Saiba mais sobre hepatite B

A hepatite B é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), com uma facilidade de transmissão até 100 vezes maior que a AIDS e de fácil contagio. Também pode ser transmitida pela utilização de instrumentos contaminados com sangue, como materiais de manicure, de pedicure, de barbeiros, de tatuagens, por perfurações de piercings ou ao realizar tratamentos de acupuntura compartilhando as agulhas não descartáveis e até no dentista que não esteriliza corretamente os instrumentos. Durante o parto se a mãe é portadora da hepatite B. A hepatite B não é transmitida por alimentos ou água, nem pelo contato casual. O vírus da hepatite B sobrevive até sete dias numa gota de sangue fora do organismo.

Como prevenir
Existe vacina para prevenir a hepatite B, motivo pelo qual é inconcebível que o número de infectados esteja aumentando. A vacinação é obrigatória nas crianças, nas primeiras horas após o parto.

A vacina é aplicada gratuitamente nos postos de saúde para pessoas até 19 anos de idade e, para pessoas que profissionalmente estão expostos a sangue. São necessárias três doses para conseguir proteção.

Diagnóstico
O diagnóstico da hepatite B é complicado, devido à dificuldade em determinar a gravidade da infecção e somente médicos com conhecimento da doença conseguem com certeza um diagnostico correto. O hemograma não diagnostica a hepatite B.

O diagnóstico completo e realizado mediante a combinação de detecção de dois antígenos virais (HBsAg e HBeAg) e de quatro anticorpos diferentes contra componentes virais (Anti HBs, Anti HBc, Anti HBc IgM e anti HBe). De posse desses resultados o médico poderá saber se a doença se encontra na fase crônica ou aguda, além de fornecer informação prognostica em relação à cura e gravidade da infecção.

A detecção da proteína de superfície do vírus B (HBsAg) mostra sempre a presença de viremia, mas isoladamente não consegue diferenciar a doença aguda da doença crônica, sendo necessário inicialmente se realizar conjuntamente o ANTI-HBc-total. Mediante esses dois resultados o médico saberá se o paciente foi vacinado, se teve contato com a hepatite B e curou de forma espontânea ou se serão necessários outros exames para determinar a fase da doença.

Quando começar o tratamento
O tratamento é indicado em pacientes com doença hepática (danos no fígado) ativa ou avançada, com risco de desenvolver cirrose ou câncer no fígado, ou com transaminases elevadas, fatores estes considerados como negativos em relação à progressão da doença e do câncer. Atualmente também e considerado a carga viral (HBV/DNA) já que comprovadamente a carga viral e um prognostico ruim na hepatite B.

Pacientes sem indicação de tratamento devem ser acompanhados a cada seis meses, no máximo, para detectar alterações no seu quadro clinico.

Quando parar o tratamento
Não existem parâmetros muito claros em relação a quando interromper o tratamento, motivo pelo qual o tratamento da hepatite B somente deve ser realizado por infectologistas, hepatologistas ou gastroenterologistas que estejam muito familiarizados com a doença e com os últimos avanços científicos.

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Governo distribuirá 1,2 bilhão de preservativos em 2009

stop_aids_-_use_condomsO governo federal deve superar a distribuição de preservativos em 2009 com a aquisição de 1,2 bilhão do produto que se encontra em curso. No ano passado, o País atingiu recorde histórico de distribuição de camisinhas. O Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde repassou 406 milhões de preservativos para todos os Estados e municípios brasileiros. O número é 3,3 vezes maior do que foi disponibilizado em 2007, que atingiu a marca de 122 milhões. O maior quantitativo anual havia sido em 2003, com 257 milhões de unidades distribuídas.

O edital para a compra do insumo foi publicado no dia 15 de dezembro e a abertura das propostas está prevista para o próximo dia 29 de janeiro. É a maior compra de preservativos já realizada no mundo.

Licitação 
As empresas que ganharem a concorrência devem começar a produzir em janeiro de 2009. Depois da assinatura do contrato, elas têm 120 dias para entregar o primeiro lote, com 325 milhões de unidades. Os preservativos são distribuídos em serviços públicos de saúde e também em ações governamentais e de organizações da sociedade civil que trabalham na prevenção de DST e Aids com grupos mais vulneráveis a essas doenças, como profissionais do sexo e usuários de drogas.