Unifesp recruta voluntários com insônia para participar de estudo

O Departamento de Psicobiologia da Unifesp, em conjunto com o Instituto do Sono, procura voluntários com um tipo específico de insônia – na qual começam a dormir sem problemas, mas apresentam dificuldade para continuar dormindo durante a noite – para estudo que testará um novo medicamento para o problema.

Para participar, é preciso ter mais de 18 anos e ser alfabetizado. Os interessados devem ligar para (11)2108-7090 e procurar por Rosa, das 7h30 às 16h.

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Brasileiras não aderem a tratamento para depressão por medo de engordar

A preocupação com a boa forma e a beleza também influencia a brasileira na hora de aderir ao tratamento para a depressão. O resultado está no estudo DELA (Depresíon en Latinoamérica) divulgado hoje durante o XXV Congresso da Associação Latino-Americana de Psiquiatria (APAL), em Isla Margarita, na Venezuela. A pesquisa foi coordenada pelo Ibope. O estudo é uma iniciativa da APAL e foi patrocinado pela Wyeth Indústria Farmacêutica.A pesquisa ouviu 300 mulheres em três capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre). No total, o Ibope entrevistou 1.100 mulheres em cinco países da América Latina (Brasil, México, Venezuela, Colômbia e Chile), com idades entre 35 e 55 anos. De acordo com o estudo, 95% das brasileiras têm consciência de que é importante tratar a depressão contra 90% das mexicanas e venezuelanas; 84% das chilenas e 79% das colombianas.

A pesquisa revelou também que as brasileiras são as que mais abandonam o tratamento da depressão por conta do aumento de peso. Este índice chegou a 30% entre elas, contra 11% entre as chilenas; 8% entre as mexicanas, 14% venezuelanas e 18% entre as colombianas. São as brasileiras também que mais relatam a perda do desejo sexual como fator determinante para desistir do tratamento (17%) contra 10% das chilenas, 5% das mexicanas e 8% das colombianas e venezuelanas.

De acordo com o estudo, 97% das brasileiras também acreditam que um dos grandes efeitos da depressão são alterações significativas no apetite. E 45% delas acham que os medicamentos usados no tratamento para a doença aumentam os riscos de a mulher engordar e classificam este como um impacto negativo para aderir ao tratamento. Além disso, 74% das brasileiras também afirmam que a depressão diminui o desejo sexual.

As brasileiras são também as que mais procuram o psiquiatra para o tratamento da depressão entre as entrevistadas ouvidas pelo Ibope. No Brasil, 55% delas buscam esta alternativa contra 41% entre as chilenas, 33% entre as mexicanas; 43% entre as venezuelanas e apenas 27% das colombianas. “Estes resultados mostram que a mulher brasileira está mais informada sobre a doença do que no passado e o grande desafio agora é manter a adesão ao tratamento”, explica a psiquiatra Luciana Sarin, do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os perigos dos remédios para emagrecer

Dietas, exercícios físicos ou remédios? Qual é a melhor maneira de emagrecer sem perder de foco a saúde e a qualidade de vida? Quem está acima do peso muitas vezes recorre desesperadamente às dietas e pílulas ditas “milagrosas”, que prometem resultados quase impossíveis de se alcançar sozinho, como perda rápida de barriga e silhueta magérrima. Essas perigosas substâncias podem causar sérios prejuízos ao organismo.

De acordo com o presidente da Federação Latinoamericana para o Estudo da Obesidade e professor associado da Puc-RJ, Dr. Walmir Coutinho, a melhor maneira de perder peso de forma saudável é com dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos. Segundo o especialista, os remédios para emagrecer podem ser utilizados apenas em alguns casos, mas sempre com indicação de um profissional.

Saiba um pouco mais sobre os diferentes remédios para emagrecer e conheça alguns mitos e verdades sobre o assunto:

– Qualquer pessoa pode tomar remédios para emagrecer?
Não são todos os casos que precisam de medicamento. Só o médico é apto a constatar se o paciente deve ou não recorrer ao uso de medicamentos, portanto, o ideal é que se procure um bom profissional. O recomendado é sempre associar o tratamento a uma dieta equilibrada e atividade física.

– Os remédios podem causar dependência?
Apenas os inibidores do apetite, como o femproporex, dietilpropiona e mazindol podem causar dependência.

– Por que fazer dieta quando se está tomando remédio para emagrecer?
Mesmo com o uso de medicamentos, a meta principal do tratamento deve ser a mudança dos hábitos com uma melhor alimentação e a prática regular de atividades físicas. Mudando-se os hábitos que fizeram o paciente ganhar peso, evita-se o efeito sanfona.

