Dor de cabeça pode ser sintoma de problema bucal

Mal comum da vida moderna, a dor de cabeça merece atenção. Causada por diferentes distúrbios (mais de 150 apontados pela Sociedade Brasileira de Cefaléia), o incômodo muitas vezes persiste por horas e, até mesmo, dias. Neurologistas, otorrinolaringologistas e psiquiatras são os profissionais mais procurados quando a dor fica forte e quase insuportável. No entanto, o dentista é o especialista recomendado quando o problema é causado por uma disfunção temporomandibular (DTM).

A DTM é um desequilíbrio dos músculos mastigatórios, ou seja, mau funcionamento da ATM (Articulação Temporomandibular) que liga a mandíbula ao maxilar. A característica mais comum, quando o sistema responsável pelo movimento de abertura e fechamento da boca sofre alterações, é a dor de cabeça. “Outros sintomas são dores de ouvido, dor e pressão atrás dos olhos, dores na face, ruídos na articulação e limitações durante os movimentos mandibulares”, acrescenta Dr. Sidnei Goldmann, implantodontista e pós-graduado em estética bucal.

Os motivos que levam uma pessoa ter uma disfunção temporomandibular são diversos. Os mais comuns são traumatismo (trauma físico ou emocional), estresse físico e psicológico que causam tensão, má oclusão (mordida inadequada) e hábitos parafuncionais como o bruxismo (ranger dos dentes), roer unhas e o apoiar das mãos na mandíbula.

A disfunção temporomandibular não tem cura. Porém, existem diversos tratamentos que minimizam, consideravelmente, a DTM. Placa de mordida, relaxantes musculares, fisioterapia, acupuntura, analgésicos e antinflamatórios são alguns recursos utilizados para tratar a desordem dos músculos mastigatórios.

“O tratamento da DTM é necessário. Com o tempo, se não for diagnosticada, além de não cessar a dor de cabeça, vai ocorrer uma perda gradual da mobilidade mandibular. Portanto, se você ainda desconhece a causa do incomodo na cabeça, ir a um consultório odontológico pode lhe ajudar a recuperar a qualidade de vida”, reforça o especialista Goldmann.

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Perda hormonal pode resultar em problemas dentários

De todas as fases da vida da mulher, a menopausa é uma das mais delicadas e, por isso, exige uma atenção redobrada com cuidados específicos. Embora pouca mencionada, a higiene bucal também merece uma atenção em mulheres que atingem este período. Nos últimos anos, os especialistas perceberam que cuidar da boca é fundamental para a mulher enfrentar com tranqüilidade as alterações hormonais ao longo da vida.

Pesquisadores descobriram que problemas como a periodontite – inflamação dos tecidos ao redor dos dentes – podem aumentar consideravelmente em mulheres na menopausa devido a grande perda de hormônios característicos desta fase feminina.

“Muitas mulheres na menopausa tendem a ficar com as gengivas mais sensíveis e desprotegidas em decorrência das alterações hormonais que ocorrem neste período”, explica o mestre em Diagnóstico Bucal e especialista em periodontia, Christian Wehba.

Segundo o dentista a fase do climatério feminino é a que mais pode trazer problemas sérios à saúde bucal e acarretar prejuízos dentais. “Devido o processo de osteoporose, uma perda óssea que atinge todo o corpo da mulher, ela pode apresentar um quadro de retração maxilar e mandibular”, alerta Wehba. Outro problema causado é a retração gengival, o que facilita o desenvolvimento de uma periodontite. “Esse problema pode atingir mulheres em qualquer etapa da vida, mas a grande incidência está neste período”, relata o especialista.

Para tentar contornar problemas gengivais como este Dr. Christian lembra que alguns estudos já mostraram que há uma melhora da perda dental em pacientes que realizam um tratamento com reposição de hormônios. “Isto pode ajudar a trazer mais resistência e vitalidade aos dentes e gengivas evitando prejuízos para a boca da mulher neste período”, diz Wehba.

Crédito da imagem: Silvia Cosimini (sxc.hu)