Consultas e exames gratuitos para advogadas, estagiárias e esposas de advogados

ibirapueraA Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) dá início no dia 13 de outubro a mais uma edição da Campanha de Saúde da Advogada, que visa a prevenir doenças tipicamente femininas, como câncer de mama, câncer de colo do útero e osteoporose.

As advogadas poderão fazer exames de papanicolaou, papanicolaou, ce densitometria óssea; submeter-se a consulta com ginecologista e, se necessário, passar por exames complementares. A relação de médicos e laboratórios referenciados está sendo definida e será publicada no site da CAASP (www.caasp.org.br). As guias deverão ser retiradas na sede da CAASP,em suas Regionais e Espaços ou nas subseções da OAB-SP.

A exemplo das edições anteriores, a campanha será aberta a advogadas e estagiárias inscritas na OAB-SP e em dia com sua anuidade, bem como às esposas dos advogados nas mesmas condições. Os procedimentos serão parcialmente subsidiados pela Caixa de Assistência.

A todas as participantes será oferecido um pacote médico com os procedimentos adequados a cada faixa etária. Segundo o diretor da Área Médica da Caixa de Assistência, Jairo Haber, “o rol de exames disponibilizados, bem como sua aplicação por faixas etárias, segue rigorosa orientação de médicos ginecologistas”.

CALENDÁRIO
Exames laboratoriais: de 13 de outubro a 7 de novembro
Consultas: até 21 de novembro
Exames complementares: até 5 de dezembro

Dores pode ser sinal de osteoporose

old_womanIncômodos que chegam a impedir movimentos e locomoção indicam que algo não vai bem com os ossos. Dores crônicas na coluna podem ser muito mais do que problemas de má-postura. O dolorido incômodo, que chega a levar os pacientes para os prontos-socorros, pode significar que o osso já está multifraturado, conseqüência de uma osteoporose instalada.

A doença é caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea, e pode não apresentar nenhum sinal antes de provocar as primeiras micro fraturas, por isso é chamada de silenciosa. O perigo está instalado justamente aí: estudos apontam que fraturas oriundas da osteoporose podem aumentar em até oito vezes a taxa de mortalidade.

De acordo com o endocrinologista e membro do Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Dr. João Lindolfo Borges, é muito comum pacientes em primeira consulta já apresentarem sinais avançados da doença. “Infelizmente as pessoas não imaginam que é possível já estar com os ossos fraturados, sem sentir nenhum sinal antes”, afirma.

Para se ter uma idéia, o recente estudo Brazos realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP, apontou que aproximadamente 70% das mulheres e 85% dos homens que já haviam apresentado uma fratura por fragilidade óssea desconheciam que a mesma tinha sido causada pela osteoporose.

Segundo o especialista, é importante que os fatores de risco para desenvolver a osteoporose sejam melhor divulgados para que as pessoas fiquem mais atentas. “Além da idade avançada, pessoas com baixo peso, de raça branca e com histórico de doença na família são mais suscetíveis a desenvolver o problema.

Um estilo de vida pouco saudável, caracterizado pelo consumo de fumo, ingestão regular de bebidas alcoólicas, falta de atividade física, dieta pobre em cálcio e pouca exposição à luz solar também contribuem para o maior risco”, afirma o médico. O médico aconselha as pessoas com tais características a realizar exames periódicos, como a densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do corpo.

As mulheres são maioria no grupo de risco. “No Brasil, cerca de 30% das pessoas do sexo feminino são acometidas pela osteoporose no período pós-menopausa. Nesta fase os níveis de estrógenos, hormônio produzido no ovário e responsável pela fixação do cálcio, ficam bastante baixos e essa deficiência hormonal contribui para a evolução da doença”, explica Dr. João Lindolfo.

Ter uma dieta rica em cálcio, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo são algumas atitudes que podem ajudar na prevenção da doença. Além disso, os tratamentos para a osteoporose evoluíram muito nos últimos anos, trazendo mais conforto para o paciente até na freqüência da administração. Na terapia à base de remédios, comprimidos antigamente ingeridos com freqüência diária hoje já podem ser tomados semanal e até mensalmente, caso do ibandronato de sódio.

