Apenas 15% das consultas ginecológicas são para prevenção

O post de estréia deste blog trata de um dos pilares da saúde da mulher: a consulta ginecológica. Apesar de a maioria das mulheres estar consciente sobre a importância de consultas regulares ginecológicas, grande parte delas ainda espera o surgimento de algum sintoma para nova consulta. Convenhamos, a maior parte de nós posterga ao máximo a visita à essa temível e assustadora maca.

Segundo o diretor de Comunicação da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG), o ginecologista Sérgio Simões, a leucorréia (corrimento) é o primeiro e principal motivo para consultas, representando cerca de 30% das queixas.

O sangramento uterino anormal é a segunda causa com 25% das reclamações, seguido pela menopausa, com 20% e, a infertilidade com 10%. No ranking da ginecologia, a prevenção representa apenas 15% das consultas programadas para questões como câncer de colo do útero e de mama, além da educação sexual e planejamento familiar. “É um número baixo, se considerarmos que prevenir é sempre o melhor remédio”, alerta Sérgio Simões.

Campeão de queixas, o corrimento é causado por fungos que se beneficiam das alterações na flora vaginal ou bactérias que podem ser transmitidas pela relação sexual. “A vagina é polimicrobiana e está sujeita a essas mudanças, cujas causas devem ser detectadas por exame ginecológico e análise das condições de vida da paciente”.

Os principais fatores são o estresse, roupa íntima inadequada que bloqueia a passagem de ar (principalmente aquelas liiindas de lycra, renda, etc), temperatura, uso de medicamentos como antibióticos e baixa imunidade, além do sexo desprotegido. “Tudo o que compromete a saúde também acaba influenciando no surgimento de fungos como uma alimentação inadequada, alcoolismo e uso de drogas”.

O sangramento uterino anormal pode acontecer durante o fluxo menstrual ou não. “Em média, a mulher perde de 30ml a 80ml de sangue no período da menstruação que, normalmente, deve durar de 3 a 7 dias. Quando o volume excede e a duração apresenta oscilações, é aconselhável procurar um especialista”, alerta Souza. A conseqüência primária e direta desses problemas é a anemia, já que a medula não consegue produzir número suficiente de hemácias para reposição.

O sangramento aumentado ainda pode ser conseqüência de doenças inerentes ao corpo uterino como miomas e adenomiose (engrossamento da parede do útero). Como a perda de sangue também pode ocorrer fora do fluxo menstrual, a paciente deve sempre observar a regularidade do ciclo, de 25 a 30 dias.

O climatério ou menopausa é um período em que se passa por uma série de transformações que devem ser avaliadas por um profissional. Cerca de 30% a 40% das mulheres sofrem com ondas de calor causadas pela diminuição da produção dos hormônios e que podem levar a insônia, dificuldade de concentração, queda de cabelo e de unhas, perda de elasticidade da pele, ressecamento das mucosas e baixa da libido. Simões explica que o tratamento varia conforme cada caso e deve ser indicado para garantir a melhoria da qualidade de vida da paciente.

Cerca de 10% das mulheres procuram o ginecologista para tratar problemas de infertilidade, usualmente definida pelos médicos como a incapacidade de engravidar após, pelo menos um ano de tentativa, ou então, de levar uma gestação até o final. “Em torno de 15% dos casais necessitam de uma assistência médica especializada depois desse período”, afirma Souza.

Genericamente, a mulher contribui com 40% das causas de infertilidade do casal e o homem, 40%, sendo 20% resultado de causas mistas. O tratamento é orientado depois da realização de uma série de exames para determinar tipo e causa da infertilidade. 

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Crédito da Imagem: Unimed