Cuidar da flora intestinal evita a celulite

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

Informações do médico cirurgião do aparelho digestivo Carlos A. Sabbag (CRM-PR 9950)

Adolescentes grávidas têm até 3,5 mais chances de apresentar um histórico de tentativa de suicídio

gravida-1Estudo conduzido na cidade de Piracicaba (SP) comparou o perfil psicossocial e o comportamento suicida de 110 adolescentes grávidas ao de 110 adolescentes não grávidas (grupo controle) e concluiu que a freqüência de tentativas de suicídio entre as gestantes é duas vezes mais alta do que a média nacional registrada entre meninas estudantes, e foi 3,5 maior que a taxa identificada no outro grupo analisado pelo estudo, de adolescentes não grávidas (20,0% e 6,3%, respectivamente). Além disso, as adolescentes grávidas apresentaram níveis de depressão (26,3%) e ansiedade (43,6%) cerca de duas vezes mais alto do que o grupo controle (13,6% e 28,0%).

“A gravidez na adolescência e o comportamento suicida na adolescência compartilham fatores de risco comuns. Estes incluem: circunstâncias socieconômicas empobrecidas, reprovação escolar, migração, relações familiares tensas, baixo nível de apoio social, falta de lazer, abuso físico ou sexual, exposição à violência e uso abusivo de álcool e outras drogas”, explicam os autores da pesquisa Freitas, da Universidade Metodista de Piracicaba, e Botega, do Departmento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Universidade Estadual de Campinas. A pesquisa foi apresentada durante a sessão de pôsteres do 17º Congresso Europeu de Psiquiatria, em Lisboa (Portugal).

Os resultados ganham ainda mais importância à luz de outros dados apresentados pelo estudo: embora a taxa de fertilidade total no Brasil tenha caído de 3,4 para 2,1 crianças por mulher adulta entre 1980 e 2000, durante este mesmo período, a gravidez na adolescência (15 aos 19 anos), no Estado de São Paulo, praticamente dobrou, passando de 9,5% para 17,7%.

Implicações
Segundo os autores do estudo, isso confirma importantes descobertas já conhecidas sobre as circunstâncias psicossociais adversas da gravidez na adolescência e mostra que essas meninas também têm mais chances de já ter tentado cometer suicídio. “Levando-se em consideração os resultados obtidos, a gravidez assim como a tentativa de suicídio podem ser vistos como uma maneira de induzir uma mudança nas relações interpessoais. O resultado da gravidez, o impacto da criança sobre a vida destas adolescentes e suas circunstâncias ainda precisam ser investigados, com especial atenção à ocorrência de tentativas de suicídio”.

Na opinião dos especialistas, o período pré-natal oferece uma excelente oportunidade para a identificação de casos de tentativas anteriores de suicídio e para se iniciar um programa estratégico de medidas preventivas com o objetivo de enfrentar a questão e promover o acesso aos serviços de saúde mental. Eles citam como motivos para esta estratégia o fato de: a procura por atendimento pré-natal ser, hoje, uma postura amplamente aceita pelas adolescentes; todos os casos de tentativa de suicídio ocorreram antes do início da gestação, e apenas um terço deles recebeu assistência à época; por fim, quem já ter atentou contra a própria vida tem chances maiores de fazê-lo uma segunda vez.

O estudo
O estudo foi conduzido na cidade de Piracicaba (SP) e as participantes foram selecionadas de acordo com as seguintes características: ter idade entre 14 e 18 anos; ser primípara (primeira gravidez); e estar sob atendimento em um programa pré-natal do setor público de saúde.

O grupo controle (para comparação) foi constituído por 110 adolescentes não grávidas de mesma idade e região de moradia daquelas atendendo o programa pré-natal. Sobre a seleção das participantes deste último grupo, o texto explica que, todas as vezes que uma nova adolescente grávida era selecionada para participar do estudo e o endereço de residência era obtido, os pesquisadores procuravam uma outra com características semelhantes, porém sem estar gestante, era procurada numa distância de, aproximadamente, quatro quarteirões.

Associações
De acordo com pôster da pesquisa, a grande maioria das adolescentes de ambos os grupos que relataram uma tentativa anterior de suicídio (29, sendo 22 grávidas) afirmou tê-lo feito apenas uma vez, com exceção de cinco casos, que relataram uma segunda tentativa. Entre as grávidas, 70% das participantes disseram que o episódio ocorreu mais de 12 meses antes do início da gestação, sem nenhuma ocorrência durante esse período.

Os autores do estudo destacaram também a alta incidência, entre as gestantes, de mudança de local de moradia, acompanhada por uma piora significativa no desempenho acadêmico. Ao todo, 104 das 110 participantes haviam se mudado nos últimos três anos (contra 25 no grupo controle), e 79 haviam abandonado a escola – mais do dobro do visto no outro grupo (36).

Os resultados do estudo mostraram, ainda, que os seguintes fatores associavam-se significativamente à gravidez: ter menos de 7 anos de escolaridade; morte de um dos pais durante a infância; uso de álcool/drogas na família; suicídio cometido por um parente; ameaças de abuso físico ou sexual; baixo apoio social; dificuldades psicossociais; uso prévio de maconha; e consumo semanal de álcool nos últimos 12 meses.