O verão e as doenças de pele

maoAlém de férias, calor e praia, o verão traz também o aumento de casos de doenças de pele. Para curtir a estação mais quente do ano sem estes problemas, o dermatologista Cesar Cuono, alerta: “Alguns cuidados como aplicação regular do filtro solar e dos repelentes são essenciais”.

O sol é a nossa maior fonte de energia. É importante na síntese da vitamina D para a prevenção do raquitismo em crianças e osteoporose, principalmente nas mulheres. Porém, seu excesso pode ocasionar queimaduras.

Cada pessoa tem um tipo de pele e, portanto, mais ou menos tolerância ao sol. Quem tem pele muito clara está mais sujeito às queimaduras (vermelhão).

Para evitar, utilize filtros solares de alto FPS (30 ou mais), repasse com freqüência – de duas em duas horas ou sempre após um mergulho. Mesmo assim, não fique exposto diretamente à luz solar. Utilize guarda-sol, bonés ou chapéus.

Esqueceu dos cuidados, paciência! Agora é intensificar a hidratação da pele com cosméticos concentrados e fazer compressa fria com chá de camomila. Se a queimadura for muito intensa, aplique clara de ovo, pois isto possibilita a formação de uma película protetora no local.

É importante ter em mente que o sol, não só promove um envelhecimento precoce (rugas e manchas), como é o maior responsável por desencadear câncer de pele. E não se engane, o Melanoma, é um câncer de pele e um dos piores tumores que podemos ter.

Micose
Micoses são infecções provocadas por fungos que adoram o calor e a umidade. É de dezembro a março, período em que freqüentamos mais as praias e temos maior contato com eles. Porém, só com o suor provocado pelo aumento da temperatura, podemos apresentar “frieiras” entre os dedos dos pés, descamação nas plantas dos pés e “assaduras” na região da virilha. Tudo isto, mesmo sem ir à praia.

Para prevenir, o ideal é usar roupas leves, de preferência de algodão. Sempre que possível aplique talco ou amido de milho (maizena) nessas áreas para manter o local seco.

Herpes
Também freqüente nessa época, a Herpes Simples Recidivante aparece porque o sol, em excesso diminui a imunidade da pele e reduz células de defesa da derme, deixando as pessoas portadoras do vírus mais susceptíveis ao aparecimento das lesões. A dica é usar muito filtro solar, não se esquecendo dos lábios.

Fitofotodermatose
Na hora de se refrescar com um delicioso suco de limão ou com a famosa caipirinha, é importante lembrar que o contato da fruta destas bebidas na pele, junto com a exposição solar provoca queimadura, a Fitofotodermatose. Por isso, a atenção deve ser redobrada.

O limão tem a substância furocumarina, que é um potentíssimo bronzeador, ou sensibilizante da pele ao sol. Essas lesões podem ser de até terceiro grau, com cicatrizes deformantes, dependendo do tipo de pele e da exposição a que se submeteu.

A dica é nunca mexer com o limão diretamente no sol. Antes de se expor, lave bem as mãos com bastante água e sabão, e também o tronco, se estiver sem camisa, porque ele espirra quando espremido. As frutas cítricas e, também, o figo e o caju podem ter o mesmo efeito.

Dr. Cesar conclui que com estes cuidados suas férias serão mais gostosas e ressalta: “Não se automedique. Ao primeiro sintoma das doenças, procure um dermatologista para diagnóstico e tratamento adequados”.

Tipos de pele e as consequências do sol

solTomar sol é um bom negócio dependendo das precauções tomadas. Segundo o chefe do Serviço de Pele e Melanoma do Hospital Erasto Gaertner, Marcos Montenegro, de Curitiba, a literatura médica aconselha tomar 15 minutos de sol, três vezes por semana, na prevenção da osteoporose e para ativar a melanina, defesa natural do corpo.

