Cuidar da flora intestinal evita a celulite

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

Informações do médico cirurgião do aparelho digestivo Carlos A. Sabbag (CRM-PR 9950)

Mitos e verdades sobre infertilidade

garota pensandoSegundo a European Society of Human Reproduction and Embriology (E.S.H.R.E.) a definição geral de infertilidade é a diminuição da capacidade de conceber em relação à população geral.

Especialistas revelam que a infertilidade conjugal é uma situação que atinge cerca de 15 a 20% de todos os casais em idade reprodutiva. Para se ter dimensão do problema, isso significa que um a cada 5 ou 6 casais vai ter dificuldade para engravidar. Mas atualmente é possível reverter vários destes casos com os recursos avançados disponíveis nos Centros de Reprodução Humana.

O especialista em Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana dr. José Geraldo Caldeira relata que grande parte dos casais ainda chega com muitas dúvidas sobre infertilidade no consultório e esclarece os principais mitos:

Tratamentos contra infertilidade sempre geram gêmeos?
Mito. A taxa de gemelares acontece em 20% dos casos.

Mulher com útero invertido tem mais dificuldade para engravidar?
Mito. Não se trata de uma anormalidade, mas sim uma característica natural, já que a grande maioria das mulheres não apresenta sintoma/problema algum., o que ajuda muito nessa situação, é a orientação do ginecologista para adotar mudanças de posição após as relações com o objetivo de evitar perda do semem , o que pode reduzir as chances de engravidar.

Existem casos em que mesmo com os tratamentos adequados a mulher não consegue engravidar?
Verdade. Pesquisas mostram que 10% dos casos de infertilidade são indeterminadas e em alguns casos, não é possível gerar um bebê.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

Relações sexuais nos dias da ovulação resultam sempre em gestação?
Mito. Mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, apenas 20% das mulheres irão engravidar. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

É preciso ter os dois ovários e as duas trompas para engravidar?
Mito. É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa.

Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter maior dificuldade de engravidar?
Verdade. Atletas de alta performance que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de períodos menstruais. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter a menstruação regularmente. A experiência aconselha, de todo modo, que as mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados.

Mulheres que possuem ovário policístico não conseguem engravidar?
Mito. As mulheres com ovário policístico não ovulam todo mês (têm dificuldade de ovulação), por isso é mais difícil engravidar. No entanto, não é impossível como essa disfunção está ligada ao metabolismo, o médico sugere que as mulheres com esse problema tentem ajustar seu peso com dietas e práticas de exercícios físicos. Existe ainda a opção por medicamento.

Durante o tratamento contra a infertilidade, sexo deve ser evitado ou controlado?
Falso. O contato íntimo entre o casal está liberado, levar uma vida afetiva normal ajuda a relaxar e alcançar com maior tranqüilidade o objetivo da maternidade. O sexo deve ser suspenso apenas caso o médico prescreva formalmente.

Mulheres com idade avançada têm mais dificuldade para engravidar?
Verdade. Há um aumento na probabilidade de síndromes genéticas como por exemplo, Síndrome de Down. Chegada aos 37 anos a mulher inicia uma nova etapa cronológica em sua vida e a produção da quantidade e qualidade dos óvulos cai. Por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos. Mulheres com idade acima da citada devem tentar engravidar por um pouco mais de tempo que as mais jovens, por volta de 1 ano e 6 meses, caso isso não ocorra espontaneamente é recomendável que a mulher procure um Centro de Reprodução Humana para realizar uma investigação mais detalhada.

A mulher que provoca um aborto pode reduzir as chances de engravidar novamente?
Depende. Mito: se o aborto for realizado em condição de higiene e segurança com a presença de profissionais qualificados ele não provocará outros desdobramentos. Abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação não apresentam risco à mulher, já que a anatomia do útero permanece completa. Verdade: se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como por exemplo: lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções.

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade?
Mito. Não importa o tempo que a mulher use a pílula isso não interfere no processo. O que pode acontecer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. Em alguns casos a pílula anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários.

