Estudo para tratamento da gripe H1N1

O Núcleo de Pesquisa em Geriatria Clínica e Prevenção (NUPEQ) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) abriu no dia 14 de setembro, vagas para voluntários que possam participar de Estudo Clínico aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade, para tratamento da gripe H1N1.

Os voluntários receberão medicação e serão acompanhados por uma equipe médica especializada durante todo o tratamento. Para participar, o candidato deve apresentar os seguintes sintomas e perfil:

– Febre igual ou acima de 38°C

– Início súbito

– Mal-estar

– Dores musculares pelo corpo

– Tosse

– Início dos sintomas nas últimas 48 horas

– Idade igual ou acima de 18 anos

Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (11) 5579-0400, das 8h30 às 12h30, de segunda à sexta-feira.

Gripe A: Gestantes devem ter cuidados especiais

Os infectologistas ainda não sabem ao certo por quais motivos as mulheres gestantes são mais vulneráveis ao vírus H1N1, causador da gripe A, porém este grupo populacional passa a exigir maior atenção das autoridades de saúde.

O governo de São Paulo vai limitar o trabalho das gestantes nas escolas e hospitais da rede pública do Estado por causa da gripe A , com o principal objetivo de restringir o contato delas com o público.

Para o setor privado esta medida é uma recomendação, e para auxiliar as pessoas que tem uma mulher gestante na família ou no trabalho, o Inbravisa – Instituto Brasleiro de Auditoria em Vigilância Sanitária recomenda que:

– Antes de ter qualquer contato com uma gestante lave as mãos e passe álcool em gel;

– As gestantes devem evitar locais de aglomeração e se forem a estes locais devem usar máscaras;

– Um frasco de álcool em gel passa a ser indispensável na bolsa de uma gestante;

– Caso a gestante apresente qualquer sintoma de gripe , deverá ser levada imediatamente ao serviço médico para avaliação.

Como os viajantes podem se prevenir da gripe suína

gripe-suina-casal-mascara-cumbica-4362Evitar viagens a destinos em que já foram detectados casos de pessoas contaminadas pela gripe suína, principalmente México e Estados Unidos, é a primeira orientação de Jaime Rocha, infectologista da DASA e especialista em Medicina do Viajante. Se a viagem é obrigatória, deve-se saber se a cidade de destino registra casos da doença.

Rocha lembra que, em capitais, o risco é maior e, por isso, a rotina de viagem deve ser diferente. “Quanto mais isolado o viajante conseguir ficar, melhor. É preciso evitar aglomerações, como meios de transporte coletivos, shows ou museus”, diz o especialista.

O infectologista reforça que o Ministério da Saúde já começou um Plano de Contingência e Controle da doença, principalmente nos portos e aeroportos nacionais. O objetivo é realizar uma vigilância da doença por meio da detecção precoce de possíveis casos suspeitos. Estas ações serão intensificadas nos voos provenientes do México. “Mas, como há casos relatados também em outros países, a vigilância é praticamente geral”, reforça Rocha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também anunciou que em breve os viajantes procedentes das áreas afetadas pela gripe suína receberão, ao desembarcar, um folder educativo com informações sobre sintomas, medidas de proteção e higiene e orientações para procurar assistência médica. Se houver suspeitos casos da gripe suína no avião, funcionários da Anvisa encaminharão um médico ao local para evitar que o passageiro tenha contato com outras pessoas no aeroporto.

As recomendações que estão sendo fornecidas pelo Ministério da Saúde são:

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

Evitar locais com aglomeração de pessoas;

Evitar o contato direto com pessoas doentes;

Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar;

Evitar tocar olhos, nariz ou boca;

Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas e substituí-las sempre que necessário;

Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas;

Não usar medicamentos sem orientação médica.

Aos viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentam sintomas da doença:

Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;

Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

Crédito da imagem: http://www.abril.com.br