Outono e inverno são os períodos mais propícios para a quda de cabelos

cabeloA Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo estima que a cada ano, a calvície feminina aumenta 10%. Normalmente caem, por dia, 100 fios. A anormalidade começa quando este número aumenta para 150. Este fato é comum principalmente nas pessoas que abusam do chuveiro com temperaturas mais quente nas duas estações mais geladas do ano.

“Todos os anos o fato se repete, com a queda da luminosidade e com a chegada do frio é comum perder mais fios. Nessa época, com a diminuição do número de horas de sol, uma menor estimulação dos melanócitos, células que produzem melanina, têm baixa estimulação também para seu crescimento.”, confirma Dr. Marcelo Bellini, médico dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

No último meeting São Francisco, EUA, deste ano foi apresentado que o uso freqüente de chuveiro ,muito quente pode levar a formar bolhas na estrutura dos fios, que fazem os cabelos ficarem mais frágeis e resultam em sua queda ou quebra. Além disso, causas como dieta mais gordurosa e calórica, perdem espaço para frutas, verduras e legumes que são fonte essencial de vitaminas e sais minerais tão importantes para manter os cabelos saudáveis, são grandes fatores de risco neste quadro.

Outros abusos são freqüentes, o aumento do uso de cremes e leave-in que podem causar descamação e irritação do couro cabeludo. A utilização de secadores muito quente ajudam a danificar ainda mais a estrutura capilar.

Pensando em todos esses fatores e a fim de recuperar, manter e até restaurar o volume dos fios, atualmente vários tratamentos combatem e reduzem essas perdas.

A avaliação detalhada detecta provável razão de queda e perda dos fios. Através de um exame detalhado, como de sangue para eliminar as causas externas como alteração da tireóide, infecções, carência de ferro , carência de nutrientes, ácidos fólico, zinco e cobre, até pessoas com dieta exemplar podem apresentar déficits desses elementos.

E também a avaliação detalhada para checar os hormônios femininos e masculinos para considerar a alopecia androgênica, que começa com rarefação dos fios na parte superior do couro cabeludo, geralmente poupando as laterais. Uma vez que descoberta a causa, inicia o tratamento corrigindo alterações nos exames ou em linhas gerais. As principais tecnologias disponíveis para evitar a calvície são:

– Suplementação vitamínica para estimular e fortalecer os fios geralmente mix de Exsynutriment, silício orgânico que é responsável pela estruturação do fio, alguns aminoanoácidos como cistina, cistina, piridoxina e metionina, vitaminas como biotina entre outros. Se existir alguma carência de nutrientes detectado nos exames e acrescentamos á formulação.

– Intradermoterapia: aplicações semanais num total de 6 a 8 sessões onde se aplicam silício, biotina D Pantenol, entre outros agentes, através de uma pequena agulha são feitas várias puncturas com aplicação de pequenas doses em cada ponto. No caso dos homens podemos utilizar ampolas de Finasterida com a intenção de potencializar o uso domiciliar do medicamento.

– LED (laser de baixa voltagem) são 3 tipos de luz vermelha que atuam reduzindo a inflamação do couro cabeludo e infra vermelho estimula e fortalece o crescimento do fio e a luz azul que tem o efeito de dimunuir a oleosidade.
Estes procedimentos são realizados em sessões de 1 a 2x por semana 8 a 10 sessões.

– Loções de uso domiciliar : são várias a base de 17 alpha estradiol , minoxidil, agora na forma de mouse ou espuma cosmeticamente mais agradável que podem ser utilizado durante o dia, extratos vegetais entre outros.

– Shampoos: Contribuem muito com casos de dermatite seborreica controlando a descamação do couro cabeludo, mas não tem efeito significativo na prevenção ou recuperação da queda, pois permanecem pouco tempo em contato com os fios e/ou couro cabeludo. O que eles promovem é melhora da textura, controle de oleosidade, melhora do ressecamento, da penteabilidade, ou seja melhora a cosmética do fio.

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Calvície feminina

cabeloApesar de poucos notarem, a queda de cabelos é um problema presente também no universo feminino. Segundo o dermatologista Ademir Carvalho Leite Júnior, especialista em tricologia – estudo dos cabelos – apesar de atingir mais homens, cerca de 50% contra uma média de 25% de mulheres, a calvície costuma ter maior impacto para elas.

A queda de cabelos em mulheres pode ser desencadeada por fatores hereditários e fatores externos, como: utilização de determinados medicamentos, problemas na tireóide, estresse, anemia, déficit nutricional e uso inadequado ou excessivo de produtos químicos como tinturas, permanentes, alisantes, descolorantes etc.

Quando hereditária, a calvície feminina recebe o nome de alopecia androgenética, que pode dar os primeiros sinais ainda na adolescência. Neste caso, a queda de cabelo ocorre devido ao aumento da concentração de testosterona (hormônio masculino) ou aumento da sensibilidade à ação desses hormônios no organismo da mulher.

Para combater o problema, o tratamento mais indicado para o sexo feminino é o uso de medicamentos tópicos.

Além do impacto positivo na aparência, o tratamento da calvície nas mulheres tem efeitos na auto-estima, o que pode refletir na vida profissional e pessoal, já que os cabelos são considerados essenciais por elas mesmas quando se fala em feminilidade.

Fundação oferece atendimento gratuito para problemas de pele, cabelo e unha

São Paulo conta há dois anos com serviço médico gratuito para a população com problemas de pele, cabelo e unha. Instalada no Pacaembu, a Fundação Pele Saudável atua em duas frentes: oferecendo atendimento médico gratuito para pessoas com doenças dermatológicas e oferecendo oportunidade de realizar um curso de pós-graduação para médicos.

O tratamento não é somente para a população carente. Qualquer pessoa, independente de sua classe social, pode ser atendida. Para tanto basta marcar uma consulta pelo telefone, sendo os atendimentos divididos em dois períodos, com 30 médicos em cada. O mais bacana é que o tratamento é gratuito!

Quanto ao curso de pós-graduação, os fundadores da entidade afirmam estar preocupados em atender aos milhares de estudantes de medicina, recém-formados, que estão sem possibilidade de fazer residência. No Brasil, existem 128 escolas de medicina e formam-se 20 mil médicos ao ano. Destes, aproximadamente, 5 mil não conseguem vaga para a pós-graduação. O curso oferecido na fundação é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Frio aumenta queda de cabelo e caspa

Mudanças de temperatura afetam a cabeleira. Estudo aponta que cerca de 40% da população adulta sofrem com problemas de caspa e forma leve de dermatite seborréica, influenciada por fatores alimentares, hormonais, emocionais e climáticos. Em períodos de temperaturas baixas há um aumento dos casos caracterizados por coceira, oleosidade excessiva e até perda de cabelo.

O outono e o inverno são as épocas nas quais esses problemas são fortemente agravados. Segundo o médico dermatologista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, Valter Claudino o clima seco e o frio fazem com que haja maior desidratação do couro cabeludo e aumente a descamação da pele. Alguns hábitos adquiridos nessa época também induzem à caspa. “Com o frio, a freqüência de banhos diminui e há o uso abusivo de água quente que piora a caspa”, diz o especialista.

Proteínas e dietas ricas em valores nutritivos são fortes aliadas no combate a esse problema. A utilização de água morna durante o banho é imprescindível (isso você já deve estar careca – com perdão do trocadilho infeliz – de saber) e o uso de produtos como shampoo anti-caspa é fundamental para o controle da caspa.

“Produtos vendidos em supermercados merecem cuidados redobrados, pois muitos têm apenas intenção estética e podem prejudicar o couro cabeludo”, completa o médico.