Papanicolau e mamografia rápidos e gratuitos até amanhã

Até 17 de junho (quarta-feira), uma carreta do Hospital do Câncer de Barretos realizará exames gratuitos de papanicolau (para mulheres acima de 14 anos) e mamografia (para mulheres acima de 40 anos), das 8 às 17 horas, no Estádio do Morumbi – acesso pelo portão 1, das 8 h às 17 h.

Para realizar os exames é necessário apresentar RG, CPF e, se houver, comprovante de residência. O resultado será enviado por correio no prazo de 15 a 20 dias.

A ação faz parte de uma parceria entre o Hospital de Câncer de Barretos e o São Paulo Futebol Clube para uma campanha de prevenção contra o HPV, responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero, doença que atinge principalmente mulheres entre 15 e 25 anos.

O acordo possibilitará também arrecadar fundos para o Hospital de Câncer de Barretos. As camisas usadas pela equipe do SPFC no jogo contra o Cruzeiro, pela Libertadores, no dia 18 de junho, no Morumbi, serão leiloadas, logo após a partida e toda renda arrecadada irá para a instituição.

Vacina quadrivalente contra HPV é qualificada pela OMS

vacinaUma vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) acaba de receber a pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que, a partir de agora, o produto poderá ser comprado por agências da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para uso em programas nacionais de imunização. A vacina quadrivalente é a primeira contra câncer de colo do útero a receber o certificado da OMS.

O objetivo da pré-qualificação da OMS é garantir que as vacinas atendam aos padrões de qualidade, segurança e eficácia que, em conjunto com outros critérios, são utilizados pela ONU e outros órgãos para definir as compras.

“O câncer de colo do útero representa um ônus significativo para os países em desenvolvimento. A pré-qualificação pela OMS de uma vacina contra HPV significa um avanço para ajudar a proteger mulheres jovens e melhorar o acesso à saúde, principalmente nos países mais pobres”, comenta Graça Machel, fundadora e presidente da Foundation for Community Development (Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade) em Moçambique e defensora da saúde feminina.

A vacina quadrivalente contra HPV é a única que protege contra quatro sorotipos do papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18). Atualmente, é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos para a prevenção de cânceres de colo do útero, da vulva e da vagina causados pelo HPV 16 e 18, das verrugas genitais provocadas pelo HPV 6 e 11 e das lesões pré-cancerosas ou displásicas causadas pelo HPV tipos 6, 11, 16 e 18.

Os HPV 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer do colo do útero, sendo que os tipos de HPV 6 e 11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões displásicas de baixo grau do colo do útero.

Segundo os estudos clínicos, a vacina quadrivalente contra o HPV demonstrou 100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais, vulvares e vaginais relacionados ao HPV 16 e 18 em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV e 99% de eficácia nos casos verrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.

Informações sobre o Papilomavírus Humano 
Estima-se que o HPV (papilomavírus humano) cause cerca de meio milhão de novos casos de câncer de colo do útero anualmente no mundo, sendo que a maioria afeta mulheres dos países em desenvolvimento.

Para a maior parte das mulheres, o HPV desaparece espontaneamente. No entanto, para algumas, alguns tipos de HPV de alto risco, se não reconhecidos e tratados, podem causar câncer de colo do útero.

O câncer de colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Praticamente 80% dos casos de câncer de colo do útero ocorrem nos países em desenvolvimento, sendo que, em muitas regiões, é o tipo mais comum entre mulheres.

Os tipos 16 e 18 de HPV causam aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero. Nem todos os casos de câncer vulvar e vaginal são causados por HPV, sendo desconhecido o número exato de casos causados pelos HPV 16 e 18. No entanto, estima-se que respondam por 40% a 50% dos cânceres vulvares e cerca de 70% dos cânceres vaginais. As verrugas genitais são crescimentos anormais da pele causados por HPV, principalmente pelos tipos 6 e 11, que causam mais de 90% das verrugas genitais.

Câncer de útero mata seis vezes mais no Brasil

sad1Em 2008, mais de 18 mil mulheres receberão, no País, o diagnóstico de câncer de colo de útero – de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Embora seja passível de prevenção e detecção precoce, a doença mata seis vezes mais no Brasil que em países desenvolvidos, como a Inglaterra e os Estados Unidos. Isso porque essas nações já implementaram programas competentes para rastreamento da patologia, com exame de citologia ou Papanicolau, e com tratamento precoce das lesões precursoras do câncer, o que diminuiu em até 70% a mortalidade.

Os médicos consideram a mortalidade por câncer de colo de útero um importante indicador de desenvolvimento social, comparável à mortalidade infantil. “As principais vítimas são mulheres pobres, em idade reprodutiva e que não têm acesso a serviços básicos de atenção à saúde ou que, quando realizam o exame, demoram a retornar ou jamais retornam para tratamento”, informa Dr. João Nunes, chefe do Serviço e da Residência de Oncologia do Hospital Universitário de Brasília. “No Distrito Federal, para se ter uma idéia, estudo mostrou que 18% das mulheres entre 25 e 59 anos não realizaram o exame Papanicolau nos últimos 3 anos”, destaca o especialista.