*Notícia da Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Brasileiras não aderem a tratamento para depressão por medo de engordar

A preocupação com a boa forma e a beleza também influencia a brasileira na hora de aderir ao tratamento para a depressão. O resultado está no estudo DELA (Depresíon en Latinoamérica) divulgado hoje durante o XXV Congresso da Associação Latino-Americana de Psiquiatria (APAL), em Isla Margarita, na Venezuela. A pesquisa foi coordenada pelo Ibope. O estudo é uma iniciativa da APAL e foi patrocinado pela Wyeth Indústria Farmacêutica.A pesquisa ouviu 300 mulheres em três capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre). No total, o Ibope entrevistou 1.100 mulheres em cinco países da América Latina (Brasil, México, Venezuela, Colômbia e Chile), com idades entre 35 e 55 anos. De acordo com o estudo, 95% das brasileiras têm consciência de que é importante tratar a depressão contra 90% das mexicanas e venezuelanas; 84% das chilenas e 79% das colombianas.

A pesquisa revelou também que as brasileiras são as que mais abandonam o tratamento da depressão por conta do aumento de peso. Este índice chegou a 30% entre elas, contra 11% entre as chilenas; 8% entre as mexicanas, 14% venezuelanas e 18% entre as colombianas. São as brasileiras também que mais relatam a perda do desejo sexual como fator determinante para desistir do tratamento (17%) contra 10% das chilenas, 5% das mexicanas e 8% das colombianas e venezuelanas.

De acordo com o estudo, 97% das brasileiras também acreditam que um dos grandes efeitos da depressão são alterações significativas no apetite. E 45% delas acham que os medicamentos usados no tratamento para a doença aumentam os riscos de a mulher engordar e classificam este como um impacto negativo para aderir ao tratamento. Além disso, 74% das brasileiras também afirmam que a depressão diminui o desejo sexual.

As brasileiras são também as que mais procuram o psiquiatra para o tratamento da depressão entre as entrevistadas ouvidas pelo Ibope. No Brasil, 55% delas buscam esta alternativa contra 41% entre as chilenas, 33% entre as mexicanas; 43% entre as venezuelanas e apenas 27% das colombianas. “Estes resultados mostram que a mulher brasileira está mais informada sobre a doença do que no passado e o grande desafio agora é manter a adesão ao tratamento”, explica a psiquiatra Luciana Sarin, do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Depressão X tristeza

Percebi que os posts sobre depressão tem feito um certo “sucesso”. Acho que vocês andam muito tristinhas meninas! Para ninguém confundir segue um textinho com algumas diferenças entre depressão e aquela tristeza básica que bate de vez em quando…

A depressão é uma doença de ordem psiquiátrica, muito mais freqüente do que se imagina. Estudos recentes mostram que 10% a 25% das pessoas que procuram os clínicos gerais apresentam sintomas desta enfermidade. Atualmente, a doença é a quarta causa de incapacitação para o trabalho, segundo a Organização Mundial da Saúde.Ela se caracteriza por mudanças no comportamento tais como: menor disposição para as atividades pessoais e profissionais, perda de interesse ou prazer, desesperança, sentimentos de culpa ou de baixa auto-estima. A pessoa se retrai socialmente e apresenta momentos de maior irritabilidade. Essas características podem ainda acompanhar sintomas físicos como perda ou ganho de apetite, alterações do sono, retardo ou lentidão de movimentos, acentuação da fadiga, falta de energia para atividades simples, diminuição da capacidade de concentração, diminuição do interesse por sexo, entre outros.

Muitas pessoas nomeiam sentimentos de tristeza como depressão. No entanto, sentir-se triste é muito diferente de estar deprimido. A tristeza pode definida como sentimento e é comum a todos os seres humanos. Todos nós já nos sentimos tristes em algum momento da vida. No entanto, a tristeza que sentimos talvez não tenha trazido consigo sintomas ou mesmo mudanças em nossas atividades cotidianas e ocupacionais. A utilização conjunta dos termos Depressão e tristeza é muito comum e sua distinção torna-se importante quando sugere a procura ou não de tratamento.

Neste sentido, o tratamento da depressão deve envolver medicação e psicoterapia. Os antidepressivos auxiliam no reequilíbrio orgânico e biológico enquanto a psicoterapia pode auxiliar na compreensão de possíveis causas e funções da doença, além de favorecer a prevenção de recaídas.

Um pouquinho sobre a depressão

A depressão não é apenas um distúrbio de humor. É uma doença complexa que afeta corpo e mente e manifesta-se por sintomas emocionais e físicos. Conhecida também como Transtorno Depressivo Maior (TDM), é caracterizada pela combinação de sintomas que interferem na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis. Como existe bastante preconceito sobre a doença, a informação é imprescindível para que a população possa entender a importância deste assunto.