O uso de “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade feminina?
Mito. A pílula do dia seguinte não é 100% eficaz e a gravidez pode ocorrer mesmo após o seu uso. Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergências.

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade?
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade.

Uso frequente de salto alto pode provocar problemas de postura em adolescentes

salto altoAdolescentes do sexo feminino que usam com frequência calçados de salto alto podem sofrer comprometimento do alinhamento postural e da biomecânica normal da marcha. A conclusão é da dissertação de mestrado da fisioterapeuta Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação da Profa. Dra. Silvia Maria Amado João.

O objetivo do estudo foi analisar a influência dos calçados de salto alto, do tipo anabella, na postura e na marcha de jovens entre 13 e 20 anos de idade. Foram analisadas 50 usuárias e 50 não-usuárias desse tipo de calçado. O estudo mostrou que o uso do salto alto influencia de forma negativa tanto a postura da coluna lombar, pelve e membros inferiores, quanto a marcha das meninas em fase de crescimento.

“Qualquer uso de salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas, em qualquer idade. Mas se as adolescentes já começam cedo a fazer uso prolongado do salto alto, podem terminar a fase de crescimento – ósseo e muscular – já com alterações na postura e na marcha. Essas alterações, ao longo do tempo, podem gerar dores, um desequilíbrio muscular muito grande, estresse articular e até degeneração das articulações”, alerta a fisioterapeuta Patrícia Pezzan, que é professora do curso de Fisioterapia da PUC-MG, de Poços de Caldas.

Em relação aos ângulos posturais, o estudo da FMUSP concluiu que o uso prolongado do salto alto, desde a adolescência, causa aumento da lordose lombar (curva acentuada na base da coluna) e posiciona a pelve em anteversão (o chamado “bumbum empinado”).

Outra consequência, em relação à postura, é a aproximação dos joelhos (“joelho valgo”) e o afastamento dos pés, deixando as pernas no formato de um “x”. “Ao colocar calçado de salto alto, tanto o anabella quanto o agulha, o seu peso é projetado para frente, mantendo o centro de gravidade na parte anterior do pé. Ao longo do tempo, isso provoca adaptações posturais que fazem com que as usuárias, mesmo quando não estão com o calçado, mantenham a anteriorização do centro de gravidade e permaneçam com o ângulo tíbio társico menor que 90°”, revela Pezzan.

O uso crônico do salto alto causa, ainda, postura de varo em retropé ou “pé varo”. De acordo com a fisioterapeuta, nesse caso há um posicionamento irregular do calcâneo, ou seja, o salto alto faz com que a usuária descarregue o peso do corpo na porção lateral dos pés, provocando uma torção no calcanhar, que o inclina para fora. “Por isso, que as pessoas gastam mais o sapato do lado de fora. Essa inclinação, a gente chama de ‘pé varo'”, explica Patrícia Pezzan.

Em relação à marcha, o estudo revelou que o tempo de apoio total, que a gente fica com o pé no chão durante o caminhar, foi mais rápido nas usuárias de salto alto. “O contato com o calcanhar e o tirar o pé do chão, esse impulso fica comprometido em função do salto alto e acaba exigindo muito mais trabalho muscular da marcha”, analisa a autora da dissertação. Já em relação à impressão plantar, o trabalho concluiu que não houve alterações. Os pés das usuárias de salto alto apresentaram um arco longitudinal medial normal.

Apesar do estudo ter sido feito com salto alto tipo anabella, a fisioterapeuta Patrícia Pezzan sugere que o salto agulha, por ter sua base de sustentação mais estreita, deve resultar em alterações mais expressivas, tanto na postura quanto na marcha. “Quanto mais você diminui a largura do salto, maior será a instabilidade causada e mais problemas devem aparecer. O salto agulha é pior, porque a instabilidade é maior”, justifica.