Segundo o especialista “devia-se proibir a exposição solar das 12h às 15h”, pois neste horário atenuam-se os efeitos dos raios RUV B, principal causador do câncer de pele.

Para obter uma pele bronzeada e saudável é preciso partir para a exposição gradativa, começando com 15 minutos. Desta maneira o corpo irá bronzear produzindo melanina. “Mesmo quem vai tomar sol é preciso se proteger com protetor solar FPS 30 ou acima, reaplicando a cada duas horas”, explica.

Para cada pele existe um fator maior ou menor de risco, chamados Fototipos – que informam a capacidade de sol que cada tonalidade pode ser exposta. “Pessoas com pele clara ou com mais de 50 anos o risco é maior para desenvolver câncer de pele numa exposição imprudente”, classifica o Dr. Montenegro. Por isso, é imprescindível o uso de chapéu ou boné protegendo a face e as orelhas, blusa e camisas com mangas e calças compridas.

Fototipos
O câncer de pele acontece por uma ação acumulativa e está ligada a tonalidade da pele de cada pessoa, veja os exemplos:

Grau I – Albino
Queima com facilidade, nunca bronzeia
Muito sensível

Grau II – Branca
Queima com facilidade, bronzeia muito pouco
Sensível

Grau III – Morena Clara
Queima moderadamente, bronzeia moderadamente
Normal

Grau IV – Morena Moderada
Queima pouco, bronzeia com facilidade
Normal

Grau V – Morena Escura
Queima raramente, bronzeia bastante
Pouco sensível

Grau VI – Negra
Nunca queima, apenas bronzeia
Pouco sensível

Menopausa aumenta os riscos para a saúde dos ossos

mulherNão há como evitar: todas as mulheres um dia chegam a uma fase da vida em que inevitavelmente terão que lidar com significativas mudanças físicas e psicológicas. Com maior ou menor intensidade, elas passam a sentir calores inesperados, mudanças recorrentes de humor, disfunções de sono e cansaço. Estes são alguns dos sinais mais evidentes da chegada da menopausa, época caracterizada pela última manifestação das funções ovarianas, ou seja, a última menstruação.

Para muitas mulheres o processo da menopausa começa silenciosamente depois dos 40, geralmente entre 45 e 55 anos. Nesta fase os níveis de estrógenos, hormônio feminino produzido no ovário, começam a diminuir e provocam mudanças no ciclo menstrual, até encerrar totalmente. O estrogênio começa a ser produzido na adolescência sendo o responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais na mulher, pela textura da pele feminina, pela distribuição de gordura e está relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue. Além disso, é ele que fixa o cálcio nos ossos. “A ausência do estrógeno no organismo faz com que as taxas de cálcio fiquem deficientes, o que gera um grave problema na pós-menpausa, a osteoporose”, explica o Dr.Nilson Roberto Melo Ginecologista, presidente da Federação Brasileira das Associações de ginecologia e Obstetrícia.

A doença é marcada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea e é nos cinco primeiros anos após a menopausa que essa perda acontece mais rapidamente. A osteoporose é a principal causa de fraturas por baixo impacto. “As principais lesões ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar a diversas complicações como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente”, diz o Dr. Nilson.

O diagnóstico é feito através da densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do corpo. “A densitometria pode ser feita a partir da menopausa, como uma das formas de prevenção”, diz o especialista.

Embora não tenha cura, o problema é tratável. “As fraturas podem ser evitadas com a combinação de mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos. Na terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já podem ser tomados a cada semana e até mensalmente, como o ibandronato de sódio”, diz o ginecologista e assistente de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Luciano Pompei.

A prevenção começa desde cedo. Ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão garantir uma “reserva óssea” para quando o corpo precisar. Quanto maior for essa “reserva”, menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose. “A mulher que está na menopausa ou já passou por ela deve ficar tranqüila e não temer as dificuldades. Com os cuidados certos é possível encarar uma nova fase da vida com bastante saúde”, diz Dr. Luciano Pompei.