Sintomas
A depressão afeta mente e corpo e, apesar de caracterizar-se por sintomas emocionais, como perda de interesse e prazer, os pacientes também apresentam sintomas físicos. Os sintomas da depressão podem variar de pessoa para pessoa, e podem incluir:

– Sintomas emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida.

– Sintomas físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.

Causas
Apesar da causa da depressão ser desconhecida, a teoria neuroquímica é a mais amplamente aceita segundo a qual uma disfunção no sistema nervoso central é a responsável pela doença. A diminuição de dois neurotransmissores – a serotonina e a noradrenalina – no sistema nervoso central é responsável tanto pelo aparecimento dos sintomas emocionais quanto físicos da depressão.

Tratamento
No tratamento da depressão é fundamental que a resolução sintomática seja total, ou seja, que o paciente alcance a remissão dos sintomas, quer físicos e psíquicos. A remissão diminui o risco de recaídas do paciente. Sabe-se que há sintomas mais relacionados ao desequilíbrio da serotonina e outros ao da noradrenalina. Antidepressivos com ação dupla cumprem esse papel.

Números
Estima-se que 121 milhões de pessoas no mundo inteiro sofram com a depressão, embora dados da Organização Mundial de Saúde mostrem que 75% dessas pessoas nunca recebem tratamento adequado. Hoje, a depressão é a quarta causa global de incapacidade e deve ser a segunda até o ano de 2020.

Depressão pós-parto

Apesar de muita gente achar que é bobagem, a depressão pós-parto causa irritabilidade, mudanças bruscas de humor, distúrbio do sono, pensamentos suicidas e homicidas (!!!!) em relação ao bebê, entre outros sintomas.

Muitas mulheres curtem os nove meses de gravidez com muita intensidade e alegria, mas, depois do período da gestação e após o parto acontecem várias transformações emocionais na mulher: profunda tristeza, mudanças físicas, ansiedade, medo etc. Para muitas mulheres, estes sentimentos vão embora rapidamente; já para outras, no entanto, os sintomas permanecem ainda por um longo tempo, caracterizando-se a depressão pós-parto (DPP), uma condição séria que requer tratamento médico imediato.

Segundo a psicoterapeuta Maura de Albanesi, a depressão pós-parto afeta mulheres de todas as idades, classes sociais e etnias. Qualquer mulher que está grávida, teve bebê nos últimos meses, sofreu aborto ou recentemente parou de amamentar, pode desenvolver o distúrbio.

Durante a gravidez, a quantidade dos hormônios estrogênio e progesterona aumentam consideravelmente. Nas primeiras 24 horas após o parto, a quantidade desses hormônios cai rapidamente e continua a baixar até atingir o nível anterior à gravidez.

Pesquisadores acreditam que essas mudanças hormonais possam ocasionar a depressão, uma vez que pequenas alterações nos níveis de hormônios podem afetar o humor da mulher antes da menstruação. Uma outra situação que pode causar a depressão é a falta de atenção dada à mulher após o nascimento da criança, isto é, durante a gravidez, todos os mimos e carinhos são voltados para a mãe, depois que o bebê vem ao mundo, entretanto, os olhares dos parentes, amigos e, até mesmo do marido, são para o recém-nascido.

A depressão pós-parto possui características semelhantes de uma depressão normal, ou seja, a pessoa sente uma tristeza muito grande, com perda de auto-estima, além da perda de motivação para a vida, podendo até mesmo tentar o suicídio. Já na depressão pós-parto, os sintomas são mais acentuados, uma maior irritabilidade, mudanças bruscas de humor, distúrbio do sono, indisposição, doenças psicossomáticas, tristeza profunda, desinteresse pelas atividades do dia-a-dia, sensação de incapacidade de cuidar do bebê e desinteresse por ele, chegando ao extremo de pensamento suicidas e homicidas em relação ao bebê.

Tratamento
Além de alguns antidepressivos, a psicoterapia é bastante importante neste momento, pois ela ajuda a trabalhar as razões por estar deprimida, por se achar incapaz de cuidar do bebê, por não conseguir se sentir feliz. A medicação fará o metabolismo cerebral voltar ao normal, mas a paciência é a melhor aliada, pois o tratamento requer tempo. “A depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa só com “pensamento positivo”. A pessoa com este problema geralmente está indecisa. Alguém tem que tomar decisões por ela, inclusive para começar o tratamento, para contratar uma babá, uma ajudante etc. Portanto, o apoio da família é relevante e primordial para a pessoa reagir”, completa Maura.

Veja algumas dicas da Dra. Maura para amenizar o problema:
 Descanse quando o bebê estiver dormindo.
 Pare de colocar pressão sobre si mesma para fazer tudo em um único dia. Faça o que for possível e deixe o resto para amanhã.
 Peça ajuda para os afazeres domésticos e para cuidar do bebê.
Não fique muito tempo sozinha. Saia de casa, faça uma caminhada. Distraia-se!
 Passe algum tempo sozinha com seu companheiro.
 Converse com o seu médico sobre o tratamento. Não fique constrangida em falar sobre suas preocupações.
 Converse com outras mães, de modo que possa aprender com outras experiências.

Crédito da imagem: Joana Croft (sxc.hu)