Na linha de risco 
Quando se aborda o câncer de colo de útero é inevitável falar do papiloma vírus humano. “Cerca de 99% dos casos da doença estão relacionados ao vírus conhecido como HPV – mais especificamente a alguns subtipos considerados de alto risco”, explica Dr. Nunes.

Mais uma vez, o Papanicolau aparece como o caminho ideal para a identificação precoce. “Toda mulher deve obrigatoriamente realizar o exame uma vez por ano, desde o início da vida sexual. O intervalo entre um exame e outro pode ser reduzido dependendo de alguns aspectos, tais como: presença de lesões e determinados hábitos sexuais. Vale destacar que a maioria das infecções por HPV não apresenta sintomas (lesões ou verrugas)”, enfatiza o oncologista.

Para prevenção, o uso do preservativo é a melhor forma, mas não é totalmente eficaz apesar da transmissão ser por via sexual. Outra importante forma de prevenção já disponível no Brasil é a vacina anti-HPV. “Ela será destina-se a mulheres de 9 a 26 anos que não entraram em contato com os subtipos de alto-risco do vírus. Estamos otimistas, pois a expectativa é de que a vacina venha a evitar, no futuro, 70 % dos cânceres de colo uterino”, antecipa Dr. Nunes.

Técnica pioneira na Bahia ajuda a tratar HPV

A laserterapia, técnica utilizada cada vez com maior sucesso no tratamento de doenças ginecológicas, tem se tornado um importante aliado no combate ao Papiloma Vírus Humano (HPV) e na prevenção de lesões pré-cancerígenas provocadas pelo vírus. O HPV, segundo a ginecologista Adriana de Oliveira Bruno, do Itaigara Memorial Hospital Dia, está relacionado com as verrugas e o câncer de colo de útero. Estimativas apontam que 75% dos homens e mulheres têm contato com o vírus em algum momento de suas vidas. No entanto, um pequeno número de pessoas desenvolve a doença, graças à defesa do sistema imunológico. “Contudo, se a infecção permanece por vários anos, existe maior risco de levar a alterações celulares e ao câncer”, explica ela.

A médica é atualmente uma das três profissionais que utilizam a técnica de cirurgia a laser ou laserterapia na ginecologia, em Salvador (BA), e o Itaigara Memorial Hospital Dia é o único centro na Bahia a oferecer este tratamento. “A laserterapia é um método seguro com alta eficácia, mais conservador, feito freqüentemente em única sessão, com rápida cicatrização e preservação da anatomia do trato genital. Proporcionando às pacientes um rápido retorno às suas atividades normais”, relata a médica Adriana Bruno.

De acordo com a especialista, existem pelo menos cem tipos de vírus que provocam o HPV. Destes, os denominados números 16 e 18 são responsáveis por 70% dos cânceres do colo do útero e o 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas, que é o sintoma mais comum, apesar destas infecções, normalmente, serem assintomáticas. “Por isso a importância de exames periódicos. A infecção HPV é freqüente, quase todas as pessoas terão contato com o vírus. Geralmente, esta infecção é passageira. Cerca de 90% das pessoas ficam livres do vírus em até dois anos”, afirma a médica.

O câncer do colo do útero, o mais sério problema associado ao HPV, pode ser prevenido com exames preventivos e com tratamentos eficazes das lesões pré-malignas. “Continuem a fazer seus exames regularmente e se você sabe que tem HPV, pare de fumar. É cientificamente comprovado que o tabagismo aumenta o risco de progressão das lesões para o câncer. Um grande problema que vejo no consultório é o quanto este vírus pode abalar emocionalmente as mulheres e o quanto comprometem o bem estar emocional, muito mais que o físico”, afirma a ginecologista.

Prevenção
Atualmente já é possível fazer a prevenção do Papiloma Vírus Humano através das vacinas quadrivalente (contra os tipos 6, 11, 16 e 18) e a bivalente (contra os tipos 16 e 18). A vacina é segura e não está relacionada a nenhum efeito colateral sério, além de ter eficácia, em 100% de proteção para os cânceres associados aos tipos virais. A vacina é apenas preventiva e não tem nenhum poder curativo.

A vacina é indicada antes que a primeira relação sexual ocorra. “Além do fato destas meninas não terem sido expostas ao vírus, através de relação sexual, os estudos mostraram que a respostas imunológicas são maiores para meninas jovens do que para as mulheres mais velhas. Importante ressaltar que todas as mulheres, mesmo vacinadas, devem continuar fazer seu exame preventivo anual”, aconselha Dra. Adriana.

“A prevenção das lesões associadas ao vírus também é extremamente importante e deve ser feita através de exames preventivos, como o papanicolau. Este exame pode detectar lesões pré-malignas e assim tratá-las com sucesso, evitando a tempo o câncer de colo do útero”, afirma a ginecologista.

Entre os avanços da medicina para a descoberta precoce do HPV, esta o teste DNA HPV, que pode detectar os 13 tipos virais mais comuns associados ao câncer de colo do útero. A presença persistente de qualquer destes tipos de HPV, pode levar a alterações celulares e indicar tratamento para prevenir o câncer de colo de útero. Os tratamentos para as lesões pré-malignas associadas ao vírus HPV, podem, ser através de medicamentos, cirurgias e laserterapia, cuja indicação dependerá do tipo de lesão.