– Por quanto tempo pode-se tomar um remédio para emagrecer?
Desde que utilizados com acompanhamento médico, recomenda-se sua utilização pelo tempo que se fizer necessário.

– Quais são as principais diferenças entre os remédios para emagrecer?
Hoje temos à disposição medicamentos com diferentes mecanismos de ação. De uma forma geral, existem medicamentos de ação central que agem inibindo o apetite ou aumentando a saciedade. E existe apenas um medicamento de ação local no intestino, o orlistate, que inibe a absorção de 30% da gordura ingerida.

Como saber se um remédio é seguro e eficaz?
Só é possível avaliar adeqüadamente a segurança e a eficácia de um medicamento por meio de pesquisas clínicas controladas com placebo (pacientes submetidos apenas à dieta). Estas pesquisas permitem avaliar se o medicamento é mais eficaz que o placebo na perda de peso e na melhora dos fatores de risco associados à obesidade, como alterações de colesterol, diabetes e pressão alta.

– Quais são os efeitos colaterais mais comuns deste tipo de medicamento?
Eles variam conforme o grupo de medicamentos. Entre os inibidores do apetite predominam os decorrentes do estímulo do cérebro, como nervosismo e insônia. Entre os estimulantes da saciedade são mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal e a insônia. Já os inibidores de absorção das gorduras, quando não associados a um plano alimentar equilibrado, podem causar diarréia.

Conheça os riscos e benefícios dos principais remédios para emagrecer:
Anorexígenos (Femproporex, Anfepramona e Mazindol) – substâncias que atuam no cérebro como inibidores de apetite.
Efeitos colaterais: incluem desde taquicardia, boca seca, insônia, ansiedade e depressão. Uma complicação menos freqüente e mais grave é a dependência, em geral associada a uma má utilização. Pacientes com problemas psiquiátricos não devem utilizá-los.

Sacietógenos (Sibutramina e Rimonabanto) – Também atuam no cérebro, reduzindo a ingestão alimentar sem inibir a fome. O paciente se satisfaz com menores quantidades de alimento.
Efeitos colaterais: a sibutramina tem como efeitos colaterais mais freqüentes a boca seca, a constipação intestinal, a insônia e a taquicardia. Já o rimonabanto pode provocar depressão, náuseas, tonteira, diarréia, ansiedade e insônia.

Inibidores da absorção de gordura (Orlistate) – O único representante desta classe é o orlistate, mais conhecido como Xenical, que atua apenas no intestino bloqueando parte da gordura ingerida.
Efeitos colaterais: de natureza gastrintestinais, que podem ser evitados através de uma ingestão controlada de gorduras.

Lipoaspiração é complicada e envolve mais riscos do que se imagina

A retirada de grandes quantidades de gordura e o envolvimento de partes delicadas do corpo, como o tronco, fazem da lipoaspiração uma cirurgia que só deve ser praticada por cirurgiões plásticos que possuem o título da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Nas grandes lipoaspirações, assim como nas abdominoplastias, por conta da compressão abdominal podem ocorrer flebite, embolia gordurosa e principalmente o TEP (trombo embolismo pulmonar)”, afirma o médico e presidente da SBCP-SP, João de Moraes Prado Neto.

De acordo com Prado Neto, a idéia de que a lipoaspiração é uma cirurgia simples, está complementamente equivocada. Os exames pré-operatórios devem ser realizados e o hospital escolhido deve obedecer normas rígidas, como possuir equipamentos de anestesia atualizados e monitores multiparamétricos.

Além disso, a equipe anestésica deve ser habilitada, pois como em qualquer outra cirurgia há riscos do paciente apresentar complicações como, por exemplo, alergia ao anestésico e etc.

O que pode dar errado na cirurgia plástica?
Finalmente chega o dia marcado para a tão sonhada cirurgia plástica. Todos os exames de rotina foram realizados, como eletrocardiograma, hemograma, coagulograma, urina e glicemia, conforme solicitação do médico. O que pode acontecer de errado?

“Há sempre um risco calculado para toda e qualquer atividade realizada e a função de um bom médico é reduzir esses riscos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Regional São Paulo, João de Moraes Prado Neto.

Uma simples vitamina E ou uma substância para dar mais pique como o ginseng pode interferir no sucesso de uma cirurgia. Botox, preenchimentos e linhas de sustentação podem afetar de forma negativa o resultado e precisam ser eliminados por completo do organismo antes da intervenção cirúrgica. Medicamentos que interferem na coagulação do sangue e podem causar sangramentos excessivos.

