamento e, durante dois anos, dois outros remédios.

“O tratamento é 100% eficaz e os medicamentos podem ser obtidos gratuitamente em hospitais da rede estadual. A doença, se não tratada, causa mutilações, perda da visão e esterilidade. Essa era a história natural da hanseníase até a década de 40, quando não havia cura”, relata o dermatologista.

O Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária (Ieds), em Jacarepaguá, trata 75 hansenianos no ambulatório. A unidade atende ainda 365 pacientes, que não tomam mais remédios, e são moradores da colônia.

O verão e as doenças de pele

maoAlém de férias, calor e praia, o verão traz também o aumento de casos de doenças de pele. Para curtir a estação mais quente do ano sem estes problemas, o dermatologista Cesar Cuono, alerta: “Alguns cuidados como aplicação regular do filtro solar e dos repelentes são essenciais”.

O sol é a nossa maior fonte de energia. É importante na síntese da vitamina D para a prevenção do raquitismo em crianças e osteoporose, principalmente nas mulheres. Porém, seu excesso pode ocasionar queimaduras.

Cada pessoa tem um tipo de pele e, portanto, mais ou menos tolerância ao sol. Quem tem pele muito clara está mais sujeito às queimaduras (vermelhão).

Para evitar, utilize filtros solares de alto FPS (30 ou mais), repasse com freqüência – de duas em duas horas ou sempre após um mergulho. Mesmo assim, não fique exposto diretamente à luz solar. Utilize guarda-sol, bonés ou chapéus.

Esqueceu dos cuidados, paciência! Agora é intensificar a hidratação da pele com cosméticos concentrados e fazer compressa fria com chá de camomila. Se a queimadura for muito intensa, aplique clara de ovo, pois isto possibilita a formação de uma película protetora no local.

É importante ter em mente que o sol, não só promove um envelhecimento precoce (rugas e manchas), como é o maior responsável por desencadear câncer de pele. E não se engane, o Melanoma, é um câncer de pele e um dos piores tumores que podemos ter.

Micose
Micoses são infecções provocadas por fungos que adoram o calor e a umidade. É de dezembro a março, período em que freqüentamos mais as praias e temos maior contato com eles. Porém, só com o suor provocado pelo aumento da temperatura, podemos apresentar “frieiras” entre os dedos dos pés, descamação nas plantas dos pés e “assaduras” na região da virilha. Tudo isto, mesmo sem ir à praia.

Para prevenir, o ideal é usar roupas leves, de preferência de algodão. Sempre que possível aplique talco ou amido de milho (maizena) nessas áreas para manter o local seco.

Herpes
Também freqüente nessa época, a Herpes Simples Recidivante aparece porque o sol, em excesso diminui a imunidade da pele e reduz células de defesa da derme, deixando as pessoas portadoras do vírus mais susceptíveis ao aparecimento das lesões. A dica é usar muito filtro solar, não se esquecendo dos lábios.

Fitofotodermatose
Na hora de se refrescar com um delicioso suco de limão ou com a famosa caipirinha, é importante lembrar que o contato da fruta destas bebidas na pele, junto com a exposição solar provoca queimadura, a Fitofotodermatose. Por isso, a atenção deve ser redobrada.

O limão tem a substância furocumarina, que é um potentíssimo bronzeador, ou sensibilizante da pele ao sol. Essas lesões podem ser de até terceiro grau, com cicatrizes deformantes, dependendo do tipo de pele e da exposição a que se submeteu.

A dica é nunca mexer com o limão diretamente no sol. Antes de se expor, lave bem as mãos com bastante água e sabão, e também o tronco, se estiver sem camisa, porque ele espirra quando espremido. As frutas cítricas e, também, o figo e o caju podem ter o mesmo efeito.

Dr. Cesar conclui que com estes cuidados suas férias serão mais gostosas e ressalta: “Não se automedique. Ao primeiro sintoma das doenças, procure um dermatologista para diagnóstico e tratamento adequados”.