Antidepressivos na gravidez podem causar problemas no coração do bebê

fetoUm estudo recém-publicado pelo British Medical Journal revela que o uso de antidepressivos na gravidez aumenta o risco de defeitos no coração no bebê. O estudo analisou 400 mil crianças dinamarquesas nascidas entre 1996 e 2003 e a relação entre a prevalência de malformações congênitas e o uso pela mãe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez. Os antidepressivos citalopram e sertralina na gravidez aumentaram a chance de defeitos no septo cardíaco, parede que separa o lado direito do lado esquerdo do coração. Esse efeito não foi observado entre outros antidepressivos da mesma classe como a fluoxetina e a paroxetina.

O risco desse tipo de malformação entre as crianças que não foram expostas à medicação foi de 0.5% comparado à chance de 0.9% das que foram expostas à medicação e de 2.2% no caso de exposição a mais de um tipo de antidepressivo. Pode-se dizer que uma em cada 246 crianças apresentará defeitos no septo cardíaco quando a mãe faz uso de antidepressivo na gravidez. Esse risco é quatro vezes maior quando o uso foi de mais de um tipo de antidepressivo: uma em cada 62 crianças é acometida.

Cerca de um quinto das mulheres apresenta depressão durante a gravidez e a decisão de tratamento com medicações deve ser pautada pelos potencias riscos de malformações no feto. Até o ano de 2005, uma série de estudos indicava que o uso de antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina durante a gravidez não trazia riscos ao bebê. Entretanto, novos estudos têm demonstrado um discreto aumento da prevalência de malformações congênitas, sendo que o atual estudo revelou que esse risco só é aumentado no caso de defeitos do septo cardíaco. O risco absoluto é considerado baixo, mas deve ser visto como um importante fator na decisão do tratamento antidepressivo das mulheres grávidas. Devem também ser consideradas as conseqüências à mãe e ao feto de uma depressão não tratada.

*Por Dr. Ricardo Teixeira – Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico em saúde. É também titular do Blog “ConsCiência no Dia-a-Dia” – www.consciencianodiaadia.com

Estudo para tratamento da gripe H1N1

O Núcleo de Pesquisa em Geriatria Clínica e Prevenção (NUPEQ) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) abriu no dia 14 de setembro, vagas para voluntários que possam participar de Estudo Clínico aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade, para tratamento da gripe H1N1.

Os voluntários receberão medicação e serão acompanhados por uma equipe médica especializada durante todo o tratamento. Para participar, o candidato deve apresentar os seguintes sintomas e perfil:

– Febre igual ou acima de 38°C

– Início súbito

– Mal-estar

– Dores musculares pelo corpo

– Tosse

– Início dos sintomas nas últimas 48 horas

– Idade igual ou acima de 18 anos

Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (11) 5579-0400, das 8h30 às 12h30, de segunda à sexta-feira.

Voltamos à programação normal

Meninas, estive sumida por essas semanas porque tive mudanças no trabalho, além de problemas técnicos para continuar postando aqui. Desculpem pelo sumiço. A partir de hoje voltamos com as postagens frequentes.

Beijos, meninas!

Gripe A: Gestantes devem ter cuidados especiais

Os infectologistas ainda não sabem ao certo por quais motivos as mulheres gestantes são mais vulneráveis ao vírus H1N1, causador da gripe A, porém este grupo populacional passa a exigir maior atenção das autoridades de saúde.

O governo de São Paulo vai limitar o trabalho das gestantes nas escolas e hospitais da rede pública do Estado por causa da gripe A , com o principal objetivo de restringir o contato delas com o público.

Para o setor privado esta medida é uma recomendação, e para auxiliar as pessoas que tem uma mulher gestante na família ou no trabalho, o Inbravisa – Instituto Brasleiro de Auditoria em Vigilância Sanitária recomenda que:

– Antes de ter qualquer contato com uma gestante lave as mãos e passe álcool em gel;

– As gestantes devem evitar locais de aglomeração e se forem a estes locais devem usar máscaras;

– Um frasco de álcool em gel passa a ser indispensável na bolsa de uma gestante;

– Caso a gestante apresente qualquer sintoma de gripe , deverá ser levada imediatamente ao serviço médico para avaliação.