É de extrema importância relatar ao médico cirurgião quais os medicamentos que o paciente está tomando antes de se submeter a qualquer procedimento cirúrgico, afirma Prado Neto. Aos olhos dos leigos, esses medicamentos não fazem mal ou não apresentam riscos para um bom resultado na cirurgia.

Já eram conhecidas as contra-indicações do ácido acetilsalicílico, de antiinflamatórios e também de alguns antidepressivos -incompatíveis com algumas drogas anestésicas- no pré-operatório. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E, também podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias

“O uso desses medicamentos deve ser suspenso 15 dias antes da realização da cirurgia, para que o corpo metabolize totalmente a droga, principalmente no caso do ginseng que demora para ser eliminado no organismo”, explica Cecin Daoub Yacoub, cirurgião plástico e membro da SBCP-SP.

Pacientes considerados de risco
Os fumantes são considerados pacientes de risco para a realização de qualquer tipo de intervenção cirúrgica, bem como os obesos, os pacientes que apresentam grande quantidade de varizes e mulheres que fazem uso de hormônios para reposição na fase da menopausa. “Esses pacientes apresentam grande chance de desenvolverem uma embolia durante a realização de cirurgias consideradas de grande porte”, explica o Prado Neto.

No caso das fumantes, que utilizam anticoncepcionais, o risco de formação de coágulos é ainda maior. O médico é enfático ao afirmar que não realiza cirurgia de abdome e lifting facial neste grupo. “Por exemplo, na plástica de abdome há muitas artérias seccionadas tanto verticalmente quanto horizontalmente, por isso há a necessidade do paciente possuir boas artérias que nutram o local. No caso dos fumantes, as artérias se fecham reduzindo em 50% o fluxo de oxigênio”, afirma o presidente da entidade.

Pacientes que necessitam de atenção especial e a presença de médicos de outra especialidade
Alguns pacientes necessitam de atenção especial antes e durante a cirurgia, e devem sim ser assistidos por outro médico, como no caso de pacientes que apresentam problemas cardíacos e devem ser acompanhados por um médico cardiologista durante a cirurgia. Como também no caso de pacientes diabéticos graves, onde é importante a presença de um médico endocrinologista na cirurgia, além de acompanhar de perto o pós-operatório.

“Não há nada que impeça esses pacientes de se submeterem a uma cirurgia plástica, mas, usualmente, solicito que consultem também um especialista para que ele peça mais exames”, afirma Yacoub.

Cuidados específicos para alguns tipos de cirurgia
Para um paciente que irá se submeter a uma plástica de pálpebra (blefaroplastia), pode haver a necessidade, por exemplo, de solicitar exames para verificar a existência de catarata, glaucoma, entre outras enfermidades.

No caso da cirurgia de nariz, o cirurgião plástico fazer uma análise do órgão do ponto de vista funcional, além de solicitar se necessário, exames mais aprofundados ao otorrinolaringologista.

Pacientes “inoperáveis”
Há casos em que é praticamente impossível operar alguns pacientes. Segundo a Sociedade Americana de Anestesiologia, os pacientes são divididos em cinco classes de acordo com o risco que apresentam ao se submetrem a uma cirurgia. Essa classificação vai de ASA 1 a ASA 5, e os classificados acima de ASA 3 apresentam um alto risco para a realização de intervenções por apresentarem um histórico extenso de doenças. Ocorrências como enfarte, angioplastia, cateterismo, diabetes, hipertensão e até idade avançada compõem um histórico de risco.

“Houve um caso bem incomum em que o paciente realizou todos os exames de rotina solicitados por mim e nada foi identificado. No momento exato do primeiro corte, em função de minha experiência, percebi um sangramento em excesso e não operei. Mais tarde, após solicitar um exame mais abrangente, foi identificada nessa paciente uma disfunção rara de coagulação no sangue. Cabe também ao médico ter bom senso e decidir quando deve parar”, complemente Prado Neto.

De cada 100 pacientes, em média, que procuram um médico cirurgião plástico para realizar alguma intervenção, apenas 2% deles são vetados.

Botox e preenchimentos
Nos casos de pacientes que estão sob efeito de botox e preenchimentos é necessário aguardar passar o efeito das substâncias. No caso do botox, é necessário esperar seis meses para que o medicamento deixe de agir sob a face. É a partir dos contornos reais do rosto do paciente que o cirurgião plástico pode atuar com mais segurança de resultados positivos.

Nos casos em que o paciente possui fios de sustentação no rosto, a cirurgia é ainda mais delicada. “Quando descolamos a pele da face, encontramos uma trama de fios o que limita muito o médico na realização da cirurgia de lifting”, explica o médico.